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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2013
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     “A Ciência já provou através da Física Quântica que somos energia e que estamos todos conectados através da nossa vibração.” Greg Braden*

     “Nada é vazio (LE q.36). – Assim, tudo se liga no Universo, tudo se encadeia, tudo está submetido à grande lei de unidade (A GÊN cap. XIV, item 12). “Por isso dizemos que tudo está em tudo” (LE q.33).

     Praticamente todos que conhecemos estão encantados, fascinados, envolvidos com o que se escolheu chamar “rede social” e nesta, muitos dos participantes colocam detalhes pessoais, eventos, fotografias, dados íntimos e até referentes a outras pessoas às vezes mesmo sem o consentimento e conhecimento dessas pessoas. “Blogs, Facebooks, Instagrams” ou outros nomes que eu talvez até desconheça etc., etc., etc., pois a cada dia aparece uma nova forma de conexão virtual entre as criaturas.

     Sabemos que tudo isso faz parte do progresso e pode ser extremamente benéfico se bem utilizado; o problema muitas vezes reside no fato de que, de certo modo, ainda não estamos preparados para bem nos servirmos dessas ferramentas de maneira consciente e equilibrada, sem excessos ou extravagâncias de todo tipo.

     A questão a ser analisada é que, de momento, essas inovações tecnológicas tem-nos servido frequentemente para nos manter à distância do contato direto, do “olho no olho”, do abraço “corpo a corpo”, da lágrima que escorre junto com a lágrima do companheiro, do sorriso que se irradia e faz brotar o sorriso do irmão e com ele se mistura feliz...

     Paradoxo quase inacreditável é que, enquanto muitas vezes inconscientemente nos “blindamos” atrás de um monitor e pretendemos despejar nosso carinho sobre um teclado, quando surge a oportunidade de estarmos juntos, lado a lado, frente a frente, permanecemos estranhamente “blindados” e continuamos simplesmente tecnologicamente conectados... Cada vez mais constantemente vemos principalmente jovens que, embora próximos, continuam dedilhando mensagens entre si através de seus “aifones”... Muitos de nós já não entendemos outra forma de conexão, porque a “ainet” nos mantém informados, atualizados sobre tudo e sobre todos – pelo menos é o que julgamos – e nos preserva de situações mais difíceis, relacionamentos delicados, ou constrangedores, embaraçosos e que, eventualmente, possam nos magoar...

     Contudo, o de que não nos damos conta é que há uma grande possibilidade de que mensagens mostrem apenas o que pretendemos mostrar, ou ainda, o que pretendemos parecer ser, ou mais perigoso, o que desejamos ocultar; nelas não colocamos nossas fragilidades, nossas imperfeições, nossas desarmonias, nosso eventual mau-humor, nossas irritações e tantas outras coisas que temos dificuldade de aceitar ainda existirem em nós, ainda representarem a presente realidade da nossa individualidade, em muitos casos apenas medianamente evoluída...

     No entanto, apesar nosso medo, da nossa ilusão em geral inclusive impercebida, como bem nos advertiu o Mestre, nada fica oculto; cedo ou tarde, a verdade refulge libertadora porque, como vimos nos destaques iniciais, tudo está inapelavelmente interligado, inter-relacionado e interdependente. Cada ação, cada gesto, cada palavra, cada pensamento, cada contato, seja por que meio for, está indelevelmente grafado no nosso campo perispirítico e mais, no catálogo individual cósmico, qual livro aberto que todos podem folhear independentemente da nossa vontade ou autorização.

     Não existe rede social mais poderosa, mais acessível, embora não possa ser adulterada por ninguém, do que essa infinita rede social universal. Um dia compreenderemos essa grandiosa rede que nos permite sermos verdadeiramente solidários, através dos tempos, através do espaço, onde não existe o “vazio”, onde alegrias, amores, ódios, tristezas, anseios, sensações, sentimentos e ações de todo tipo, circulam sem se confundirem entre si, sendo reconhecíveis suas origens, guardando suas tonalidades e vibrações próprias.

     Allan Kardec, que estudou o magnetismo por 35 anos, lei universal sobre a qual os Espíritos lhe disseram que no futuro compreenderíamos melhor (LE q.388), em Obras Póstumas tece explicações extremamente relevantes para nós em dois capítulos, intitulados Telegrafia e Fotografia do Pensamento. Ali já se pode adivinhar a importância para nós do conhecimento dessa real rede social. Real porque não submetida ao nosso nível evolutivo, quer intelectual, quer moral. Real por se tratar de lei natural, lei divina, que rege ainda afinidades e sintonias...

     Assim, cabe a nós, que já temos acesso tanto ao conhecimento tecnológico, quanto a um relativo conhecimento das leis que regem toda a criação, procurarmos compreender melhor, ou o quanto nos for possível, a necessidade de bem empregarmos esse poderoso ferramental evolutivo de que ora dispomos para melhor sedimentarmos nosso caminho...

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