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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2014
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Este texto, escrito por Karl Gustav Jung possui uma história muito interessante que vale a pena contar aqui. O inicio deste fato se deu em 1916 quando, um dia pela manhã, Jung sentiu a sua casa oprimida por entidades espectrais.  Inesperadamente, a campanhia da porta soou estridente. Jung abriu a porta e nada viu do lado de fora. Percebendo que alguma coisa diferente estava acontecendo ali, fez a seguinte pergunta: quem está ai?  Nesse momento ouviu (não se sabe se objetiva ou subjetivamente) a resposta: Voltamos de Jerusalém, onde não encontramos o que procurávamos.

As vozes, em seguida, pedem para entrar na casa e o psicólogo permitiu. A partir deste momento, Jung começa a escrever de maneira semi-automática e o resultado dessa escrita tomou o nome de Os Sete Sermões aos Mortos. Segundo Jung o autor do livro não era ele, mas um gnóstico chamado Basilides que viveu em Alexandria e naquela Cidade ensinou entre 120 e 145 de nossa Era.

Não se sabe (nem mesmo o próprio Jung ficava à vontade quando se tratava deste assunto) o porquê ele assinou o textos dos Sete Sermões com o nome Basilides. Seria um fato mediúnico em que o espírito Basilides, razão da afinidade intelectual com Jung, tomou a mão do médium e escreveu (fenômeno psicográfico) ou seria Jung o próprio Basilides reencarnado?

Não sabemos, contudo ambas as hipóteses são possíveis. Jung sempre foi um notavel médium de efeitos físicos e intelectuais. Em meu livro Jung na Fronteira do Espírito mostrei uma grande quantidade de fatos mediúnicos acontecido com ele. Por outro lado, a relação de Jung com a Gnose, revelada em um livro de Stephan A.Hoeler, intitulado A Gnose de Jung e Os Sete Sermões dos Mortos, mostra que seria muito provável que, em vidas passadas Jung poderia ter sido um gnóstico.

Esta relação de Jung com a Gnose era tão profunda que, em 1945, quando um camponês árabe descobriu os evangelhos gnósticos em Dag-Hanmadi, no Alto Egito, foi a Fundação Junguiana de Zurich que adquiriu alguns códices.

Dizem que C. G. Jung teria ficado muito exultante com aquela descoberta arqueológica. Era como se aqueles velhos pergaminhos fossem algo que ele conhecera muito bem ,amara e respeitara em outra época.

Ficamos por aqui lembrando que o fato mediúnico não é propriedade do Espiritismo, pois mesmo um homem que não aceitava (pelos menos publicamente) nem a mediunidade nem e reencarnação estava isento de que com ele tais coisas acontecessem.

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