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Artigo do Jornal: Jornal Agosto 2014
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A INTOLERâNCIA RELIGIOSA E OS CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO – ORAÇÃO PELA PAZ DO MUNDO - EXAUSTO DE RECEBER OS FLUIDOS VENENOSOS DA IGNOMÍNIA E DA INIQUIDADE DE SEUS HABITANTES, O PRÓPRIO PLANETA PROTESTARÁ – A PAZ PELA PAZ, DE NANDO CORDEL

Diante de tantos conflitos armados no Oriente Médio que enlutam inúmeros lares, devido à intolerância religiosa temos de orar muito no momento pela união da família humana. Nesse sentido, sugiro a “Oração Pela Paz do Mundo”, que recebi pela inspiração, quando assistia pela televisão a destruição das torres gêmeas, no dia 11/09/2001.

“Senhor! Sabemos da nossa impotência diante do ódio e da vingança que armam bombas e mãos criminosas. Mas nós cremos na Vossa justiça soberana que impera em todo o Universo, mantendo o direito e a dignidade de viver a todos os Vossos filhos, e a todos os seres da criação. Pai de Amor e Bondade! Compreendemos a nossa fragilidade diante de tanta violência que faz derramar o sangue de crianças e mulheres indefesas, espalhando a morte e o terror. Mas nós cremos na extensão de Vossa infinita misericórdia, ao determinar que a vida continue fecundando úteros, povoando a Terra com o sorriso das crianças.

Senhor da Vida! Assistimos, estarrecidos, à total negação da mensagem de amor vivida pelo Meigo Rabi da Galiléia, vendo a crueldade destruindo lares com mísseis mortíferos, bombas arrasando os campos floridos e calando as aves dos céus. Mas nós cremos na Vossa eterna bondade, que ordena ao sol e à chuva fertilizarem o solo arrasado e destruído; ao verde colorir os campos abençoados; às flores, enfeitarem os jardins; e aos pássaros, de novo cantarem pelo infinito dos céus.

Nosso Pai Celestial! Essa oração é o grito de nossa alma, na certeza de que nos ouvis neste momento, porque sabemos que criastes o homem para ser feliz, para amar, para abraçar seus irmãos, para viver em paz! Porque cremos, Senhor, que é Vossa a determinação de a paz reinar soberana um dia neste mundo, queiram os homens ou não, e porque cremos que é da Vossa vontade os canhões se calarem para sempre, rogamos à Vossa generosidade que inspire os homens a serem irmãos, sob o estandarte do perdão e da legítima fraternidade! Assim seja, porque a Vós pertencem a vida e o poder para sempre!”.

 

PROFECIA DE JESUS SOBRE A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

No Novo Testamento, encontramos em Mateus, capítulo 24 (Profecia da ruína de Jerusalém) e 25 (Sinais do fim do mundo), o mesmo sentido das palavras de Jesus anotadas por Emmanuel no romance mediúnico a respeito do momento de transição que a Terra esá passando. Isso está no capítulo VI da segunda parte, intitulado “Alvoradas do reino do Senhor”, do livro Há dois mil anos, psicografada por Chico Xavier, quando Jesus recepcionava no mundo espiritual um grupo de mártires sacrificados no circo romano. Nessa oportunidade profetizou acerca do que a humanidade passaria nos dias atuais. Nessas profecias encontramos de que forma se dará a transição do nosso mundo de Expiações e Provas, para Mundo de Regeneração. Eis as palavras do Mestre:

"Quando a escuridão se fizer mais profunda nos corações da Terra, determinando a utilização de todos os progressos humanos para o extermínio, para a miséria e para a morte, derramarei minha luz sobre toda a carne, e todos que vibrarem com o meu Reino e confiarem nas minhas promessas, ouvirão as nossas vozes e apelos santificadores.

Um sopro poderoso de verdade e vida varrerá toda a Terra, que pagará, então, à evolução dos seus institutos, os mais pesados tributos de sofrimentos e de sangue... Exausto de receber os fluidos venenosos da ignomínia e da iniquidade de seus habitantes, o próprio planeta protestará contra a impenitência dos homens, rasgando as entranhas em dolorosos cataclismos. As impiedades terrestres formarão pesadas nuvens de dor que rebentarão, no instante oportuno, em tempestades de lágrimas na face escura da Terra e, então, das claridades da minha misericórdia, contemplarei meu rebanho desditoso e direi como os meus emissários: Ó Jerusalém, ó Jerusalém...

Trabalharemos com amor, na oficina dos séculos porvindouros, reorganizaremos todos os elementos destruídos, examinaremos detidamente todas as ruínas buscando o material passível de novo aproveitamento e, renovadoras da vida planetária, organizaremos para o mundo um novo ciclo evolutivo, consolidando, com as divinas verdades do Consolador, os progressos definitivos do homem espiritual.”

 

COMO SERÁ IMPLANTADA A FRATERNIDADE NA TERRA

Pelo que se depreende dos ensinos de Allan Kardec, no capítulo 18 de A Gênese, a fraternidade será a pedra angular da nova ordem social. Mas é claro que não há fraternidade real, sólida e efetiva, se ela não estiver assentada em base inquebrantável. Esta base é a . Não a fé nestes ou naqueles dogmas particulares, que mudam com os tempos e com os povos, responsáveis pelo antagonismo entre as religiões. E isso é gerado, exatamente, pela ideia generalizada, entre quase todas elas, de que cada uma tem o seu Deus particular, e pela pretensão de que o seu Deus é o único verdadeiro e o mais poderoso, em luta constante com os deuses dos outros cultos, e ocupado em lhes combater a influência.

De fato, quando os religiosos estiverem convencidos de que só existe um Deus no Universo e que, em definitivo, Ele é o mesmo que eles adoram sob os nomes de Jeová, Oxalá, Tupã, Alá, Arquiteto do Universo, Olorum ou Deus; e quando se puserem de acordo com os atributos essenciais da Divindade, compreenderão que, sendo único esse Ser, única tem de ser a vontade suprema; estender-se-ão as mãos uns aos outros, como os servidores de um mesmo Mestre e os filhos de um mesmo Pai.

FÉ BASEADA NOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

O Codificador do Espiritismo, ainda naquele capítulo, esclarece que a fé nos princípios fundamentais do Espiritismo,que toda a gente pode aceitar e aceitará: Deus, a alma, o futuro, o progresso individual indefinido, a perpetuidade das relações entre os seres, é o que importa, ou seja: 1) A existência de Deus; 2) A imortalidade da alma; 3) A evolução do espírito pela reencarnação; e 4) A comunicação dos encarnados com os espíritos desencarnados. Vale dizer que esses princípios são básicos para a criatura impulsionar a sua vontade no sentido de realizar sua transformação moral.

Quando todos os homens, portanto, estiverem convencidos de que Deus é o mesmo para todos; de que esse Deus, soberanamente justo e bom, nada de injusto pode querer; e que não dele, porém dos homens vem o mal, todos se considerarão filhos do mesmo Pai e se estenderão às mãos uns aos outros. Conclui Allan Kardec, sobre essa questão, dizendo que é esta a Fé que o Espiritismo dá, e que doravante será o eixo em torno do qual irá girar o gênero humano, quaisquer que sejam os cultos e as crenças particulares.

O QUE FALA O APOCALIPSE

É bem verdade que todos esses acontecimentos relativos ao período de transição porque passamos para o início de uma nova era, foram previstos no Apocalipse, palavra originária do grego, que quer dizer revelação, e não destruição do mundo. Foi João, um dos discípulos de Jesus, já bem idoso e vivendo na Ilha de Patmos, que escreveu o “Apocalipse”, o último livro do Novo Testamento. Nele, João apresenta a descrição das visões proféticas apresentadas por Jesus acerca dos acontecimentos pelos quais a humanidade iria passar nos tempos futuros, os quais, na verdade, já estamos vivendo: violência, fome, cataclismos, guerras alimentadas pelo ódio. A linguagem empregada era em diversos trechos figurada: por exemplo, a expressão “pássaros desovando ovos de fogo” descreve, na realidade, aviões despejando bombas destruidoras. Mas, depois de tudo isso, Jesus revela a João o surgimento de uma era de paz para o nosso mundo.

É claro que já estamos vivendo os sinais que antecedem esse novo tempo para a humanidade, previstos pelo Cristo, quando profetizou: “Ouvireis falar também de guerras (...) porque se verá levantar-se povo contra povo e reino contra reino”. Mas, como Ele próprio afirmou no “Sermão da Montanha”, “os brandos e pacíficos possuirão a Terra”, ou seja, após o fim de toda essa turbulência, o homem pacificado viverá a paz no planeta.

A INSPIRADA MÚSICA DE NANDO CORDEL

Nando Cordel, nome artístico de Fernando Manoel Correia, nascido em Ipojuca, no dia13 de dezembro de1953, é um cantor,compositor e instrumentista brasileiro e autor da inspiradíssima letra e musica PAZ PELA PAZ, cuja letra é a seguinte:

A paz do mundo
Começa em mim
Se eu tenho amor,
Com certeza sou feliz
Se eu faço o bem ao meu irmão,
Tenho a grandeza dentro do meu coração

Chegou a hora da gente construir a paz
Ninguém suporta mais o desamor.

Paz pela paz pelas crianças,
paz pela paz pelas florestas,
paz pela paz pela coragem de mudar.

Paz pela paz pela justiça,
Paz pela paz a liberdade,
Paz pela paz pela beleza de te amar.

Paz pela paz de um mundo novo,
Paz pela paz à esperança,
paz pela paz pela coragem de mudar,
Paz pela paz pela beleza de te amar .

A paz do mundo........

O QUE NOS COMPETE FAZER PELA PAZ

Finalmente, como cooperar para a paz é dever de todos, entendemos que para isso é fundamental:

- Comparecer espiritualmente no esforço defensivo, orando a Deus pela união da família humana;

- Rogar a Deus pelos governantes, para que cessem no mundo as guerras desumanas; e ainda,

- Interceder junto a Deus, para a fraternidade reinar em todos os recantos da Terra.

É claro que não basta admirar os conceitos Cristãos, é preciso colocá-los em prática, para que a transição planetária se faça mais suave, a começar de nós mesmos, a fim de que, paulatinamente, atinja a humanidade e os brandos e pacíficos possam ser herdeiros da Terra.

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