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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2018
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O título deste artigo é o mesmo de um livro escrito pela doutora Edith Fiore, uma psicóloga especialista em TVP, ou seja, Terapia de Vidas Passadas. O livro que se encontra na quarta edição, foi publicado pela editora Nova Era, voltada para temas espiritualistas em geral.

A autora explica que não escreveu o livro para provar ou refutar a reencarnação e nem mesmo deseja dirimir a questão da imortalidade da alma. Diz ainda que, enquanto psicóloga, não está advogando um determinado tipo de terapia. O que pretende então, a autora com seu livro? Deixemos que ela mesma se expresse: “Desejo compartilhar com vocês alguns dramas humanos que emergiram durante dois anos extraordinários de minha prática clínica, dramas de pessoas cujas vidas atuais foram mutiladas, de uma forma ou de outra, por acontecimentos trágicos ocorridos em suas vidas passadas.”

Normalmente, quando uma pessoa se interessa por reencarnação, os adversários dessas ideias costumam dizer que são pessoas crédulas e ingênuas com uma natural tendência para acreditar nessas coisas. Este, porém, não é o caso da doutora Edith. Ela foi educada em diversas seitas das igrejas luteranas, ou como dizemos aqui, protestantes. Como se sabe, a teologia desse tipo não aceita e mesmo repele com violência a crença nas vidas sucessivas.

A família da doutora Edith sempre viveu no campo e educou a sua filha dentro dos rígidos padrões do Protestantismo, assim, diz ela que não se lembra de um dia ter ouvido, quer no seio de sua família, quer na igreja que frequentava, a palavra reencarnação.

Mais tarde, indo estudar no Mount Holyoke College, tomou contato com a filosofia e passou a admitir um profundo ceticismo que ela achava mais adequado a uma posição científica. Diz ela que permaneceu agnóstica até que tomou contato com a possibilidade de reencarnação com seu trabalho. O seu ceticismo, entretanto, não foi ainda ultrapassado. Diz ela: “Atualmente, não observar um número cada vez maior de pacientes e sujeitos da hipnose explorarem vidas passadas, convenço-me, gradativamente, de que elas não são meras fantasias”.

A doutrina de Edith, lembra que a sua formação em psicologia foi bastante convencional com ênfase no método científico. Nem uma só vez, diz ela, durante os nove anos que passei estudando psicologia, quer em faculdades (Mount Holyoke College e Goucher College), quer em Universidades (Univesity of Maryland e University of Miami), empregou-se o conceito de reencarnação, ou mesmo tal palavra. Lidávamos estritamente com fatos observáveis.

Como se pode ver, a doutora Edith não é uma pessoa simples, e muito menos simplória. Assim, a atitude dela com respeito à reencarnação foi uma considerável mudança de paradigma e isso não acontece por acaso. Ao se ler o livro da doutora Edith, tem-se a clara impressão de que ela topou com alguma coisa inesperada, uma verdade muito grande que não dá para pôr de lado e dizer deixa pra lá.

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