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De tempos em tempos, de épocas em épocas, desde tempos imemoriais, costumam vir a este planeta espíritos notáveis cuja missão é produzir mudanças significativas na qualidade de vida dos seres humanos. Alguns atuam na área das ciências; outros, da religião, da educação, da Filosofia ou da Política. Há também os que escolhem a Arte como instrumento de mudança. Assim, cada um à sua maneira contribui para que a Terra melhore em suas condições materiais e espirituais.

Um desses espíritos a que nos referimos no parágrafo anterior foi Husayn Ali, nascido na Pérsia, no povoado de Mazandaram no dia 12 de Novembro de 1817. Depois de uma vida laboriosa, desencarnou no Monte Carmelo, na Palestina, em 28 de Maio de 1892. Tal era a formosura de seu caráter que se tornou conhecido e amado por todos, ganhando, inclusive o apelido de Baha - U Llâh, expressão que pode ser traduzida por Glória do Senhor.


Como todo verdadeiro Avatar, ele se condoeu do sofrimento humano e concluiu que o homem sofria não pela vontade de Deus, mas em virtude de seus próprios equívocos. Acreditava que os homens deveriam lutar por uma unidade política, religiosa e inclusive linguística. A terceira questão se deve ao fato de Husayn ser esperantista. Esta questão da linguagem única foi exaustivamente defendida por ele nas diversas obras que escreveu ao longo de sua vida.

Husayn era um homem de rara beleza física. Tão admirável era a sua beleza que costumava ser chamado de Jamal - I - Mubarak, que significa Beldade Bendita. Estranhamente, porém, ele não permitia que suas imagens fossem publicadas e não gostava nem mesmo de tirar fotografias. Em suas obras, a imagem que aparece é a de seu filho mais velho, Abbás Effendi, que usava o título de Abdul Bahá ou Servo de Deus.
A vida dos espíritos missionários é, em geral, muito difícil e, não raro acabam de modo trágico e mesmo violento. Husayn não foi uma exceção. De seus 75 anos de vida terrena, 40 ele passou preso por defender suas ideias. Seus seguidores mais exaltados consideravam-no um Messias que Deus havia enviado a Terra para, no final dos tempos, manifestarem a glória do Senhor. Ele próprio se acreditava investido de um poder especial que lhe dava autoridade para escrever aos governantes e líderes religiosos do planeta, mostrando-lhes a necessidade de operarem mudanças.

Messias ou não, o importante, neste caso, é lembrar a ação constante do Plano Espiritual no processo evolutivo da Terra. Desse modo, desde a mais alta Antiguidade, a espiritualidade tem enviado para cá grandes espíritos que encarnam com o objetivo de interferir diretamente no processo evolutivo a fim de produzirem mudanças que se fazem necessárias ao nosso progresso.

Krishna e Buda, na Índia, levaram os indianos a repensar suas posições ante a natureza humana; Sócrates modificou o eixo da filosofia grega da Physis (natureza) para o Antrhopos (ser humano); Aknathon, no antigo Egito e Moisés, entre os judeus, pregaram o Deus único e a sua moral em uma época em que, no dizer de Heródoto de Halicarnasso, tudo era deus menos Deus. Jesus, o maior de todos esses espíritos missionários, veio à Terra para nos trazer o seu Evangelho, cujo conteúdo é uma nova ética que, caso seja seguida honesta e corretamente, mudará, não parte do planeta, mas todo ele. Tudo isso demonstra a validade de uma frase atribuída a um líder religioso: A humanidade se move, mas é Deus que a conduz.

Publicado no Jornal Correio Espírita edição 67 Janeiro 2011.

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