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Artigo do Jornal: Jornal Julho 2013

Sobre o autor

Itair Ferreira

Itair Ferreira

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chico e emmanuel    Ao terminar seu evangelho, João dá testemunho sobre os atos de Jesus, dizendo : Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos.

    Ao ler essa passagem, penso no Chico Xavier. Se tudo o que ele fez fosse relatado..., guardando as devidas proporções, pois o Cristo é inigualável, em qualquer aspecto.  Entretanto, Chico, o homem chamado Amor pela Rede Globo de Televisão, título sabiamente aplicado, pois ele sonhou em seguir os ensinamentos de Jesus e assim o fez durante toda sua existência de lutas e obstáculos, que, além das várias atividades mediúnicas e do amplo atendimento fraterno, nos deixou como legado 412 títulos de livro, dando continuação à Revelação Espírita.

    Diariamente, milhares de pessoas faziam filas, varando madrugadas, a fim de estarem com o Chico. Uns por necessidades de socorro imediato; outros para receberem notícias dos entes queridos que passaram para outro plano da vida, E outros tantos, que queriam apenas vê-lo, tocar-lhe as mãos, o rosto, afagá-lo, num sonho de paz e de alegria.

    Sua aura foi medida pela NASA, nos EUA, e os cientistas ficaram surpresos com sua extensão: dez metros de diâmetro. Nossa aura possui a irradiação de um a dois centímetros além de nossa pele, conforme comprovou o casal Semion e Valentina Kirlian, no ano de 1962, após quarenta anos de pesquisas, na Universidade de Alma-Ata, na URSS, quando inventaram a máquina para fotografia do campo energético dos seres vivos que tem o seu nome: Kirlian.

    Das pessoas que buscavam o Chico pedindo socorro, eu fui uma delas. Foi no ano de 1974. Meu irmão mais velho, Ismar, repentinamente, passou a sentir dores fortes na cabeça, sem causa aparente, dores que aumentavam, num crescendo acelerado, de forma que analgésico algum o liberava das pontadas lancinantes e contínuas.  A família se condoía, buscando ajudá-lo, utilizando os meios adequados para extinguir-lhe o sofrimento.

    Nessa época, eu era representante hospitalar do Abbott Laboratórios, uma multinacional no ramo farmacêutico e tinha bom relacionamento com a classe médica. O diretor de uma casa de saúde, ao ouvir-me o relato, recomendou-nos, por escrito, um conceituado neurologista. Lá chegando, fomos muito bem recepcionados. Após as apresentações, o médico examinou-o, detidamente, enquanto eu aguardava ansioso, o resultado, do lado de fora do consultório.

    Ao terminar a consulta, o médico chamou-me em particular e deu-me o diagnóstico: Tumor no cérebro, na região occipital . Mostrou-me o local onde se localizava o tumor. Mandou-me apalpar e tive a impressão de que os ossos do crânio não estavam fechados, o que era denominado, segundo ele, moleira de criança.

    Prontamente, recomendou-me interná-lo no hospital para realizar um exame chamado angiografia. Ficaria três dias internado para esse procedimento: injetar um líquido contraste radiopaco nas artérias cerebrais para determinar uma dilatação, um aneurisma ou um tumor, operável ou não. Caso positivo, teria que abrir-lhe o crânio.

     Ficamos transtornados. Naquela época, abrir o crânio para remover tumor no cérebro era uma expectativa sombria. Não havia garantia de sucesso nessa operação.

    Chegando a casa, conversei com minha mulher. Buscamos juntos, como sempre fazemos, a inspiração superior. Foi quando ocorreu-nos a ideia de levá-lo ao Chico Xavier. Sabemos que não existe milagre, porque seria uma derrogação da lei natural, que é a única verdadeira para a felicidade do homem. Entretanto, se somos espíritas - pensamos -, Chico, para nós, representa a fonte verdadeira, que é Jesus.

    Assim fizemos. Saímos de madrugada, rumo a Uberaba: o  Ismar, sentado no banco traseiro; eu, ao volante, e nosso saudoso pai, Emílio, sentado ao meu lado.   Aproveito para homenageá-lo - dia 15 de março deste ano completou 25 anos de seu retorno à Pátria Espiritual. Esse grande homem juntamente com a Carlinda, nossa querida mãe - que também fez dois anos de desencarnação, nesse 7 de maio - renunciaram aos prazeres e aos seus defeitos para legarem aos quatro filhos o bom exemplo e a base religiosa do Espiritismo.

    Era o dia 10 de agosto de 1974. Durante a viagem tudo fazíamos para que o Ismar se sentisse bem: mostrávamos o gado zebu pastando, as fazendas coloridas e a paisagem que ficava ainda mais bela com os raios de sol em seus reflexos multicores; entretanto, nada alterava a dor contínua e avassaladora que sentia. Tão intensas que, nas paradas, ele ia ao banheiro vomitar.

    Chegamos a Uberaba, às 22 horas, indo direto à Comunhão Espírita Cristã, centro ao qual o Chico pertencia. Entramos na fila. Quando estávamos à porta do salão, aconteceu o primeiro fenômeno: sua dor de cabeça desapareceu completamente - estávamos na imensa aura do Chico.

    Quando chegou a nossa vez, o Ismar à frente e nós, eu e nosso pai, quase do seu lado, o Chico fez uma pausa no atendimento para receber o café que lhe estava sendo servido (um café bem preto, cujo cheiro é inconfundível). Então houve o segundo fenômeno: ao saboreá-lo, seu hálito era igual ao perfume das rosas.

    Com sua xícara à mão, degustando o café, surgiu o terceiro e maior fenômeno ao dirigir-se ao meu irmão Chico surpreendeu-nos, chamando-o nominalmente: Ismar!  E continuou a falar:

    - Você tem um problema parecido com o meu, um afundamento na região occipital do cérebro. E voltando-se para nós, que estávamos estupefatos, disse:

    - Não se preocupem. O Ismar não tem o mal diagnosticado.

    E passou a descrever tudo o que ele sentia as dores e suas reações a ela, dizendo-lhe que quando achava uma posição que o permitisse dormir, era só aquela, mais nenhuma. Com uma paciência jamais vista - parecia que o tempo havia parado, e somente nós ali estávamos. E o Chico continuou a captar o futuro, com sua clarividência impressionante, e por isso, denominado com toda a razão, a maior antena psíquica da Terra.

    - Procure um oftalmologista apenas. Assim como eu, você possui os músculos visuais flácidos. Use óculos para corrigir a deficiência e, com o tempo, suas dores se espaçarão até quase desaparecerem.

    A seguir, anotou carinhosamente o nome do Ismar por extenso, colocando o papel no bolso interno esquerdo do paletó, e disse-lhe, olhando também para nós, que estávamos em êxtase e emudecidos:

    - Colocarei o seu nome em meu coração e estarei sempre orando por você. Você viverá até a velhice!

    Na despedida, abraçamos o Chico e o Ismar beijou-o com profundo agradecimento.

    Outro fato impressionante foi que, ao sairmos do centro - fora da aura do Chico -, o Ismar correu para ir ao banheiro vomitar. A dor retornara com toda a sua violência.

    O Ismar tinha 27 anos. Hoje, passados quase 39 anos - ele está com 66 anos -, tudo aconteceu conforme a previsão do Chico. Ele está muito bem de saúde física, mental e espiritual, integrando a seara de Jesus, como trabalhador espírita.

    Chico Xavier completou agora, em 30 de junho de 2013, 11 anos que partiu para as esferas resplandecentes, Chico nós o agradecemos e homenageamos!

    Muita paz!

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