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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2017

Sobre o autor

Djalma Santos

Djalma Santos

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A Evolução física e espiritual nos apresenta uma equação com três incógnitas, a saber: nascimento, vida e morte, que obrigatoriamente teremos que equacionar através de muitas reencarnações até atingirmos a eternidade, que é o ponto final de nossa jornada aqui na Terra. Indubitavelmente, todos os seres humanos nascem e renascem, com o compromisso de crescer, superar e transcender, sempre voltados para o progresso, utilizando as potencialidades íntimas que todos possuem, mas que se encontram em estado embrionário, como se fosse um fogo sobre cinzas, que só vai crepitar depois que for retirada as cinzas, que corresponde às nossas inferioridades morais.

Sair da escuridão para encontrar a luz não é uma tarefa fácil, e sim um impositivo básico de existência, em qualquer nível que se possa manifestar aqui ou no além, aonde a vida continua plena, dinâmica e atrativa, dependendo apenas do estado mental do espírito, esse viajor incansável da eternidade, esse nômade do espaço, esse andarilho do infinito de Deus. Abordando o ser humano na sua íntegra, podemos afirmar com absoluta certeza que o processo evolutivo impõe a necessidade de crescimento íntimo, para que possa encontrar os recursos divinos que estão dentro do próprio homem.

À medida que o homem evolui, aumentam suas responsabilidades diante da vida, de Deus e dos seus semelhantes, assumindo sempre mais compromissos com a verdade, a fim de se tornar um dia um espírito puro, sem a necessidade das reencarnações ligadas às provas e expiações. Os compromissos com a vida servem para superar as imposições negativas que o vitimaram no passado, e que agora são resgatadas através do trabalho em benefício dos outros, e principalmente de si mesmo. Muitas vezes, o negativismo proporcionado por faltas transatas, geram frustações, incompletude e tormentos inomináveis, que podem devorar silenciosa e discretamente todos aqueles que voltam a incidir no erro.

Todos nascemos sob leis severas, que estabelecem o cumprimento de regras educativas com a finalidade de corrigir falhas do caráter e imperfeições morais. Algumas reencarnações são programadas com carinho e cuidados especiais, tendo em vista as graves experiências vivenciadas no passado, sendo que o mais importante é aceitar de bom grado a tarefa que nos é entregue, retornando ao corpo de carne preparado para mais uma jornada no campo da vida, dos relacionamentos, começando dentro do próprio lar, onde vamos conviver com a nossa parentela familiar, que não é estranha para nós; pois já estivemos juntos outras vezes, e se não lembramos é porque Deus, na sua infinita bondade, nos dá o esquecimento como uma espécie de prêmio, que nos livra de recordações dolorosas que não conseguiríamos suportar.

Acobertados pela carne em novas reencarnações, herdamos os instintos, os pendores, os hábitos e tendências, que no mais das vezes temos que corrigir, a fim de sintonizar o nosso campo mental com o campo divino, afastando-se da embriaguez dos sentidos, da utopia dos prazeres, assumindo conscientemente uma responsabilidade ampla e segura, fugindo do encantamento dos vícios, desejos e paixões, assim como do ódio, do rancor, do ressentimento, da maldade, da crueldade, da perversidade, do autoritarismo e da prepotência. As atrações da vida mundana, muito comum na mocidade e na maturidade, são substituídas na terceira idade pelo tédio, pelas enfermidades, pelas desilusões, e muitas vezes pela tristeza, pela melancolia e pela depressão.

Procure abraçar com devotamento ainda na sua juventude, trabalhos no campo religioso e espiritual, desligando o seu campo mental das atividades físicas de cunho mórbido e sensual, adotando postura ética e transparente diante da vida, respeitando seus semelhantes, não intervindo na vida das pessoas, deixando que cada uma resolva seus próprios problemas, e auxiliando sempre que possível, sem, no entanto, agir autocraticamente sobre os outros. O nosso próximo é a matéria-prima com a qual temos que trabalhar para a nossa felicidade, e dificilmente seremos felizes se não estivermos dispostos a fazermos a felicidade dos outros. Quando conseguires plantar, nos corações daqueles que te cercam, a alegria e a felicidade, a felicidade dos outros te buscará, aonde quer que você esteja, aqui ou no além, a fim de implantar em definitivo, a tua suprema ventura.

A vida em todos os setores do Universo de Deus é severa, mantida por Leis Divinas que não podem ser adulteradas, e tem ainda a vigilância de espíritos iluminados que controlam o orbe terrestre, sendo portanto, impossível que o infrator dessas Leis possa escapar da justiça cósmica, só restando ao ser humano cumprir rigorosamente as regras que já estão em sua consciência imortal, ou arcar com as consequências provocadas pela intemperança mental, que no mais das vezes leva o espírito comprometido com o mal a reencarnar com deficiências físicas e mentais, dentre as quais podemos destacar: paraplegia, tetraplegia, falta da visão, da fala, da audição, ou ainda, o autismo, o mongolismo, a esquisitice e a loucura.

Precisamos entender que muitas inibições e dificuldades que apresentamos hoje têm sua origem nos abusos de ontem, que se bem analisados e evitados, podem amenizar as consequências no futuro. Precisamos então viver com a paz na consciência, evitando anestesiá-la com a mentira, com o ciúme, o orgulho, o egoísmo, a maledicência e a sensualidade excessiva. É preciso quebrar o ritmo negativo das paixões que denigrem, e iniciar novas experiências iluminativas no campo do bem, visando sempre a imortalidade da alma, e se conscientizando de que a morte é apenas um intervalo, uma estrada deserta que todos têm que percorrer, e depois de um sono profundo, continuar a viver.

E finalmente queremos ressaltar que a vida é um eterno processo de escolhas. Escolhemos todos os dias, desde que acordamos até a hora de dormir, e se vive melhor e feliz quem aprende a escolher. A escolha feita através do livre-arbítrio, ainda não é perfeita porque temos apenas a liberdade de escolher, mas não fazemos escolhas certas no estágio em que nos encontramos. As escolhas certas trazem paz, alegria e felicidade, e as escolhas erradas trazem dor, sofrimento, desespero, desilusão e reparação em tempo curto ou longo, em que obrigatoriamente temos que nos ajustar com as Leis Divinas, não para satisfazer desejos dos outros, mas para satisfazer desejos da nossa própria consciência imortal.

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