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Artigo do Jornal: Jornal Março 2015

Sobre o autor

Cláudio Conti

Cláudio Conti

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Apesar de, na linguagem comum, as palavras “planeta” e “mundo” se confundirem, quando analisados sob a ótica espírita apresentam conotações diferentes.

Os planetas são estruturas materiais nas quais os espíritos se ligam, se agrupando em conformidade com o grau evolutivo que se caracterizam. Por "grau evolutivo" devemos entender como o nível de compreensão de sua realidade como ser espiritual e que todos fazem parte de um processo que costuma-se denominar de "Criação", sendo merecedores de respeito e funcionando como um organismo único, onde todos trabalham pelo bem de todos.

Os mundos são as circunstâncias para a vida estruturadas e moldadas pelos próprios espíritos que habitam determinada região e em certa condição de existência, podendo esta região ser, inclusive, um planeta. A condição de existência está relacionada com o tipo de matéria envolvida, tal como na nossa condição de existência que está relacionada com a matéria densa como conhecemos.

Desta forma, a constituição física de expressão para o espírito encarnado não é a mesma nos diferentes mundos: cada qual oferece as condições necessárias para que os espíritos que neles habitam tenham a oportunidade de vivenciar experiências essenciais para o seu de aprendizado. Por serem estruturadas pelos próprios espíritos em acordo com seus condicionamentos, cada um está no lugar exato que devem estar em acordo com suas necessidades.

No planeta Terra e na condição de existência dos encarnados, se agrupam espíritos cujo grau evolutivo ainda é muito baixo, estruturando, portanto, o que é denominado de "mundo de expiação e provas", onde o mal predomina e, consequentemente, o sofrimento.

O conceito trazido pelo Espiritismo sobre mundos de expiação e provas, como sendo a aglomeração de espíritos equivocados, já havia sido citado por Jesus quando disse: "Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniquidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes".

A humanidade encarnada do planeta Terra necessita iniciar um processo de autoquestionamento de o porquê existirem sofrimentos de variados matizes, isto é, o motivo pelo qual vivemos em um mundo cuja característica principal é a existência do mal. A resposta para tal questionamento deverá ser o nível de egoísmo e orgulho que a sociedade em geral se encontra, onde cada qual se ocupa apenas consigo mesmo, sem pensar que as ações pessoais podem causar dano aos outros, tal como é apresentado n’O Evangelho Segundo o Espiritismo, nas palavras do espírito conhecido como Santo Agostinho, que diz: “Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho.”

As circunstâncias para a vida em determinado mundo é reflexo daquilo que permeia a mente daqueles que nele habitam. Assim, a conturbação social atual da Terra é um reflexo da conturbação mental da população, que não é capaz de perceber o caos ao redor e do qual contribui e faz parte. Toda a discussão de questões desta ordem se deve ao fato de que a humanidade ligada ao planeta, no seu atual estágio evolutivo, ainda não consegue valorizar a vida pela vida apenas, tudo gira em torno dos interesses pessoais.

Temos a tendência em achar que "pouca coisa" não faz mal e seguimos nossas vidas expondo os outros a danos para não ficar um minuto esperando no semáforo ou trafegar em sentido oposto ao obrigatório na via para não dirigir por mais um quilômetro. Depois, com o tempo, nos acostumamos e passamos a querer "poupar" dois minutos ou dois quilômetros e, assim, a vida segue, até chegar à casa dos milhões de reais ou tirar a vida de pessoas pelo que elas falam ou pensam.

Não adianta criticar o outro por fazer o inadequado mais frequente ou maior que nós; é preciso contribuir para o bem estar geral. Se não conseguirmos organizar a mente para naturalmente organizar o exterior, podemos trabalhar ao contrário, isto é, nos forçar a organizar o exterior para organizar a mente.

Existem diferentes categorias de mundos em conformidade com o grau evolutivo de seus habitantes, desde os inferiores até os superiores, passando por uma variedade de gradações. Além disto, os mundos podem passar de uma categoria para outra, contudo, nestas mudanças os espíritos não são levados como numa onda para uma condição melhor, pois os mundos não se transformam por si só, mas a humanidade que nele habita. Os espíritos que não acompanharem a transformação geral necessitarão partir para outro local onde se ajustarão.

“Há muitas moradas na casa de meu Pai”, como Jesus apresentou, é um alerta de que a existência humana não necessita ser de lamentações e a transitoriedade da vida na matéria deve servir como um motivo para uma vida plena e feliz.

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