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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2015

Sobre o autor

Djalma Santos

Djalma Santos

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“É certo que não podemos modificar o passado, mas podemos escrever um futuro brilhante em nossas vidas”. Francisco Cândido Xavier

O Apóstolo Paulo, um dos maiores seguidores do Cristo em todos os tempos, deixou uma assertiva interessante a respeito do passado, do presente e do futuro em uma das suas Cartas aos gentios, quando afirma categoricamente: “Eis que deixo para trás as coisas que ficam; e avanço com fé, coragem e determinação, para aquelas que estão diante de mim”. O amigo preferencial de Jesus deixa claro que precisamos reescrever o nosso futuro, adequando as nossas necessidades físicas e espirituais com o momento em que estamos vivendo, aceitando com calma e paciência as experiências nos campos da riqueza, da saúde, da tristeza, dos relacionamentos, da raiva, da satisfação, da vitória ou do fracasso, encarando tudo com serenidade, procurando os ajustes necessários para contornar e resolver essas situações.

Apresentando ou não qualquer tipo de característica pessoal no campo da carne ou do espírito, a principal coisa que deve fazer é reescrever o seu futuro através de iniciativas no campo do trabalho, porque esse é o nosso destino: lutando de padrão a padrão, mudando hábitos, pendores e tendências, ou melhor, mudando comportamento, como única forma de facilitar uma transformação em nós mesmos e não nos outros, como a maioria das pessoas gosta de fazer.

Para que essa transformação íntima ocorra, você não precisa mudar suas ações, não precisa mudar sua rotina, ou não precisa adicionar ou excluir pontos de vista que idealizou, e sim mudar sua decisão, sua estratégia comportamental, e principalmente mudar sua percepção sobre as pessoas e coisas, e a daí tudo começa a mudar em sua vida. Mas, se isso não acontecer de imediato, procure aguardar com paciência as surpresas do tempo, porque é ele que vai determinar se seremos felizes ou não, vitoriosos ou fracassados.

É necessário mudarmos o nosso pensamento para o lado liberal, em que de imediato concordamos com tudo e, só depois de uma análise profunda, é que damos a nossa resposta definitiva, sempre procurando o interesse dos outros, que, em síntese, é o nosso próprio interesse, porque na realidade, mesmo não concordando às vezes, o nosso próximo é a nossa matéria-prima, com a qual temos que trabalhar pela nossa felicidade, e se não tivermos a capacidade de fazer a felicidade dos outros, dificilmente teremos a nossa própria felicidade.

No momento crucial em que vivemos, a humanidade inteira está sofrendo com a falta de identidade: as pessoas não se conhecem, não se afinam, falta atração e afinidade fluídica, que se faz através de pensamentos e atos, daí os acontecimentos escabrosos que vivenciamos, como assaltos, roubos, estupros, corrupção, escândalos, e todo tipo de criminalidade cruel de nossos dias, sem que as autoridades e a própria sociedade tenha um lenitivo, mas ao contrário, se mostram perdidas, sem saber o que fazer, editando e reeditando Leis que ninguém cumpre, numa desobediência civil nunca vista. Comprometendo o judiciário, o legislativo e o executivo.

Reescrever o futuro é pensar na eternidade de nossas vidas, compreendendo que a morte apenas nos transporta para o outro lado da vida, sem, no entanto, provocar nenhuma modificação no nosso caráter, na nossa consciência, que em síntese, é o nosso juiz interno, rigoroso e justo, que nos acompanha depois da morte, cobrando do outro lado da vida, os erros que cometemos durante a vida física, sem acrescentar nada ou tirar nada, apenas exigindo que cada um de nós possa refletir sobre o passado e, a partir dessa reflexão, iniciar de imediato a reparação do mal que fizemos aos nossos semelhantes.

Existem milhares de pessoas que se mostram medrosas diante da prova da riqueza, com medo da responsabilidade da posse do dinheiro. Outras temem a prova da pobreza, tendo em vista as dificuldades que apresentam, pois na realidade não gostariam de ter nenhum problema, e sim viver faustosamente sem nenhuma preocupação, como se estivessem num paraíso. Mas o certo é que vivemos num planeta de Provas e Expiações, onde as dores, sofrimentos e aflições pululam, e todos os seres humanos passam por esse estágio, não havendo por parte de Deus nenhuma discriminação que possa atingir uns e outros não.

Existe um ditado popular que diz: “Nada muda se você não mudar”. Mas o que queremos sempre é mudar os outros, e dificilmente queremos realizar mudanças no nosso íntimo. Isso nos compromete diante das Leis Divinas e das Leis dos homens, e muitas vezes somos surpreendidos com faltas leves, médias e graves, que cometemos muitas vezes inconscientemente, por viciação – irresponsavelmente – porque na realidade criamos dentro de nós mesmos uma segunda natureza, a natureza do mal, em que o errado passa a ser certo e dificilmente damos conta de que estamos nos comprometendo seriamente no campo da vida física e espiritual, acrescendo o fato de que não avaliamos a chegada morte, esse momento sublime de nossas vidas, em que obrigatoriamente teremos um encontro com a nossa própria consciência imortal.

A morte não transforma as pessoas em santas ou sábias, e o mundo espiritual é neutro, democrático e fluídico, comandado pelos nossos pensamentos. Não existe nada de mal nos esperando, como atribuem algumas correntes religiosas, quando falam de Céu, inferno ou purgatório. Do outro lado da vida, encontramos o que levamos, ou seja, levamos para o além o Céu ou o inferno que construímos dentro de nós mesmos, não havendo por parte de Deus nenhum tipo de castigo, pois se houvesse, Deus não seria sumamente misericordioso, bom e amoroso com seus filhos, que em suma, são seus cocriadores em plano menor, portanto seus filhos e suas criaturas, criados por Ele, dentro do sistema da imensidade, que constitui o infinito de Deus.

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