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Artigo do Jornal: Jornal Agosto 2018

Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

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"O Espiritismo não é a Religião do Futuro, mas o Futuro das Religiões"

Léon Denis

       Após realizar uma palestra sob o tema “Espiritismo, obra de educação”, em uma bela manhã de terça feira, fiquei estarrecida e preocupada com as colocações de duas mães que vieram me procurar após o estudo.

       A primeira, mãe de dois adolescentes de treze e dezessete anos, me abraçou comovida e me disse com olhos úmidos que a Casa Espírita onde frequentava, havia fechado a mocidade por falta de Quórum. Muito abalada, disse que apesar de estar muito acostumada com os trabalhos da Casa que vinha frequentando, iria buscar um outro local onde pudesse também levar os filhos para que aprendessem um pouco mais sobre a Doutrina Espírita, assim como ela vinha fazendo, já que julgava esses ensinamentos extremamente necessários ao nosso momento atual e ao desenvolvimento espiritual dos rapazes.

       A segunda mãe, uma pouco mais jovem, me disse que também estava enfrentando esse problema, com pouquíssimos jovens frequentando a mocidade do local onde ela frequentava. Segundo ela, o problema começa na família, porque os pais não incentivam a frequência dos filhos, deixando que escolham onde frequentar ao atingir a idade adulta, deixando de dar a esses espíritos que estão sob a sua responsabilidade, a orientação tão necessária advinda de nossa amada Doutrina ou de qualquer outro credo, que seja necessário ao esclarecimento espiritual de jovens e crianças.

       Com imensa tristeza, fui obrigada a concordar com elas e esse é um alerta que faço com frequência, quando sou convidada para realizar estudos sobre o assunto.

       Os pais precisam estar atentos sobre ao que se espera deles enquanto tutores desses espíritos. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará a Deus: “Que fizestes do filho confiado a vossa guarda?” (Cap. XIV, item 9 – ESE).

       Os pais tem a obrigação e o dever moral de orientar seus filhos para um melhor caminho e as mocidades espíritas e a evangelização infanto-juvenil tem esse papel.

       As casas espíritas da atualidade precisam enxergar um pouco além, precisam crescer em conhecimento. O mundo evolui. Desde aquele 18 de Abril de 1857, no Palais – Royal (palácio Real) em Paris, França, onde veio à tona O Livro dos Espíritos, muita coisa mudou e felizmente para melhor.        

Tantos jovens poderiam estar mais atuantes, ministrando palestras, organizando eventos, investindo na divulgação Doutrinária, mas são impedidos por causa da rigidez de algumas Instituições, e da não valorização de suas ideias, que não permitem que o jovem crie e viabilize seus próprios projetos.

       Precisamos falar a linguagem do jovem, dos assuntos pertinentes ao jovem, para que esses espíritos se sintam acolhidos e dispostos a dar prosseguimento ao que aprendem e sejam multiplicadores dessas verdades.

       Casa espíritas que não se abrem ao novo, que não abrem espaço para a música, que criticam os jovens por bater palmas ao término de qualquer evento, que querem continuar a agir como se ainda estivéssemos no século passado, terão suas mocidades fechadas causando tristeza a muitos pais, evangelizandos e evangelizadores.

       A Doutrina Espírita é obra de educação, dinâmica, abrangente, mas é também de renovação, de novos conhecimentos e de muitos aprendizados. Pensemos nisso!

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