pteneofrdeites
Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2018
Compartilhar -

Concluímos o texto desta coluna na edição precedente prometendo provar que a Bíblia propõe, a quem nela acredita, como os católicos e protestantes, uma fé inteiramente cega, e não apenas vesga ou estrábica, qual ocorre com outros livros sagrados para alguns povos orientais que, refratários ao conhecimento científico, apegam-se aos simbolismos e práticas isotéricas.

Se alguém julga que estamos exagerando na presente crítica, útil para alertar não poucos dos nossos companheiros de crença, seduzidos pela hábil e insidiosa mistificação de Roustaing, leia a matéria adiante transcrita, de autoria de um rabino, Disraeli Zagury, publicada no jornal O LIBERAL, de Belém do Pará, dia 30/06/2017, com o título de MATEMÁTICA DO POVO JUDEU:

“Na porção da Torá que vamos ler neste shabat (sábado), a Torá nos conta sobre o mandamento da “vaca vermelha”. Era uma vaca que nascia em um rebanho qualquer, mas que tinha todos os seus pelos vermelhos. Esta vaca era abatida, queimada e do seu pó misturado com madeira de cedro, musgo e água da fonte, era feito um preparado que tinha o poder de  purificar  as pessoas,  elevando--as ao mais alto grau de pureza. É um mandamento que não obedece a nenhum critério lógico, algo completamente acima da compreensão humana, um dogma. Existem outros mandamentos também que estão longe de nossa capacidade humana de compreensão, como os Tefilin (Filactérios), a Mezuza (pergaminho afixado nas portas das casas dos judeus), os Tsitsit (franjas usadas nas pontas das roupas) etc. Mas por que Deus teria nos dado mandamentos que nunca iriamos poder entendê-los?

“Para testar nossa obediência. Quando fazemos somente aquilo que compreendemos, fazemos porque compreendemos, não porque fomos ordenados. Quando fazemos aquilo que não compreendemos, fazemos porque somos obedientes às ordens recebidas, não importando qual seja a ordem. Obviamente que para isso temos que deixar totalmente de lado qualquer lógica ou raciocínio intelectual, que é a nossa maior qualidade como seres humanos inteligentes.”

E a pergunta é:

– Para ter fé religiosa, cultivando o amor a DEUS e ao próximo, precisamos recorrer à Bíblia ou nos basta o que aprendemos em O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, de Allan Kardec, juntamente com as lições obtidas dos nossos protetores invisíveis através da prática mediúnica?

Devemos jogar na lata do lixo a capacidade de raciocínio lógico que o Criador nos deu, para progredirmos intelectualmente tanto quanto sentimentalmente?

A Doutrina Espírita, que se apoia em fenômenos naturais, cientificamente comprovados, e não em escrituras tidas como sagradas, porquanto tudo na vida é sagrado, sendo obra de DEUS oferta-nos uma filosofia nova e original na história da cultura dos diversos povos, capaz de unir religião à ciência. Coisa que até hoje nenhuma outra doutrina fez.

Compete-nos aceitar ou rejeitar isto, usando o nosso livre arbítrio, este sim, mais sagrado que qualquer livro.

Parece que chegou a hora de encerrarmos nossa reflexão sobre o biblismo, até porque, dissertando em torno do delicado assunto, em um artigo anterior fomos obrigados a fazer alusão a uma vaquinha (de presépio), e neste escrito consta referência a uma vaca vermelha.

É muita vaca para pouco leite filosófico!...

 

Compartilhar
Topo Cron Job Iniciado