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Artigo do Jornal: Jornal Abril 2017

Sobre o autor

Djalma Santos

Djalma Santos

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E os que gozam na vida física uma felicidade aparente, principalmente no campo da sexualidade; em que pesem seus vícios e inutilidade, vão pagar muito mais caro em posterior existência.” (Alan Kardec. O Céu e o Inferno, 1ª parte, Cap. VII, item 28).

        

O problema da sexualidade vem sendo estudado pelo homem há muitos milênios, mas apesar dos avanços conquistados em relação a união dos seres humanos, ainda hoje não temos uma diretriz eficaz e correta que possa inibir, de uma maneira humana e social, os desvios de comportamento que ornamentam essa atividade física, tão necessária ao prosseguimento da vida, e ao mesmo tempo tão denegrida pelo homem terrestre, que só consegue pensar no sexo como forma de prazer imediato, sem nenhuma ponta de responsabilidade, mesmo que esse desregramento possa ferir pessoas, iludir, seduzir e magoar, numa ação nefasta que se assemelha a um caminhão desgovernado descendo ladeira abaixo sem freios, atropelando todo mundo, e deixando marcas indeléveis na retaguarda da vida.

A sexualidade está ligada à mente humana, e corresponde as mais divinas expressões e características do ser humano, em experiência nesse Planeta tão conturbado pelos vícios, desejos e paixões; e o sexo, quando mal direcionado e mal utilizado, deixa de ser uma fonte de ação divina criadora, com ações distintas no campo do relacionamento humano, e certamente age nas entranhas das potencialidades do espírito imortal, atuando nos imensuráveis domínios da forma física, provocando endividamento do espírito em experiência na Terra; mas quando bem utilizado, com respeito e responsabilidade, dentro das regras que a própria energia apresenta, o sexo garante e renova a vivência dos seres, nos quais se revelam e se acrisolam as essências, dentro dos longos períodos de planos evolutivos, a que todos nós estamos subjugados pela Lei das reencarnações necessárias.

  A mente imortal é a diretriz espiritual do ser humano, e é ela que comanda a energia da sexualidade, carregando os recursos do sexo para os campos eletromagnéticos do corpo físico, provocando a atração e a afinidade, proporcionando prazer e alegria, elaborando através do pensamento contínuo, uma visão clara e dominante no campo dos sentimentos, no qual estão incluídas as necessidades do sexo, que, tanto no homem como na mulher, não se mostram de forma diferente, e sim de maneira singular em relação à sensibilidade. Através de repetições incessantes e gradativas, o homem consegue, com o tempo, desenvolver novos métodos de apuração e de instinto, fazendo com que o sexo consiga sair do primitivismo e evoluir para o amor, depurando aos poucos e com muito sofrimento, as necessidades da libido, dentro a crisálida das experiências sublimes na área da sexualidade,

  O Livre-Arbítrio é também comandado pela mente humana, e é ele que estrutura o “corpo espiritual”, que por sua vez deságua no corpo físico, que em síntese é uma extensão do períspirito, utilizando cada vez mais sutileza com a matéria rarefeita, enquanto a sexualidade canaliza as forças de impulsos, erigindo na maternidade e na paternidade os sublimes altares do sentimento enobrecido. Por outro lado, devemos reconhecer que a sexualidade é temporária, e reflete apenas os desejos da mente humana que é eterna, e quanto mais ela experimenta a energia do sexo, mais se fortalece e se expande, absorvendo, depois de muitas experiências no campo da carne e do espírito, as aquisições sublimadas que a sexualidade oferece.

  Depois de decorridos muitos milênios, o nosso livre-arbítrio se torna mais responsável, e passamos a escolher melhor as coisas, inclusive o sexo, que na realidade, é uma energia como tantas outras. O diferencial está apenas no modo como o praticamos, utilizando suas ondas eletromagnéticas para o amor, que depura e diviniza os mundos e os seres humanos, construídos e acalentados pela mente divina. Os sofrimentos e as dores provocados pela utilização errônea da sexualidade são por demais conhecidos do homem, no entanto, mesmo conhecendo todos os obstáculos que a sexualidade apresenta, o homem terreno não pode descartá-la, como se fosse alguma coisa ruim, que só consegue provocar tragédias, mas deve encarar a sexualidade com responsabilidade, não desejando nunca magoar o parceiro ou parceira, pois mesmo que na Terra não receba punição, do outro lado da vida o resgate é certeiro, e ninguém consegue se equilibrar no além, se tiver partido da vida física com débitos no campo da sexualidade.

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