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Artigo do Jornal: Jornal Abril 2018
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É inconcebível que, apesar da acentuada enxurrada de informações científicas, alertando para o mal que o cigarro faz à saúde, um terço da população mundial adulta ainda coloque em sua boca um rolinho de tabaco enrolado em papel fino, acendendo uma das pontas e inalando a fumaça que contém praticamente 5 mil substâncias tóxicas e agente já comprovado de inúmeras doenças e de câncer acometendo diversos órgãos.

A Doutrina Espírita enfatiza, na introdução de O Livro dos Espíritos: "O Espírito encarnado está sob a influência da matéria. O homem que supera essa influência pela elevação e purificação de sua alma, aproxima-se dos Bons Espíritos, com os quais estará um dia”.

Jesus ensinou que o maior mandamento é: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. O tabagista se encontra em uma situação difícil, primordialmente necessitando amar-se, cuidar com ênfase do seu corpo físico com afinco e persistência para ser bem-sucedido na sua trajetória evolutiva.

A intensa dependência do fumante é causada por uma substância, a nicotina, encontrada em todos os derivados do tabaco, como o cigarro, cachimbo e o charuto. É a responsável pela sensação de bem-estar e prazer, sendo essencialmente uma droga psicoativa, atingindo o cérebro, no qual são liberadas várias substâncias denominadas neurotransmissores, responsáveis pela satisfação fugaz que o fumante experimenta.

Com a contínua ingestão da nicotina, o cérebro passa a exigir maior quantidade da substância, havendo necessidade do consumo de mais tabaco, aumentando para valer a intensa dependência e o risco de vir a ser portador de doenças graves. Em apenas 10 segundos, a nicotina já atingiu o cérebro e a dopamina, rapidamente liberada, proporciona imensa sensação prazerosa, embora fugaz, porquanto o tempo de atuação do fumo é inferior a 2 horas, necessitando o infeliz de usar de novo o tabaco após o término do efeito.

Lamentavelmente, o fumo se constitui em um dos grandes inimigos do homem, sendo responsável por inúmeras afecções que, ao lado das perturbações físicas e mentais que causam, são culpadas pelas mortes prematuras.

A nicotina, extremamente prejudicial à saúde, exerce ação deletéria sobre o coração, produzindo taquicardia, favorecendo, pelo efeito vasopressor, dificuldade na ereção do pênis, o infarto do miocárdio, a angina e a embolia cerebral. O cigarro tem papel preponderante na elevação do HDL (colesterol ruim), na gastrite, na úlcera gástrica, na menopausa precoce, no diabetes, no temível e fatal enfisema pulmonar e no terrível acometimento maligno da boca, laringe, esôfago, pulmões, estômago e bexiga.

Infelizmente, cerca de 1 bilhão e 200 milhões de pessoas no mundo são tabagistas, tecendo teias tenazes e sombrias onde se embaralham, tornando-se escravos do fumo e submetidos à ação deletéria de entidades espirituais situadas na mesma faixa vibratória.

Infelizes são as pessoas que estão mergulhadas nas ondas bravias da dependência do fumo, morrendo prematuramente como náufragos da ignorância e da displicência, sendo recebidas, na pátria espiritual, como suicidas indiretos.

Em torno de 5 milhões de pessoas desencarnam anualmente – o equivalente a aproximadamente uma morte a cada 6 segundos. No Brasil, são 200 mil mortes por ano, em média.

Além do tratamento médico, com diversas opções medicamentosas, ajudando o fumante no processo de abstenção da droga, o acompanhamento psicológico e a intervenção espírita são essenciais, não deixando de citar, igualmente, a ação eficaz da valorosa comunidade voluntária dos “Alcoólicos Anônimos”.                                                                                                                                                                                   

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