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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2013
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     Gostaria de conversar mais uma vez sobre Deus. Deus é um assunto inesgotável e, por mais que dele falemos, sempre temos o que falar. Hoje, porém, nós vamos conversar sobre a natureza, que muitas vezes foi confundida com Deus, mas que, em verdade, não passa de obra dele. Muitas pessoas acreditam que os estudos das ciências naturais afastam o homem de Deus. Eu penso exatamente o contrário, ou seja, quanto mais se estuda a natureza, obra de Deus, mais concebemos a sua infinitude e a nossa pequenez.

     Quando a gente olha para o céu, em uma noite estrelada e em um lugar menos poluído, vemos uma grande quantidade de luzes no firmamento, tantas e tantas são essas luzes que nos parecem uma espécie de poeira luminosa. A olho desarmado, temos a impressão que os astros estão muito perto uns dos outros, mas isso não é verdade. Os astros estão tão longe uns dos outros que a sua distância é medida através do conceito de ano-luz, ou seja, da velocidade que a luz percorre em um ano e quanto mede um ano-luz. Um ano-luz mede a fantástica distância de nove trilhões e quinhentos bilhões de quilômetros e o que é mais incrível é o fato de que existem estrelas que estão a milhões de anos-luz da Terra. Por trás de toda essa maravilha que nosso cérebro não pode conceber está algo que nós chamamos de Deus.

     Todas as pessoas, ainda que minimamente informadas, já ouviram falar em elétron, mas possivelmente, porém, não fazem uma ideia muito clara desta maravilha. O diâmetro médio do elétron é de 2 x 10 – 13, o que equivale a 0,000.000.000.000.2 cm. Para se ter uma ideia do que este número significa, façamos uma alegoria: imaginemos que, logo depois do dilúvio universal, Noé tivesse se ocupado de fazer um cordão de elétrons enfileirando-os como pérolas, um depois do outro e imaginemos mais que, se durante oito horas por dia, em cada segundo, enfiasse um elétron e seus descendentes prosseguissem nesse trabalho até hoje, o colar de elétrons não teria excedido dois milímetros.

     O elétron pesa 9 x 10 – 28 gramas. Tal número é tão incrível que impossível seria imaginá-lo. Sabendo disto, ficamos muito admirados pela ciência humana, que descobriu tais coisas, entretanto, nossa admiração vira respeito quando imaginamos a causa de tudo isso: Deus. Que homem poderia ser o autor de tal coisa? No Livro dos Espíritos, há um pensamento que se encaixa perfeitamente aqui: buscai tudo aquilo que está além da capacidade humana e encontrareis Deus.

     O elétron é portador de uma carga elétrica, é a corporização desta mesma carga. Não se concede eletricidade sem elétrons e o elétron sem eletricidade, seria um turbilhão sem forças turbilhonares. Sabendo-se o tamanho da massa de um elétron, estamos preparados para reconhecer que são necessárias quantidades inestimáveis de elétrons para se obter quantidades efetivas de eletricidade. Veja, por exemplo, a mera e banal lâmpada que está no seu teto, iluminando a sua sala. Nessa simples lâmpada passa com a velocidade de cerca de 6.000 km/seg, em cada segundo, 6 x 10 – 18 elétrons. Se, por exemplo, em lugar de elétrons, corressem por um fio de cobre, homens empunhando cada um dele um facho com a energia de um elétron, não bastariam todos os homens que viveram até hoje para se conseguir a energia dessa lâmpada, ainda que por simples segundo.

     Assim, ao chegarmos a casa, estendemos a mão para tocar o interruptor sem imaginar que, com esse simples ato, colocamos em marcha trilhões de elétrons. Os gregos costumavam dizer: No principio está a perplexidade. A palavra perplexidade ou grande espanto, poderia ser trocada sem dificuldade por outra palavra: Deus.

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