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Teria Jesus feito milagres? Para responder esta pergunta vamos examinar três proposições:

1.   Jesus era Deus, e podendo fazer milagres ele os fez.

2.   Jesus não era Deus, mas mesmo assim realizou milagres.

3.   Jesus não era Deus e não fez milagres.

A primeira proposição não Pode ser aceita uma vez que sendo Deus, Jesus estaria derrogando as suas próprias leis, coisa que ele em tese poderia fazer, mas que não poderia para manter a coerência de sua conduta. A segunda proposição é mais irracional ainda, uma vez que se Jesus faz milagres à revelia de Deus, portanto ele seria maior do que Deus, coisa com a qual ele mesmo não concorda. A terceira proposição é aceitável, uma vez que as obras ditas milagrosas de Jesus foram assim chamadas porque não possuíam explicações para elas. Esta é a tese com que vamos trabalhar.

Transformação da água em vinho

Nesse relato, Jesus está em uma festa na aldeia de Caná da Galiléia, em companhia de sua mãe e de alguns de seus apóstolos. Aconteceu então que faltou vinho e isso causou um grande desconforto aos anfitriões, uma vez que a presença de vinho nas bodas judaicas era fundamental. Maria, tentando resolver o problema, vai até ao filho e pede a sua ajuda. De inicio, Jesus se nega a interferir no problema, mas, depois, atende ao apelo de sua mãe. Manda então que se encham os potes com água e, operando no líquido, converte-o em vinho. Como Jesus fez isso? Vejamos.

Todos os elementos componentes do vinho, água, alcoóis, ácidos, açúcares, vitaminas e sais minerais, são originados no fluido cósmico universal. Sabemos que os espíritos evoluídos sabem como manipular os fluidos e criar coisas materiais. Ora, o que Jesus fez foi trabalhar fluidicamente os elementos constituintes do vinho para conseguir o objetivo desejado. Assim, não houve, nesse caso, a menor derrogação das leis naturais.

A Multiplicação dos Pães.

Esta passagem se encontra em Mt. XIV: 13-21; Mr. VI: 39-44; Lc IX: 10-17 e Jo. VI :1-14. Nos quatro evangelistas existe o registro de que Jesus teria alimentado um grande número de pessoas, cerca de 5 mil, com cinco pães e dois peixes. Este número de pessoas é uma hipérbole muito comum em texto de proselitismo. Talvez ele pudesse ser reduzido a quinhentas pessoas, de todo o jeito é digno de nota e admiração alimentar 500 pessoas com cinco pães e dois peixes. Para explicar esse fato temos as seguintes hipóteses:

a)    Do hipnotismo

Essa hipótese diz respeito ao ilusionismo ou alucinação coletiva. Essa teoria teria alguma possibilidade de ser verdadeira se não houvesse o fato de as pessoas serem alimentadas com pães e peixe e da quantidade de cestos com sobra do alimento.

b)    Transporte

Jesus poderia ter convocado espíritos que conseguiram transportar os pães e os peixes desmaterializando-os e levando-os até onde ele estava e onde foram rematerializados. Aqui há um problema: o que é transportado existia antes, em outro lugar, e não sabemos onde havia tanto pão e peixe para alimentar tantas pessoas.

c)    Coagulação fluídica

Esta hipótese é a da pura criação mental, através do que se poderia chamar de coagulação dos fluidos astrais. Diz o professor Carlos Torres Pastorino que, havendo a substância, no plano mental, fácil seria condensá-la no plano astral e coagulá-la no plano material. Desse modo, as moléculas existentes no ar poderiam ser coaguladas na forma de pães e peixes. Sabendo que a energia é uma só, sendo diferente da matéria densa, pela constituição atômica e estrutura molecular, é perfeitamente possível que um espírito como Jesus pudesse fazer o que fez.

Jesus acalma uma tempestade

Jesus estava no Lago Genezaré, na proa do barco de Pedro e ali adormeceu. De repente, uma forte tempestade caiu sobre o lago, revolveu as suas águas e apavorou os pescadores. Apavorados, eles pedem ajuda ao Cristo. Este acorda, repreende as águas e os ventos e a tempestade cessa. N’O Livro dos Espíritos há a informação de que os fenômenos da natureza são desencadeados por espíritos pouco desenvolvidos sob o comando de espíritos superiores. Assim, Jesus não repreendeu os ventos nem as águas, o que não teria menor sentido, mas os espíritos que desencadearam o processo. Milagre explicado, não é milagre.

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