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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2018
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a Terceira idade como a fase da vida que começa aos 60 anos nos países em desenvolvimento e aos 65 anos nos países desenvolvidos. Importante considerar que, com o envelhecimento, o corpo apresenta algumas alterações, como perda da força muscular, diminuição da flexibilidade, da agilidade e da coordenação. Todos esses entraves podem ser amenizados através dos exercícios físicos, cuja performance dependerá de cada um, respeitando sua capacidade individual.

Certamente, o geriatra deverá ser consultado a respeito da atividade a ser exercida, de acordo com as limitações de cada indivíduo. Sempre deve vigorar o bom senso, evitando principalmente as tarefas exageradas. Nunca os exercícios de alto impacto, com risco do aparecimento das temíveis lesões musculares e da sobrecarga das articulações. Ideal a caminhada e a hidroginástica, sempre seguida dos alongamentos. Fundamental a ingestão de líquidos e o uso de roupas e calçados adequados. Os benefícios são inúmeros, especificando a melhoria do condicionamento físico, ressaltando benefícios para o coração e melhor desempenho respiratório, diminuindo os riscos de infarto do miocárdio, hipertensão arterial, diabetes, depressão, ansiedade e outras afecções.

Através da prática regular da atividade física, os indivíduos da terceira idade vivenciarão melhoria da autoestima, concorrendo para o bem-estar social, como igualmente melhoria da coordenação motora e do equilíbrio.

Os especialistas ensinam, também, que os idosos devem investir em atividades prazerosas, para estimular o cérebro um pouco adormecido na etapa final da vida, e recomendam o estudo de línguas, prática de danças, participação em eventos sociais, ressaltando a salutar participação religiosa, o aprendizado musical, uma boa leitura, prática de tai-chichuan ou, inclusive, o uso de computadores. Assim procedendo, os lapsos de memória serão evitados ou suavizados, assim também as possibilidades de prevenção de quedas, as quais se tornaram um importante problema de saúde pública na terceira idade.

Na obra Boa Nova, psicografada por Francisco Cândido Xavier, ditada pelo Espírito Humberto de Campos, no capítulo 9, é observada por Jesus a importância do comportamento saudável dos idosos. O apóstolo Simão, o Zelote, devido à idade mais avançada, mostrava-se preocupado com o que poderia fazer para colaborar com o Mestre, em sua magnânima missão. O Cristo, após ouvi-lo, amorosamente, respondeu: “Simão, poderíamos acaso perguntar a idade de Nosso Pai? (…) A vida, na sua expressão terrestre, é como uma árvore grandiosa. A infância é a sua ramagem verdejante. A mocidade se constitui de suas flores perfumadas e formosas. A velhice é o fruto da experiência e da sabedoria”. Simão, insistindo, continua a perguntar: “Então, Senhor, de qualquer modo, a velhice é a meta do espírito?” Jesus responde: “Não a velhice enferma e amargurada que se conhece na Terra, mas a da experiência que edifica o amor e a sabedoria”.

Todos os que mourejam nos embates reencarnatórios estão na arena física para aprendizagem e evolução espiritual. A fase de terceira idade é importantíssima, desde que, tendo acumulado muitas experiências, sendo, como clamou Jesus, “fruto da experiência e da sabedoria”, o idoso, além de auxiliar a todos os que estão caminhando ao seu lado, está ainda propício a acumular mais conhecimento. O Espiritismo ensina que tudo que aprendemos tem importância, porquanto, diante da eternidade, no veículo da imortalidade, nada se perde. O conhecimento adquirido, mesmo no limiar de uma vivência física, poderá ser exteriorizado, nas próximas jornadas físicas, através da abençoada doutrina da reencarnação.

Portanto, o idoso é um ser feliz, desde que, vivendo mais, aprende mais, e se está perto da morte, a felicidade ainda é maior, já que as portas da libertação estão cada vez mais se abrindo e mais rápido se defrontará com a realidade espiritual.

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