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A família é o grupo social que se encontra mais próximo de nós do que qualquer outro. Nesse grupo, vivemos as nossas primeiras experiências humanas e temos as nossas primeiras dores e alegria. A família é o lugar dos reencontros onde espíritos amigos e inimigos se aproximam jungidos pelos laços de sangue para os resgates necessários.

Sei do caso de uma senhora que possuía uma péssima relação com o pai, embora ele fosse um pai excelente. Conta ela que possuía certo prazer em discordar dele, em discutir e questionar-lhe a conduta. Ela, porém, sofria com isso porque tinha, quase sempre, a consciência de que era demasiadamente severa com ele.

Esta situação a incomodou a tal ponto que ela procurou um psicólogo espírita que trabalhava com TVP (terapias de vidas passadas). Submetida a uma RDM (regressão de memória) ela localizou uma existência na França do século XIX, onde ela trabalhava em Paris como prostituta e era explorada por um homem de origem cigana        que a obrigava às maiores baixezas. Este homem, na atual encarnação, era seu pai. Este é apenas um exemplo dos muitos que se podem encontra em cada família e na nossa própria.

Na família, aprendemos a desenvolver o sentimento de nós. Trata-se de um sentimento cultural inserido em nossa personalidade de tal modo que aquele que age contrariamente a esse sentimento é severamente criticado. Assim, quase se pode dizer que se torna obrigatório desenvolvermos sentimentos positivos em relação aos nossos familiares, principalmente os mais próximos como os pais, filhos e irmãos. Este motivo é pior do que a doença que atinge um membro de nossa família: muitas vezes, dói tanto como a que nos atinge e, às vezes, mais. Já ouvi mães dizerem: “eu queria que o sofrimento de meu filho passasse para mim.”

Como encarar esse problema? Em primeiro lugar, é necessário entender as doenças de um modo geral. As doenças são provas por que devemos passar e, muitas vezes, escolhidas por nós. Não são males a não ser pela ótica mesquinha do nosso egoísmo. Os grandes espíritos são aqueles que tiram de suas doenças lições de vida e deixaram a sua existência melhores o que chegaram. Assim entendida, a doença toma para nós uma outra conotação e quando ela atingir as pessoas mais próximas de nós saberá lidar com ela.

Em segundo lugar não devemos supervalorizar as doenças, ainda que sejam doenças consideradas graves como o câncer ou a AIDS ou a hepatite. Se eu me apavorar quando a minha mãe ou o meu filho contrair uma dessas doenças eu não sou não vou ajudá-los a superar este transe como vou piorar o estado de animo deles. As pessoas doentes, por estarem fragilizadas, precisam de pessoas fortes a seu lado. Essa fortaleza, contudo, não pode ser ficcional, fingida, mas verdadeira e firme. E como eu posso ficar firme em uma situação destas? Primeiramente tendo fé em Deus e, se for espírita, nos postulados de nossa doutrina.

Segundo o Espiritismo, as pessoas não são doentes. Estão doentes. E o que é mais importante: toda doença é temporária e pode acabar com a cura ou com a morte e em qualquer dos dois casos, não há motivo para temer. Se ficarmos curados da doença, muito bem, mas se desencarnarmos será bom também porque vamos nos livrar de um corpo doente para através da reencarnação voltar em outro corpo. Devemos ter esse tipo de conversa com o nosso parente doente grave. Dizer a ele que a vida continua e que a morte não é o fim é um dever nosso. Ler para ele mensagens espíritas sobre a imortalidade - e há muitas deste tipo. É nesse sentido que o Espiritismo é chamado de O Consolador. Por fim, não se deve desestimular o nosso doente a lutar pela vida em função da nossa crença na imortalidade. A vida é um valor pelo qual devemos lutar sempre, sem jamais perder a esperança.

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