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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2018
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O dicionário Michaelis define a palavra milagre como “fato ou acontecimento fora do comum, inexplicável pelas leis da natureza; qualquer manifestação ou intervenção da presença divina na vida humana” 1. No capítulo 15 do livro A Gênese, Allan Kardec discorre sobre Os Milagres do Evangelho e lança poderosas luzes ao nosso entendimento através das revelações divinas advindas da Doutrina dos Espíritos.

Tudo aquilo que nos chama a atenção, surpreende os nossos sentidos e não sabemos explicar ou nem sabemos existir uma explicação, pode ser considerado em determinada época e conjuntura como um milagre. Fico imaginando a estupefação das pessoas quando vislumbraram pela primeira vez a luz elétrica. A sensação de apertar um interruptor e a luz acender. Assim também ficava encantada quando criança ao perceber que podia falar ao telefone com alguém que estava muito distante de mim. A minha filha de dois anos acredita piamente que o pai faz uma mágica toda vez que envia um arquivo do computador para a impressora.

Ao lermos sobre as diversas curas e fenômenos realizados por Jesus não encontramos explicações na ciência material de hoje que nos permitam explicar as leis que estavam regendo tais ações. Como alguém poderia andar sobre as águas? Multiplicar pães? Curar alguém com a pele absolutamente carcomida pela hanseníase?

A doutrina espírita nos apresenta uma chave explicativa capaz de elucidar grande parte dos fenômenos até então considerados inexplicáveis pelas leis da natureza. Todos esses fatos tidos como milagrosos têm como origem as faculdades e os atributos da alma. Dentre estes se destaca a manipulação do fluido perispiritual.

Os seres encarnados são Espíritos e possuem além do corpo material, um corpo intermediário ou períspirito. Além disso, estamos mergulhados e nos movimentamos no fluido cósmico universal. Agora, imaginemos um ser mais evoluído do que qualquer ser já encarnado no planeta terra e conhecedor das propriedades e da manipulação desse fluido? Esse ser esteve na Terra e caminhou entre os homens, foi chamado de Jesus, o Cristo.

“Agiria ele como médium nas curas que operava?”2 Indaga o codificador. Seria um intermediário de outros Espíritos? De certo que não. Operava por si mesmo, utilizando o próprio poder pessoal, sua superioridade moral e intelectual. “Se algum influxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir. Era médium de Deus”3.

 


1 Michaelis Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em: http://michaelis.uol.com.br/busca?id=yV5A3. Acessado em 22 de setembro de 2018.

2 Kardec, Allan. A Gênese. Cap. XV Os milagres do Evangelho.  [trad. Guillon Ribeiro]. Brasília: FEB, 2013

3 Idem.

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