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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2018

Sobre o autor

Djalma Santos

Djalma Santos

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Quanto mais um espírito se  entrega, de uma forma autêntica e profundas nas coisas espiritas, mais ele toca de uma maneira suave em todos aqueles que vivem uma vida superior, e mais reúne em torno de si as aspirações que busca em qualquer sentido, a fim de concretizá-las, e, exatamente por isso, o foco para suas manifestações espirituais, deve passar por uma conscientização que transcende        os estados da individualidade egoística, e sim ser o veículo e expressão exata, de um canal de vitória no campo da carne e do espírito. O caminho evolutivo dos indivíduos e suprimento de suas necessidades no Planeta, só poderão ser viáveis se passar por uma transformação moral adequada de hábitos, tendências e pendores.

A inferioridade moral, e as imperfeições que os espíritos apresentam em suas reencarnações, são frutos exclusivos do relaxamento do ser humano para consigo, pelo simples fato de se preocupar mais com os bens transitórios da vida, em detrimento das coisas espirituais, apegando-se demasiadamente a beleza física, ao poder temporário dos cargos públicos, ao brilho da inteligência, e a ineficiência no campo da religiosidade, acreditando na gratuidade, no automatismo, e, principalmente no milagre, criando dentro de si a ideia de que deve ser protegido por Deus, sem que tenha que fazer absolutamente nada para evoluir, crescer e superar suas próprias limitações.

Agindo fora das Leis Divinas que regem a vida cósmica, ninguém consegue melhorar ou se aperfeiçoar, sem se envolver com as imperfeições da vida física, que são as construções defeituosas e deformadas que perturbam o espírito imortal aqui ou no além, atrasando a marcha evolutiva na esteira das reencarnações sucessivas. Cada espírito é compulsoriamente obrigado a carregar a sua “cruz, como bem afirmou Jesus em seu Evangelho de amor, mas o que acontece é que queremos sempre a “cruz” dos outros, surgindo daí os sofrimentos inevitáveis do presente, e muitos até programados para o futuro, devido exclusivamente à nossa intemperança mental.

Observando diuturnamente o mal que o infelicita, o espírito sofredor resolve depois de muito tempo, transformar o material psíquico deteriorado que carrega consigo em formas do bem, iniciando um processo de libertação de si mesmo, com mudanças de comportamento, de sentimentos, de pensamentos, de tendências, pendores e hábitos, dando uma reviravolta de 360 graus, a fim de continuar dentro da vida contínua e bela, que aguarda de todos os participantes da vida no Planeta atitudes sérias e éticas, de compromisso com a verdade e com o bem dos outros, mesmo porque, é a única fórmula indicada por todos s pensadores, escritores, profetas, e demais pessoas que trabalham para ajudar aqueles  que se encontram relegados a retaguarda da vida.

De um modo geral, todos os seres humanos possuem um lado de sombras e um lado de luz, de defeitos e de virtudes, de sabedoria e de acanhamento, de acertos e erros de paixões poluídas e de higiene, de bons sentimentos, mas uma coisa é certa, ninguém pode viver constantemente em posição solitária, sem se relacionar com os outros, porque o homem é um ser programado para viver em sociedade, que quando está carregando a sua sucata moral, fruto do mal desempenho  no relacionamento com o próximo, variando no entanto o grau de pureza ou impureza que cada um carrega, e quanto maior for o grau de impureza ou pureza, maior será a infelicidade ou felicidade, aqui ou depois que atravessar as águas enigmáticas do rio a morte.

As imperfeições morais que os espíritos infratores carregam, constituirão sempre objetos estranhos dentro da alma, a fustigar o espírito devedor, causando sempre um estado febril de consciência culpada, como também infecção nos sentimentos e pensamentos, além da inflamação do caráter, como se fosse um instrumento cirúrgico, inadvertidamente esqueço pelos médicos, no interior do organismo físico do paciente, causando distúrbios constantes no sistema orgânico. Tudo o que for estranho a nossa consciência imortal provocará desequilíbrio, mal-estar e preocupação, que só desaparece quando o mal for extirpado, com o saldar das dívidas que contraímos junto aos nossos semelhantes.

Uma vez no mundo espiritual, depois da morte do corpo físico, sofreremos sempre as consequências inevitáveis de nossas escolhas erradas, os maus sentimentos, dos maus pensamentos e das palavras chulas, maus hábitos e atitudes. As imperfeições causam, inevitavelmente, a tortura constante na nossa estrutura psíquica, o desequilíbrio mental, o desajuste das emoções, a deformidade do corpo espiritual, o desassossego íntimo, além do estado febril do remorso e do arrependimento, criando um turbilhão de convulsões indescritíveis no mundo da alma, dependendo é claro das atenuantes e agravantes, que serão consideradas de acordo com aa faltas e as culpas. Conhecedores dessas realidades, graças ao estudo da Doutrina Espírita, temos que evitar todo sentimento de ódio, rancor, ressentimento, vingança, amargura, azedume, tristeza, melancolia, irritação, maldade, perversidade, autoritarismo, prepotência e maledicência.

“A alma ou espírito, sofre na vida espiritual as consequências das imperfeições, que não conseguiu corrigir na vida espiritual. O seu estado mental, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza”. (Allan Kardec- Livro O Céu e o Inferno. 1ª Parte. Cap. VII, item 1)

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