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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2016

Sobre o autor

Djalma Santos

Djalma Santos

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É muito comum se dizer, quando se trata de um assunto complicado: “Vamos aguardar as surpresas do tempo”. E na realidade, é mesmo o tempo que se encarrega de desfazer mentiras e equívocos, trazendo a verdade de volta com muito mais força. Para isso o tempo conta com a ação de poderosíssimas ondas eletromagnéticas mentais, que são em síntese, energias de natureza divina, assegurando vida eterna capazes de renovar-se sem desagregar ao espírito imortal, garantindo-lhe permanência e evolução infinitas. Tudo o mais que existe no Universo de Deus, formas e substâncias, se transforma contínua e estruturalmente à tensão de forças pulsantes de inestancável renovação.

       Entendendo isso, podemos compreender que, se por um lado a morte não existe no sentido niilismo, ela existe no sentido de transformação incessante, significando sempre o fim de cada processo temporal, fim que é também uma espécie de novo começo, na química das transformações. Para tudo que é temporal existe um começo e um fim, como também existe o nascimento, a vida e a morte. Podemos assim dizer que o tempo é, por definição, a trajetória de uma onda eletromagnética que vai do nascimento até a morte. Exatamente por isso é que o tempo uma das dimensões fixas do Universo, devido à estabilidade da velocidade das ondas eletromagnéticas.

       É certo também que o tempo só pode existir em sistemas isolados ou fechados, e geralmente possui a natureza de cada sistema; e como tudo no macro ou no microcosmo, e em todo o Universo são sistemas, somente em termos divinos, podemos imaginar a intemporalidade absoluta, que é o conceito extremado e perfeito da eternidade. O tempo sempre existirá, com suas cargas eletromagnéticas identificáveis, limitadas, no entanto, e sujeitas a sofrer a ação das ondas mentais superiores. Em síntese, cada mente, na medida que se expande, que se desenvolve ou se contrai em sua marcha evolutiva, estrutura e dimensiona o seu espaço em seu tempo, de acordo com os ritmos vitais que lhe são próprios, e só pouco a pouco o espírito imortal vai se libertando dos automatismos, na medida que desenvolve valores consciências e capacidade de autogoverno.

       Cada ser humano vive e tem a sua a própria faixa de frequência vibratória, sempre em comunhão com os seus afins, estruturando na economia da vida a sua força energética, na incessante troca de forças alimentares, transformadoras e conservadoras, em diversas condições de tempo e velocidade mental. Comandando as forças de que dispõe e o envolve, o espírito se move dentro do seu cosmo individual, e por cujo equilíbrio responde. As energias eletromagnéticas que envolve o espírito, são suscetíveis de sublimar-se ou degenerar, podendo a mente humana provocar consciente ou inconscientemente, explosões nucleares incontroladas em sua própria “aura humana”, como também implosões atômicas destruidoras em seu “corpo espiritual” (perispírito com a forma humana).

       Essas reações atômicas, provocadas pelos vícios, desejos e paixões, criam uma espécie de “pus” energético, que intoxica o cosmo individual do espírito, contaminando seriamente as “noures” a que o espírito se ajusta. Essa “lama” psicofísica é dotada de forças físico-químicas e eletromagnéticas degeneradas, e é com elas que as entidades pervertidas no mal constroem a argamassa das regiões infernais, onde a matéria mental apodrecida e a energia de baixo teor vibratório, obedecem aos princípios do equilíbrio, corrompido por diferenciações maléficas inominável, sob a tutela de espíritos enlouquecidos pelo mal.

       É verdade também que entidades sublimadas e voltadas para o bem geral, provocam desastres eletromagnéticos desintegradores, destruindo essas construções fluídicas do astral inferior, forçando a regeneração de milhares de espíritos prisioneiros dessas esferas fluídicas infelizes, utilizando as surpresas do tempo, que em última análise, é quem vai dar o ritmo e o fim das energias degeneradas.

       Oposto a tudo isso, temos ondas mentais de alta frequência, que pode provocar desintegrações em cadeia, capazes de aniquilar o “corpo espiritual” (perispírito com a forma humana), nos seres que alcançaram as mais altas faixas da evolução terrestre, determinando com isso, maior velocidade ao pensamento contínuo, que passa a vibrar de forma insuspeitada pela ciência terrestre.

       É certo ainda que no reino das vibrações supracósmicas, aonde atuam ondas mentais ainda desconhecidas do homem, ou seja, mentes angélicas ou crísticas, a frequência vibratória desses seres enobrecidos, escapam inteiramente à nossa capacidade atual de conhecimento espiritual. Podemos afirmar ainda que, o homem terrestre nos tecidos da alma, obstáculos de interceptação infensas a luz do verdadeiro bem, e a força divina que emana do alto nunca deixa de abençoar-se o mundo íntimo, e somente quando o espírito atinge o grande equilíbrio evolutivo é que sua “aura humana” consegue constituir-se em meio isótropo, onde a luz espiritual pode propagar-se com a mesma velocidade em todas as direções da vida.

       O pensamento contínuo é uma onda eletromagnética emitida pela mente imortal, de um modo direto quando se trata de espíritos desencarnados, e através do cérebro, quando se trata de encarnados, e exatamente por isso, quando estão carregadas de emoção, tornando-se ideo-emotivas, traduzindo carga de sentimentos dotadas de altíssimo poder. Quando nos regerimos a força do amor ou do ódio, não estamos falando de ficções ou utopias, altíssimas realizações no campo do sentimento humano. Sentimento é na realidade força que se irradia através de ondas eletromagnéticas emitidas pela mente imortal, e que alcança todas as altitudes, todas as profundidades, e certamente chega ao seu verdadeiro destino        

       Na realidade, quando pensamos ou emitimos a palavra articulada, movimentamos forças vivas de consequência às vezes inimagináveis; assim como compor uma música, editar um poema ou divagar ideias; estamos simplesmente agregando ou desagregando formas mentais, e certamente participando da economia da vida, seja para o bem ou para o mal. O homem terreno é o que ele pensa ou diz, e é também o único responsável pelo seu destino; um caçador de si mesmo, procurando sempre por fora, o que já possui por dentro, senão Jesus não teria dito: “O reino de Deus está dentro de vocês”.

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