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Devido a sua complexidade eletromagnética, o ser humano apresenta a singularidade de nunca poder se desligar, ou de ser desligado de Deus e da economia da vida; e mesmo nas piores condições, em que pode estar estacionado no "monoideísmo tiranizante", devido às faltas nefastas junto aos outros, ou ainda despido da roupagem perispirítica, quando passa a apresentar a aparência "ovóide", e até mesmo nas condições dolorosas da "letargia mental"; estará sempre ligado ao seu Criador, através de fios invisíveis de difícil percepção humana.

Sendo o pensamento contínuo, uma conquista definitiva do espírito imortal, ele não pode, ainda que deseje desligar-se das forças vivas que o impulsionam para Deus, e esse talvez seja o maior susto que o suicida leva no outro lado da vida, quando percebe que não destruiu nada, a não ser o corpo físico que ostentava, e com o qual tinha responsabilidade diante da vida e de Deus, por ser um instrumento de evolução, doado por gratidão divina a todos os seres humanos.

Cada espírito imortal, esse viajor incansável da eternidade, emitirá e receberá de retorno, as sensações e sentimentos na faixa de frequência que lhe é própria, e sempre no mesmo teor e na qualidade de seus interesses, sejam bons ou maus, porque segundo o Apóstolo Paulo, um dos maiores seguidores de Jesus de todos os tempos, “O que o homem semear, isso ele colherá", numa alusão clara e insofismável de que, receberemos de volta tudo aquilo que arremessarmos de encontro aos outros.

Diuturnamente, pululam no espaço infinito, bilhões e bilhões de ondas eletromagnéticas de todos os tipos: de televisão, rádio, satélite, fax, celulares, e em especial, as "ondas mentais dos pensamentos"; mas nenhuma mente consegue captar ondas para as quais não foi programada, porque somos nós que programamos essas ondas, através de ideais, pensamentos, sentimentos, desejos, ambições, vícios e paixões.

Em vista do exposto, podemos afirmar com absoluta certeza, que cada um de nós conviverá sempre e em toda parte, e o tempo todo, com pessoas com quem afinamos, efetuando com esses de nossa preferência, trocas energéticas que, em face dos ditames das Leis Divinas que regem á vida cósmica, asseguram a manutenção de todos os seres e de todas as vidas.

Dentro da Lei de Afinidade, está o primado da justiça e da responsabilidade, que preside e comanda todos os destinos, de iluminados e obscuros, de letrados e de ignorantes, de ricos e pobres, dentro da imensa esteira da evolução infinita. Qualquer mudança no campo da sintonia provoca de imediato a diferença na troca de energia vital, alterando o nível do potencial íntimo de cada espírito, e da natureza até suas emoções, pensamentos e sentimentos.

Podemos ainda afirmar, que a força que nos une uns aos outros é, na realidade, a que emitimos de nós e alimentamos em nosso íntimo, sendo que os compromissos que dai decorrem são mais do que evidentes, porque ninguém deixará, em momento algum, de integrar ou engrossar as correntes de forças, direcionadas para determinado objetivo.

Cada um de nós está sempre trabalhando consciente ou inconscientemente, para o bem ou para o mal, na construção do verdadeiro amor, ou na construção do ódio, do rancor, do ressentimento, ou da alegria e da tristeza, da felicidade ou da desdita, porque isso faz parte da vida do ser humano, do nosso destino, e da evolução infinita na busca de Deus.

O problema da responsabilidade da nossa sintonia é sempre proporcional ao nível de consciência de cada um, e os espíritos em evolução na Terra, não são na sua maioria maus, embora estejam muito longe de serem conscientemente bons. E é exatamente por isso, que vagam alternadamente, entre impulsos superiores e inferiores, sofrendo com as indefinições que pairam sobre suas mentes, e vivem as mais das vezes, ao sabor dos improvisos, entre as crises de animalidade, e os anseios de integração com o alto.

Fazem e desfazem, constroem e derrubam, plantam rosas e espinheiros ao mesmo tempo, e acabam se assemelhando a uma folha batida pelo vento e arrastada por todas as correntezas. Somente um coração que consegue ascender aos planos mais altos da evolução, consegue se livrar dos vícios, desejos e paixões; deixando de se sintonizar com o mal, deixando essas práticas sombrias enterradas no passado, porque se relembradas, acarretaria sofrimentos terríveis no âmago da consciência imortal.

Tudo que for objeto de nossa sintonia para o mal, mesmo que não seja materializada, certamente vai nos impor ressarcimento ao longo de4 nossa jornada evolutiva, tendo em vista que não podemos fugir dos imperativos da Lei de Ação e Reação, que em síntese, não é uma Lei externa e sim interna, que se encontra dentro de nós, representada pela nossa consciência imortal, e que se encontra ligada de uma forma indescritível com a consciência divina, sendo, portanto, o nosso promotor, o nosso advogado, e ao mesmo tempo o nosso terrível "juiz", que nos julgará aqui ou no além, quando atravessarmos as águas enigmáticas do rio da morte.

“Ninguém lesa ao próximo, sem lesar antes a si mesmo”, diz com muita propriedade, o líder espiritual de Francisco Cândido Xavier, o nosso querido Emmanuel, no livro de sua autoria com o título de “Fonte Viva".

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