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Labor exemplificado num dos muitos casos que nos narra, de certa ocasião da qual se encontrou incumbido de proferir palestra sobre a mensagem de Jesus e o cristianismo à luz da doutrina espírita em uma das maiores cidades muçulmanas do planeta: Istambul, na Turquia, cuja população ultrapassa 14 milhões de habitantes, a grande maioria, professando a fé islâmica, de reconhecido rigor fundamentalista.

Com humor, Divaldo fala-nos deste episódio extraindo dali divertidas e, ao mesmo tempo, profundas reflexões sobre a universalidade do pensamento humano. Suas idiossincrasias, cacoetes, costumes e hábitos peculiares, que demonstram, mesmo contra os obstáculos de uma língua estranha e posturas e tradições culturais muito diferentes dos nossos, a sua poderosa habilidade de comunicação e o profundo sentimento humanista, fruto de larga visão espiritual, oriunda de anos e anos de dedicação ao esclarecimento do ser humano, independente de seu credo ou filosofia, que o tornam universal; verdadeiro seareiro e apóstolo da Boa Nova.

Mas, afinal, o que é para Divaldo, "Iluminação Interior"? O brilhante orador nos aponta possível caminho ao falar de Deepak Chopra, propagador da Ayurveda, antiga e tradicional medicina natural indiana e de um caso exemplar de força do pensamento sobre a matéria, ocorrido com este conhecido personagem, na narrativa de certo caso em que um remédio placebal detona bem sucedido processo de cura em um organismo consumido pelo câncer.   Divaldo com isso, procura nos mostrar que, muito mais do que a fórmula alopática em si, importa ao paciente a atenção, a aceitação e o estabelecimento da decorrente confiança no médico. Sentir-se seguro, enfim, na fé, e na esperança, transmutadoras da certeza da cura, exercida em aliança entre médico e paciente, fraternalmente unidos em obra redentora.

Enfim, Divaldo nos demonstra que devemos, como regra geral, criar uma atitude mental de "importância pessoal" perante a vida. Somos, todos, parte de um grande "efeito borboleta universal", interligados uns aos outros e mutuamente responsáveis pelas vibrações que nos cercam e de nós emanam.

Respondendo às questões do público.
Com imenso e refinado humor, Divaldo chega a terceira parte de sua palestra respondendo a perguntas da platéia, que segundo o experiente narrador, algumas vezes é muito mais interessada em questões, digamos assim, terrenas, do que propriamente espirituais. Algumas das respostas, de que Divaldo se recorda já ter respondido mais de uma vez e fez questão de nos partilhar, denotam, para além da sua já reconhecida espiritualidade a profunda espirituosidade do grande palestrante:

Câncer:
"Quando me perguntam: Divaldo, você está com câncer? Respondo: Quem sou eu, Doutor"!

Plástica:
"Divaldo, você fez plástica? Não. Confiança em Deus me faz bem ao rosto"!

Cabelo:
"Divaldo, você pinta o cabelo? Respondo que o segredo está na marca do xampu e nas minhas orações, que fazem a raiz ficar pretinha...Quanto à marca do xampu, não digo. É um segredo que não dou. Nem eu nem o Sílvio Santos"!

Receita contra brigas:
"se alguém "pega no seu pé", lhe chamando a atenção de forma áspera, não retribua a hostilidade. Apenas passe a olhar para a sua veia jugular toda vez que ele começar a gritar com você. Quando ele perceber e lhe perguntar o que está olhando, diga-lhe que a sua jugular inchada lhe lembra a veia de um conhecido que estourou durante um surto de fúria! Com o tempo, ele passará a diminuir o tom de voz e até a lhe perguntar pelo grau do inchaço da veia..."

Conclusão.
Por fim, Divaldo nos demonstra que, afinal, não há nenhuma receita mirabolante e misteriosa para se alcançar a iluminação interior. Percebermo-nos vivos e esforçarmo-nos pela felicidade é o primeiro e o principal passo nessa direção. Que a iluminação comece com as pequenas coisas, percebendo-as como presentes de Deus, que se acrescentam ao nosso caminho, como provas ou créditos, tanto faz, mas com o entendimento de que tudo está interligado em uma grande rede de luz, que, sabendo ser devidamente percebida, nos iluminará e guiará por todos os nossos caminhos, facilitando inclusive, o enfrentamento de situações extremas e difíceis até mesmo para o nosso querido Divaldo; como o terrível "cerco de Jericó" sofrido pelo grande médium na Guatemala...

Publicado no Jornal Correio Espírita na Edição 27 de Setembro de 2007

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