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Artigo do Jornal: Jornal Abril 2015

Sobre o autor

Cláudio Conti

Cláudio Conti

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Os elementos químicos são apresentados, para facilitar o estudo e aplicações, na forma de uma tabela, a Tabela Periódica, onde são organizados de acordo com o número correspondente à quantidade de prótons presentes no núcleo, o número atômico e suas propriedades químicas, tal como a capacidade de, ligando-se entre si, formar moléculas, que são os compostos químicos.
Atualmente considera-se que existem 114 elementos, entre os que ocorrem naturalmente e aqueles produzidos pelo homem, os artificiais. Este número, todavia, pode aumentar. Estes elementos podem ser agrupados segundo propriedades comuns e são entendidos e estudados de acordo com estas propriedades que apresentam.
Assim, temos, por exemplo, os gases nobres, são seis elementos que não reagem, isto é, não formam compostos e existem como átomos isolados; os metais que formam, com seus pares, ligações específicas que garantem a estrutura uma série de propriedades bem características e úteis para o dia a dia; e assim por diante, temos os alcalinos, os semi-metais, os halogênios, entre outros.

Contudo, um dos elementos apresenta uma propriedade ímpar: o Carbono. Este elemento possui a capacidade de formar longas cadeias de si mesmo, isto é, átomos de carbono se ligam a átomos de carbono, podendo chegar a moléculas muito longas. Além disto, podem se ligar a outros elementos, aumentando enormemente as características e propriedades das moléculas orgânicas. Um bom exemplo é a tão conhecida molécula de DNA.

Esta capacidade de formar diversos compostos químicos é tão específica e especial que foi criado um ramo da Química voltado para o seu estudo, a Química Orgânica, e os seus compostos são denominados de “moléculas orgânicas”.

Essa propriedade especial do átomo de Carbono é que os trabalhadores de Jesus selecionaram como a ferramenta mais adequada para a manifestação da vida na Terra. Podemos, então, com o nosso apoucado conhecimento para a compreensão do trabalho desenvolvido, elaborar algumas suposições a este respeito. No artigo Formação dos Seres Vivos, publicado no Jornal Correio Espírita de outubro de 2014, apresentamos um estudo sobre a ação dos trabalhadores de Jesus na elaboração das formas nos primeiros estágios do planeta para a experiência carnal de espíritos que aqui viriam habitar.

A versatilidade que o átomo de carbono apresenta é uma ferramenta muito adequada na construção da organização física pelo espírito reencarnante, pois toda a estrutura corporal é baseada neste elemento. Não queremos dizer com isso que todo o corpo é formado por átomos de carbono e moléculas orgânicas apenas, pois muitos outros elementos são necessários, e um bom exemplo é o elemento químico Cálcio na formação dos ossos. Contudo, a parte relativa a estrutura e funcionamento dos órgãos é basicamente carbono.
Portanto, o espírito reencarnante necessita principalmente do conhecimento sobre as propriedades químicas de um único elemento para a elaboração do seu veículo de expressão enquanto na experiência carnal. O que devemos considerar como uma grande simplificação do processo para uma etapa extremamente complexa na existência do espírito.

Assim, sem o átomo de carbono não haveria vida como a conhecemos.
Apesar do que possa parecer, tudo na obra da Criação deve tender para a simplicidade, isto é, os processos a que o espírito estaria sujeito são os mais simples possíveis. Somos forçados a reconhecer a capacidade dos espíritos que aqui vieram para nortear a manifestação da vida material. Todavia, nós, em contrapartida, temos a tendência a complicar e dificultar estes processos.

De posse dessa informação, podemos analisar a questão 61 d'O Livro dos Espíritos, que diz que a matéria é a mesma para os corpos orgânicos e inorgânicos, mas que nos corpos orgânicos a matéria está animalizada.
Assim, além das propriedades especiais identificadas pela ciência humana para o elemento químico Carbono, podemos compreender que exista uma outra propriedade não identificada ainda, mas que pode ser extrapolado da informação trazida pela Codificação Espírita, que é a capacidade do espírito de se ligar com a matéria que compõe o fluido vital que, por sua vez, também deve ser constituído por estruturas semelhantes aos nossos átomos.
Assim, o átomo de carbono formaria longas cadeias com outros átomos de carbono na densidade da Terra e, também, com seu equivalente na densidade mais sutil do fluido vital; este, por sua vez, formaria ligações com seus átomos equivalentes no perispírito, animalizando toda uma estrutura orgânica e dando ensejo para que os comandos mentais do espírito possam repercutir e atuar nesta estrutura.

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