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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2014

Sobre o autor

Cláudio Conti

Cláudio Conti

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Já tratamos aqui, no artigo publicado em março de 2014, intitulado “Matéria”, sobre como os conceitos sobre a matéria foram se modificando ao longo do desenvolvimento do conhecimento humano. Gostaríamos de salientar três pontos em especial: 1) que massa não é uma propriedade intrínseca; 2) matéria nada mais é do que o fluido cósmico se expressando de uma forma específica e; 3) o pensamento age no fluido cósmico formando os corpos materiais.

Dito isto, podemos nos deter em expor algumas ideias e conceitos acerca das propriedades da matéria.

Analisando a resposta da questão 29 de O Livro dos Espíritos que diz que a ponderabilidade é um atributo da matéria como conhecemos, mas não da matéria etérea, que seria imponderável, podemos chegar à conclusões interessantes.

Por “ponderável”, segundo o Dicionário Michaelis Online, entende-se aquilo “que se pode pesar, avaliar ou examinar”. Como “ponderabilidade” é a qualidade de ser ponderável, podemos, então, considerar que “imponderabilidade” é a propriedade de não ser possível pesar, avaliar ou examinar.

A partir da premissa de que matéria é uma forma de expressão do fluido cósmico para conosco, podemos, por dedução, considerar que a ponderabilidade também seria uma expressão deste mesmo fluido; considerando que por “ponderabilidade” devemos entender como a possibilidade de nossa interação direta com os corpos e substâncias materiais em geral.

Apesar de normalmente considerarmos o que é percebido pelos sentidos físicos como sendo a realidade independente de nós, este conceito já não é mais aceito pela visão científica. Esta nova abordagem está em acordo com o apresentado na Codificação Espírita, pois, como consta na questão 32 de O Livro dos Espíritos, as diferentes propriedades da matéria somente podem ser avaliadas segundo a disponibilidade dos órgãos do corpo físico para percebê-las.

Assim, tudo aquilo que percebemos pelos sentidos físicos é o modo como estes respondem aos estímulos fornecidos pela manifestação do fluido cósmico, em outras palavras, a forma como este fluido se manifesta, como os órgãos o percebe e como o cérebro interpreta.

A visão de realidade, portanto, toma características completamente diferentes, alterando o paradigma da nossa própria existência, experiência e relação com o mundo exterior.

Na concepção científica atual, nenhum fenômeno pode ser compreendido na sua essência original, pois toda e qualquer observação interfere com o fenômeno em si. Portanto, tudo aquilo que conhecemos já é resultado da interferência causada pelo simples ato de observar.

Se considerarmos que em toda observação haverá forçosamente a ação do pensamento direcionado, a interferência é decorrente da ação do pensamento sobre o fluido. Desta forma, aquilo que consideramos como realidade é fruto da interferência do espírito no fluido existente.

Na época da codificação da Doutrina Espírita, o conceito reinante era o de uma descrição objetiva da natureza, descrição esta segundo os conceitos pertinentes à Física Clássica, também conhecida como Física Newtoniana. Esta objetividade de análise considerava que o universo existia independente do ser vivo, sobre o qual atuava apenas por meios materiais, ou causais.

Contudo, com o advento da Física Quântica e da Teoria da Relatividade, já no século XX, fica patente que a separação entre matéria e ser vivo já não pode mais ser aceita no estudo dos fenômenos observáveis. Apesar de não ser amplamente conhecida, esta nova abordagem mudou completamente a visão de mundo e a forma como a ciência trata as pesquisas em determinadas áreas do conhecimento humano, especialmente no que está relacionado com a matéria.

Conceitos como a dualidade partícula-onda da luz que, em linhas gerais, significa que pode se comportar como uma partícula (um corpo sólido), ou como onda (energia se propagando no espaço), compreendendo dois fenômenos e comportamentos distintos.

Analisando sob este prisma, somos conduzidos a perguntar: O que é a luz: partícula ou onda? Para esta pergunta não existe uma resposta específica, o mais sensato é dizer que depende da situação. A propriedade da luz varia segundo o fenômeno.

Se tomarmos a matéria como corpos bem definidos, a colocação anterior causa grande desconforto, mas ao considerarmos fluido se manifestando desta ou daquela forma, esta mesma colocação não causa espanto algum, pois a melhor resposta para a pergunta “O que é a luz?” seria a que encontramos genericamente na Codificação Espírita: a luz como tudo e qualquer outra coisa é fluido se manifestando de uma forma ou de outra.

Em suma, não existiriam propriedades bem definidas para a matéria, pois esta, sendo formada por fluido, sofre a ação dos espíritos que aqui habitam, mesmo que inconscientemente. Todavia, a partir do momento em que temos o conhecimento desta ação, podemos utilizar em benefício próprio e de outros, pois pensamentos salutares conferirão características também salutares para o fluido, como, por exemplo, os que compõem o alimento, água ou, até mesmo, o ar que nos envolve.

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