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Em nossos dias, nos diversos noticiários escritos, falados e televisados nos deparemos com tragédias imensas, causadas pela natureza ou pela ação desamorosa e violenta dos homens.  Não importa a causa das tragédias, o que importa é o seu resultado: a dor, a angústia, o sofrimento, o desespero. Ali uma pobre mulher olha para sua casa demolida por uma pedra que rolou com as chuvas e derrubou sua casa, matando o esposo e dois filhos; acolá um homem já idoso chora o filho assassinado em um assalto e clama por justiça; em outra seqüência é anunciado um massacre na Baixada Fluminense. Em muitos desses casos, os personagens costumam pergunta inutilmente: por que isso aconteceu comigo? O que eu fiz para me acontecer tal coisa? Olham para o céu em busca de uma resposta, mas o céu não lhe da uma resposta e continua impassivelmente azul como um céu pintado.

Os homens que pensam, que refletem ante a essas coisas questionam: como em um mundo criado e dirigido pelo bom Deus pode acontecer o mal? Os teólogos de formação católica insistem na tese do pecado original: sofremos por que, um dia, nos tempos das origens, o primeiro casal - Adão e Eva - desobedeceu os decretos divinos que haviam colocado um tabu considerável sobre uma árvore que estava plantada no meio do paraíso. Esta resposta não nos satisfaz. Como um Deus sábio e justo pode nos condenar por um erro que foi cometido em tempos imemoriais por nossos pais? Imagine leitor que você um dia ao chegar a casa, fosse abordado pela autoridade policial que o conduzissem para a prisão. Nesta situação francamente kafkiana, você poderia perguntar: por que me prendem? O que foi que eu fiz? E obtivesse como resposta às suas perguntas o seguinte: Você está preso porque seu bisavô cometeu um crime. E o crime por ele cometido contaminou todos os seus descendentes. É claro que você acharia isto o maior absurdo e desejaria acordar imaginando que fosse um sonho. Esta situação imaginária é a mesma que um cristão vive quando acredita que paga pelo crime de Adão e Eva.

Uma outra resposta a pergunta por que sofremos não é menos irracional: sofremos porque o mundo está contaminado pelo mal que é criação do diabo e não de Deus. Esta é outra crença sem o menor sentido. Como acreditar que Deus possa dar permissão a um seu antigo aliado (Lúcifer) para nos tentar e degradar a nossa alma a fim de conduzi-la ao seu mundo sob a terra onde só há pranto e ranger de dentes? Reparem que, segundo o mito, Lúcifer era um dos anjos mais fortes e mais belos que Deus criou e este anjo que, nós simples pecadores devemos resistir. Diz-se, porém, que Deus colocou ao nosso lado um anjo da guarda, entretanto, pelos resultados o nosso anjo da guarda vem perdendo para o diabo faz tempo uma vez que a violência (obra de Satanás) tem se disseminado por todo o mundo cada vez com maior intensidade.

Como se pode ver, as dores do mundo não podem ser explicadas nem pelo mito de Adão e Eva nem pela ação de Satanás. Resta-nos, então, a resposta que nos é dada pelo Espiritismo: sofremos porque em outras vidas infligimos à lei de Deus e, como resultado, (não como castigo) colhemos o que plantamos. Esta idéia foi belamente defendida pelo espírito André Luiz em um livro que se intitula Ação e Reação.  Todos os nossos atos, bons ou maus estão como que inscritos em nossas almas. Os atos maus são como manchas que sujam as nossas vestes espirituais e os bons são bordados, enfeites dessas mesmas vestes.  “Um dia quando estivermos de comparecer à grande festa das bodas temos que ter nossas vestes bem limpas para que o Pai nos possa dizer:” entra meu filho, você é digno da festa que preparei. A reencarnação é portanto, como dizia o apóstolo Paulo, o lavatório das almas. Uma encarnação bem aproveitada torna-nos melhores e mais limpos. Assim, quando estivermos frente às dores do mundo, não se esqueça de dizer: Esta dor por que estão pessoas essas passando é boa para eles embora pareça o contrário. Vamos terminar este artigo com a frase de Jesus no Sermão do Monte: Felizes os que sofrem porque eles serão consolados.

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