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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2016

Sobre o autor

Djalma Santos

Djalma Santos

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“É muito importante que o homem possa se recolher, no silêncio e na solidão de sua alma, fazendo crescer dentro de si, imagens que o arrebatará para faixas vibratórias do infinito de Deus”.

                                                         

       Tornou-se comum, na época de hoje, falar sobre a transição planetária da Terra, e muitos livros já foram editados visando ao esclarecimento sobre a mudança de Mundo de Provas e Expiações para Mundo de Regeneração, o que realmente vai acontecer e já está mesmo acontecendo, mas não de uma maneira rápida ou gratuita, automática ou por meio de milagres, como milhares de pessoas desejariam, e sim de uma forma homeopática e sem grandes abalos ou calamidades que pudessem provocar alarme nos habitantes de nosso Planeta.

       Se o homem pudesse observar com mais nitidez o que ocorre ao seu derredor, pouco a pouco as verdades eternas que tanto procura lhes seriam mostradas, mas o fato real é que ele sempre duvida de tudo, preferindo viver ao sabor dos acontecimentos, que quando são favoráveis lhes proporcionam prazer, e quando são contrários o levam ao desespero e à angústia. Porque esse homem imediatista não tem uma estrutura rígida para aguentar os “trancos”, que certamente chegam e, somados à sua intolerância mental, lhe proporciona dores e sofrimentos.  E mesmo quando acredita em Deus, o homem geralmente quer que o criador avalize o seu comportamento para o bem ou para o mal, como se a divindade fosse responsável direta pelo seu destino.

       Nesse Planeta de Provas e Expiações em que vivemos, todos os seres humanos terão chances iguais, pela eternidade afora; mesmo porque o espírito imortal não pode ser destruído, e a única maneira de lidar com os maus, os perversos, cruéis e empedernidos é ressocializá-los, trazendo-os de novo para o meio social em que todos nós vivemos, como família universal que somos. E nesse trabalho difícil de corrigir os outros, precisamos, em primeiro lugar, corrigir os nossos próprios defeitos, e ajudar os mais atrasados na escala evolutiva sem recriminações ou métodos autoritários, que em síntese não resolvem nada.

       Dentro do regime de solidariedade, em que o maior terá sempre que ajudar o menor, faz com que o homem passe a conhecer melhor a si mesmo; a ter consciência das energias íntimas que possui em estado latente, mas que só se afloram se houver esforço e boa vontade da parte dele. Obedecendo às Leis Divinas que regem à vida cósmica, o homem deve trabalhar com coragem e determinação para se engrandecer com dignidade, em saber, critério, moralidade, porque esse é o seu verdadeiro destino: avançar na direção das estrelas do infinito do Criador.

       A natureza não dá saltos, e tudo é muito bem planejado pelos espíritos superiores que surpevisionam a Terra, deixando essa missão dos próprios interessados que somos nós. Podemos afirmar com absoluta certeza que as mudanças que ocorrerão dificilmente serão radicais, e ninguém será sumariamente banido do Planeta, e sim atraídos para mundos inferiores através do comportamento indesejável, aonde continuarão a progredir com mais dificuldade, é claro, mas com novas chances de reabilitação no campo da vida física e espiritual.

As experiências vividas pelo homem aqui na Terra não se perdem nunca, e se estratificam numa zona que podemos denominar como sendo o nosso ”subconsciente”, em que tudo se conserva pronto para ressurgir tão logo haja um impulso ou excitação, ou ainda quando um fato importante o reclame. O subconsciente é a zona dos instintos, das ideias inatas e das qualidades adquiridas, e está intimamente ligado ao consciente, que é o nosso presente, ou seja, o aqui e agora, ou o momento exato em que estamos vivendo. Temos ainda o “supraconsciente”, que corresponde ao nosso futuro ou aquilo que ainda vamos viver, mas que muitas vezes se delineia como se fosse real, pois consta de nossos planos, desejos, ambições e ideias do futuro.

       A necessidade da conquista do Reino Interno, tão apregoado por Jesus, é preponderante para nossas vidas, afim de que ocorra uma transformação imensa no seio das sociedades humanas, e isso se verifica na solidariedade entre as nações, entre os povos e principalmente entre as pessoas, que aspiram cada vez mais a liberdade de movimento e de opinião. Na medida, porém, que as Instituições Públicas se multiplicam, os cultos religiosos são esquecidos, devido à ânsia pelo prazer imediato que ainda perdura em milhares de corações. A necessidade da prece, do silêncio, do recolhimento, e principalmente do “Culto no Lar”, independentemente da religiosidade que se professe, é um imperativo biológico e espiritual, a fim de dar ao homem terreno uma blindagem interna, sem a qual dificilmente sairá vitorioso nessa caminhada evolutiva.

       Não se tem a menor dúvida de que está chegando a hora de salvarmos o nosso Planeta, num resgate em que todos os homens de boa vontade ouvirão a voz de Deus, imitando os pescadores da Galileia que seguiram Jesus sem perguntas desnecessárias que poderiam complicar a vida deles, mas aceitando de imediato as promessas do Divino Mestre, que nunca prometeu facilidades ou milagres, mas assegurou que o Reino de Deus estava dentro de cada ser humano, que investido das virtudes do Pai Celeste estariam prontos para alcançar a verdadeira felicidade.

       Ainda hoje, decorridos séculos da presença de Jesus aqui na Terra, milhares de seres humanos ainda transformam suas vidas física e espiritual em fonte de gozos materiais, cultivando instintos grosseiros, vivendo artificialmente, de forma enganadora e desumana, satisfazendo apetites brutais, transformando nosso Planeta num pântano imoral, onde milhões de pessoas estão mergulhadas sem condições de observar as belezas infinitas que ornamentam o Orbe Terrestre. Existem ainda aqueles que negam a existência de Deus, como também milhares que não acreditam na continuidade da vida e na imortalidade do Espírito.

       Milhares de discípulos de Jesus de todas as religiões já estão reencarnados na Terra, com a missão de auxiliar o Planeta e os homens nesse momento de transição, mas precisamos fazer a nossa parte, suavizando o quanto possível os sofrimentos, dores e angústias, e o desespero daqueles que ainda permanecem na brutalidade, nos vícios, desejos e paixões,   levando-os ao encontro do Evangelho de Jesus e da Doutrina do Consolador, a fim de que possamos demonstrar para o mundo, de uma forma cabal e completa, que somos filhos de Deus. Senão Jesus não teria dito: “Vós sois deuses”, e o Apóstolo Paulo reafirmado: “Deus habita em vós”.

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