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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2018
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A depressão nem sempre se apresenta de forma tão habitual e expressiva. Essa doença pode se instalar na alma de uma pessoa, por anos, sem que ela possa perceber o que está acontecendo.

O indivíduo passa a não sentir prazer em sua vida social, busca o isolamento, evita situações de confronto com a realidade, e nem deseja mais saber o que está acontecendo lá fora. Isso passa a ser uma bola de neve, pois, quanto mais busca o isolamento, mais as pessoas irão tornar-se curiosas à seu respeito. Sabendo disso essa pessoa evita cada vez mais o contato com o mundo, com familiares ou amigos. Entrementes, o prazer pela vida, vai se esvaziando e a tristeza tomando conta e, é neste momento que a “alma chora”.

O Deprimido é tomado por sentimentos, na maioria das vezes, inexplicáveis! Costumamos dizer para os que dizem que essa doença é “uma frescura” que só sabe o tamanho desta dor, quem já passou ou está passando por isso.        

Podemos afirmar que é uma doença tipicamente traçada por mudanças radicais no ânimo, no humor e no comportamento em geral. Porém, os sentimentos de tristeza predominam e se destacam mais que os outros sintomas.

Na depressão existe uma perda de energia vital no organismo, provocando um processo de desvitalização. O indivíduo perde energia por dois mecanismos principais: 1º) Perde sintonia com a Fonte Divina de Energia Vital — o indivíduo não se amando como se deve, com sentimento de autoestima em baixa, afasta de si mesmo a sua natureza divina, que é o elo de ligação com a fonte inesgotável do Amor Divino. Além do mais, o indivíduo ao se fechar em seus problemas e suas mágoas, cria um ambiente vibracional negativo, que dificulta o acesso da intervenção de Deus em seu benefício. 2º) Gasto Energético Improdutivo — O indivíduo ao invés de utilizar o seu potencial energético para desenvolver potencialidades evolutivas, vivendo intensamente as experiência e os desafios que a vida lhe apresenta, desperdiça energia nos sentimentos de autocompaixão, tristeza e lamentações. Portanto, ele sofre e não evolui.

O caminho para sairmos da depressão é preencher o vazio com a recuperação da autoestima e do amor em todos os sentidos. Primeiro procurando nos conhecer e nos analisar, com o intuito de nos descobrirmos, sem nos julgarmos, sem nos punirmos ou nos culparmos. E depois, nos aceitarmos como somos, com todas as nossas limitações, mas sabendo que temos toda potencialidade divina dentro de nós, esperando para desabrochar como semente de luz.

Muitas sequelas graves que se apresentam como doença no corpo são resultados de distúrbios comportamentais que, possivelmente, ocorreram no passado. A depressão pode ser um quadro desses, agravados pelos agentes externos. Sabemos, pelos estudos que envolvem a doutrina espírita, que o corpo físico somatiza os desequilíbrios da alma.

Joanna de Ângelis cita com muita propriedade, em seu livro “Plenitude”, psicografado por Divaldo Franco que “Ao lado das diversificadas patologias desesperadoras do momento, os fenômenos psicológicos de desequilíbrios emocionais alastram-se incontrolavelmente e a mole humana passou a sofrer o efeito desses sofrimentos que se generalizam”.

Vivemos em um mundo em que as coisas não acontecem da forma como gostaríamos e acabamos perdendo o sentido de tudo, até da nossa própria vida. Devemos acreditar que tudo pode mudar a qualquer momento. O céu hoje está escuro, mas amanhã o sol voltará a brilhar. Sem perceber, podemos encontrar respostas inesperadas através do sorriso de uma criança, passeando num parque florido na primavera ou encontrando alguém especial pelo nosso caminho.

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