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Artigo do Jornal: Jornal Janeiro 2015

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

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 Ouvi, recentemente, um expositor fazer a seguinte questão:

“O que vocês escolheriam: um prêmio de 1 milhão de dólares ou um câncer?”

Claro que causou espanto, pois a pergunta parecia sem sentido; afinal, quem escolheria um câncer?

E, em meio às indagações, surgiu um complemento: “Antes de responder pense bem, pois a resposta deve estar vinculada a mudança real de vida!”

Uma das mais naturais reações humanas indica que não há quem esteja doente que não queira se curar. E não parece haver maior onda do que a que nos arremete a mudanças de planos, buscas de saídas, volta do olhar para um “artigo mágico” formado pelo par “fé e esperança” do que se contrair uma enfermidade grave, com sérios riscos de morte.

De outro lado, quanto mais fortuna e saúde possuímos cremos estar vivendo a mágica do “poder tudo”, perdendo a referência do pouco poder que se possui. E isso é levado de forma muito pouco atenta à vida, por isso mesmo desgastando-a de maneira pouco feliz.

Como, neste jornal Correio Espírita, meu foco é o Magnetismo, percebi que a pergunta que abriu este artigo está profundamente relacionada com o tema. Afinal, as pessoas, os dirigentes, os orientadores do movimento não transmitem a ideia de conhecerem o que se pergunta, o que se precisa nem o que seria indispensável que fosse feito. Desde sempre tenho visto e sabido de pessoas que criam regras, normas e padrões sem que tenham vivenciado aquilo que estão orientando.

Rotulam procedimentos equivocados como se estes fossem bastante em si mesmos; desviam gravemente a base de sustentação considerando apoio apenas em repetições inócuas ou nocivas; não participam de estudos, debates ou sequer apresentam argumentos sustentáveis. Até parece que eles, “sabidamente”, optaram por ter o milhão de dólares, crendo que por não sofrerem as agruras dos sofredores, que pedem, imploram ajuda e socorro, não há preocupação em aliviar e apenas em deixar correr o curso da dor e do sofrimento. Esquecem-se de que n’O Evangelho segundo o Espiritismo existe uma recomendação: (Cap. 5, item 27): “Pensam alguns que, estando-se na Terra para expiar, cumpre que as provas sigam seu curso.

Outros há, mesmo, que vão até ao ponto de julgar que, não só nada devem fazer para as atenuar, mas que, ao contrário, devem contribuir para que elas sejam mais proveitosas, tornando-as mais vivas. Grande erro. É certo que as vossas provas têm de seguir o curso que lhes traçou Deus; dar-se-á, porém, conheçais esse curso?...”. E qual não seria a fonte de tão esplendorosas curas e intensos agradecimentos que não seja a boa instrução e prática do Magnetismo?

O próprio Jesus nos indicou: “Ide e curai”. Quem é, pois, o ousado desvairado que ensina o contrário? Quem é o responsável pelo medo da cura nas mãos dos abnegados trabalhadores do Bem? Como coadunar a expulsão da luz com os alcances propostos pela ação Divina? Sim, é certo não querermos câncer, mas o que dizer de pessoas que estavam desorientadas em suas vidas, porem após um câncer, ou outra enfermidade grave, mudaram suas percepções, suas atitudes e, sem qualquer expressão de pavor ou de compra de favores no Céu, com ou sem rótulos religiosos, simplesmente descobriram a vida, as suas e as de todos?! Não seria isso muito mais importante do que o milhão de dólares desarticulado de vida real?

Eis, então, a cura da patologia gerando renovação na alma. E ousam não querer isso? Claro que não querem para os outros, mas se um dia caírem nos braços de enfermidades que tais serão os primeiros a buscar os “passistas que fazem movimentos esquisitos”, pois sequer aprendem a chamá-los pelo que são de fato: magnetizadores.

A época – final de ano – é propícia a troca de presentes e de votos de felicidades. Como espíritas poderemos oferecer o que o mestre lionês, Allan Kardec, já nos deixou em suas obras: o Magnetismo. E que mantenhamos as tradições, trocando nossos abraços e sorrisos, desejando boas festas, recordando Jesus e todos seus ensinamentos, mas para que esse presente seja verdadeiro ele tem que vir da alma.

Muita energia, muitos bons fluidos para todos.

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