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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2018

Sobre o autor

Cláudio Conti

Cláudio Conti

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       Como apresentado anteriormente neste jornal [1], o encarnado é constituído de duas componentes: uma espiritual e outra material; sendo a componente espiritual o próprio espírito e a material decorrente de processos biológicos, incluindo todos os processos físicos e químicos para o funcionamento da máquina orgânica. Sendo assim, o corpo é decorrente das leis físicas e químicas do planeta, obedecendo, neste caso, os processos relacionados com a genética.

       Considerando as características do Criador, sendo infinitamente justo e bom, devemos considerar que a hereditariedade seja peça fundamental para a evolução do espírito através do processo reencarnatório. Portanto, o espírito encarnado deve se dedicar em compreender o porquê das suas características físicas e, também, o seu papel no seio familiar que faz parte.

       Dois fatores principais devem ser considerados quando da análise da questão da hereditariedade no processo reencarnatório.

       O primeiro, de fundamental importância, é a necessidade de se estruturar, na reencarnação, um corpo com as características necessárias para que o espírito possa cumprir sua jornada de aprendizado de forma efetiva, dispondo do ferramental necessário. Assim, será preciso buscar a componente genética adequada para os compromissos assumidos, sejam eles de larga atuação na sociedade ou recluso em decorrência de enfermidades ou necessidades especiais. Devemos ter em mente que cada um apresenta necessidades específicas e nenhuma situação deve ser considerada como degradante ou limitante para a evolução, pois estará relacionada com aquilo que cabe ao espírito vivenciar.

       O segundo fator é que os espíritos se agrupam por afinidade. As leis da genética no planeta Terra sempre se fazem presentes, não sendo possível a sua derrogação, desta forma, em todos os processos encarnatórios, desde a concepção até o nascimento, serão desenvolvidas as condições orgânicas da experiência carnal segundo aquilo que foi determinado para este planeta. Com isso, concebe-se que o espírito reencarnante “buscará" o material genético que necessita no seio de espíritos que, de algum forma, lhe são afins, compartilhando o material genético e, com isso, muitas semelhanças físicas e estruturais. A afinidade neste caso se aplica tanto nas formas de pensar e agir quanto da componente genética necessária.

       Ainda sob o mesmo princípio de que os espíritos se agrupam pela afinidade, isto é, necessidades de aprendizado comuns, podemos considerar que todos os habitantes do planeta aqui se reuniram em decorrência desta mesma afinidade. Por consequência tem-se uma lei da genética adequadamente elaborada, fornecendo uma variedade suficiente para uma gama de condições, dando ensejo para que uma enorme quantidade de espíritos encontrem, aqui, a morada, enquanto forma de vida orgânica, que precisam para sua caminhada.

       Sobre este ponto, o espírito Emmanuel relata o papel fundamental desempenhado por Jesus na elaboração da leis que regeriam a vida orgânica na Terra [2]. Assim, pode-se concluir que a genética não é a mesma para os diferentes mundos, sendo desenvolvida especificamente para cada orbe antes do início da expressão espiritual na vida orgânica. Com a diversidade de condições de habitabilidade nos diferentes planetas já conhecidos, tal como os planetas deste sistema solar, é compreensível que os corpos de expressão deverão ser, necessariamente, propícios ao meio.

       Em um mundo de expiações e provas, as enfermidades existem e fazem parte da vida cotidiana do espírito encarnado. As enfermidades estão relacionadas com a própria genética, predispondo uns à suscetibilidade de determinadas doenças, enquanto outros são suscetíveis a doenças outras. Todos, sem excessão, devem dedicar tempo suficiente para a manutenção da saúde física, sendo esta uma das principais ocupações do espírito encarando na Terra.

       Como todos estão sujeitos à enfermidades em geral, não se pode, nem se deve, atribuir certas doenças à determinados comportamentos de outras encarnações, pois não se sabe exatamente a correlação entre uma coisa e outra. Além disso, também se deve considerar que todos no planeta são espíritos equivocados e em fase de regeneração de faltas cometidas, por isso, como dito anteriormente, todos estão sujeitos à enfermidades.

       Mais do que comportamentos de outras existências na matéria, são os hábitos para a manutenção da saúde física e mental na encarnação atual que darão ensejo para que o organismo físico apresente maior resistência às enfermidades. Na busca da saúde física, quando o espírito adota hábitos saudáveis, naturalmente há uma adequação mental e, a busca da saúde mental, forçosamente conduz à hábitos saudáveis.

       A encarnação, com as leis atuantes da genética, não é um jogo roleta, na qual a sorte e o azar conduzem à próxima jogada. É tal qual um jogo de xadrez, em que cada jogada deve ser avaliada cuidadosamente, seguindo uma linha de raciocínio lógica e precisa para que possa chegar, ao final da jornada se sentindo triunfante, mesmo com erros e acertos, porém, cada um foi considerado, servindo de aprendizado para os passos seguintes.

       Acertos ou erros são de menor importância, o aprendizado é que traz significado à vida. 

 

Notas bibliográficas:

1. Claudio C. Conti; Família, Jornal Correio Espírita, edição de abril de 2018.

2. Francisco C. Xavier (Emmanuel); A Caminho da Luz, Editora FEB, Cap. 1 e 2.

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