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Artigo do Jornal: Jornal Julho 2018
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O movimento espírita brasileiro, desde os seus primórdios, desde as suas raízes históricas, sempre esteve dividido essencialmente em duas linhas ideológicas paralelas que, segundo tudo indica, poderão se encontrar apenas no infinito... Uma é a religiosista, majoritária e mansa, baleia flutuante no mar da contemplação, outra é a cientificista, ou laica, de menor porte, tubarão agressivo submerso em águas turvas e enganadoras, de ondas sofismáticas.

Está faltando em nosso movimento ideológico a linha do meio entre as duas linhas paralelas citadas (evidentemente a kardequiana), e convém não olvidarmos a sabedoria de um provérbio antigo: in medio consistit (a virtude está no meio termo). Formaremos esta indispensável linha se juntarmos os pontos de lucidez doutrinária existentes em nossos arraiais. Então, a palavra de ordem é esta:

Companheiros verdadeiramente espíritas, não fascinados pela obra mistificadora de Roustaing, nem de médiuns conterrâneos orientados por guias que foram padres e freiras, unamo-nos!

E iniciemos a luta, já tardia, em defesa da Codificação de Allan Kardec antes que ela afunde em oceano caudaloso, navegando no barco furado que a FEB pilota em rumo errôneo porque, como dizem os católicos, “acende uma vela a DEUS e outra ao Diabo”, divulgando ao mesmo tempo as filosofias de Kardec e de Roustaing, díspares e conflitantes, nunca complementares, como alguns teóricos febeanos propalam ardilosamente.

Se não pudermos sustentar essa lua necessária mesmo agindo amistosamente, com delicadeza, sem ofensas pessoais, através da imprensa espírita institucionalizada, procuremos sustentá-la por intermédio de jornais independentes como este, que não censura seus articulistas impedindo-os de abordar assuntos polêmicos, tendo em vista esta opinião do emérito codificador da nossa doutrina, estampada na primeira página da Revista Espírita de novembro de 1858:

“Entretanto, há polêmica e polêmica. Há uma ante a qual jamais recuaremos – é a discussão séria dos princípios que professamos.”

Precisamos mostrar, para os irmãos de menos leitura, o que é o autêntico Espiritismo, definindo-o com clareza e objetividade, sobretudo relativamente à cavilosa mistificação roustanguista, como o fez o ilustre confrade Américo Domingos Nunes Filho na edição de julho/2017 do Correio Espírita.

Deixando de lado este aspecto específico do tema, gostamos de definir nossa doutrina como uma filosofia de bases científicas e consequências religiosas, e como o assunto, para ser bem esclarecido, demanda outras reflexões, algumas sutis e especiosas, voltaremos a ele no próximo escrito, pois o espaço do presente acabou.

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