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Artigo do Jornal: Jornal Agosto 2016

Sobre o autor

Pedro Valiati

Pedro Valiati

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O Mestre divino, desde o início da jornada carnal, não se ocupou de matéria diferente à caridade, assistência ao próximo, ao amor. Como se o tempo fosse talhado a servir, o dia unicamente para atender, e as noites a velar por aqueles que lhe conduziriam o legado.

       Não desperdiçou oportunidades, não poupou palavras que deveriam ser ditas, nem regateou o tempo da dedicação. Chegado o tempo da maturidade, preparou a equipe, organizou os trabalhos e otimizou no que era possível os atendimentos, revezando a palavra que ensina aos gestos objetos de restauração do espírito.

       A Casa Espírita, quando concebida no plano espiritual, tem, como objetivo principal, ser a representação do Cristo, levando o lenitivo e o pão da alma a grande quantidade de ovelhas tresmalhadas do Pai: Atendimento aos doentes do espírito, dedicação aos mais fracos e orientação na Doutrina Cristã, tendo em base os complementos da terceira revelação.

       Quando vier à vossa mente o modelo da respectiva Casa Espírita, como deve a mesma se posicionar mediante esta ou aquela situação ou atividade, pensemos no próprio Mestre atendendo, sob o pentateuco Kardequiano:

  • A recepção é o próprio sorriso do Mestre, a mostrar aos irmãos em busca de ajuda, que a gentileza, a paciência, o bem querer, a atenção ao próximo, são possíveis. A primeira impressão da recepção, mas não somente dela, é demonstrar que existe esperança, que as portas da nova vida estão abertas.
  • As câmaras de passe são os braços do Mestre, a acolher, doar o magnetismo, amparar angústias, dissipar o medo e rogar ao Pai Maior que atenda a todos, segundo a necessidade de cada um.
  • Os diversos cursos e exposições, representam as pregações do Cristo, a revelar os Reinos dos Céus a todos os presentes. Foram as atividades de pregação que revelou e multiplicou, convertendo a tantos. Se o Rabi não perdeu oportunidades nas palavras, nós também não devemos. Levemos ao público, sedento das águas do Evangelho, pontos de integração entre as lacunas de entendimento e lições do Evangelho, codificação espírita e dificuldades íntimas do ser, dirimindo as dúvidas do espírito e retornando-os ao endereço da razão. Muitos adentram às palestras atordoados por interrogações profundas, portanto, não percamos as oportunidades de revelar a mensagem Cristã conectada às respostas que a vida cotidiana solicita.
  • As atividades de atendimento assistencial são a continuação das obras do Cristo, ensinam a importância do trabalho, amparando as necessidades mais básicas, respaldando-se no Evangelho. O homem sob privações materiais, até mesmo do prato de comida, contudo amparado, ciente da palavra do Mestre, não deixará de sentir as necessidades da carne, porém, poupará as ações da revolta da alma.
  • As paredes da Casa Espírita representam o tempo, otimizado para atender o número maior de pessoas. Cada salão, compartimento, corredor, cadeira etc., serve a um único propósito, não é necessário dizer qual. Para o melhor aproveitamento atual e melhor planejamento destas paredes para o futuro, é necessário conhecer quem as frequenta.

A Casa Espírita é um organismo vivo a atrair, pelas vibrações benditas, irmãos em desespero, buscando novas perspectivas para a alma.

Ambientes afinados e harmonizados, resta um último elemento.

Quando a Casa Espírita se volta de forma eficiente e doutrinária, os indivíduos capacitam-se a conhecer as bases cristãs, acolhendo o próximo como objetivo, restará a força mantenedora a perpetuar as engrenagens: A união.

Amemo-nos, irmãos de fé. Nós, como grupos, mesmo considerando as dificuldades individuais, alcançaremos o objetivo maior da multiplicação do pão da vida. Não pedimos concordância plena, pura utopia, contudo, o apoio as ideias concordantes a Kardec, mesmo que diferentes da sugestão própria. É absolutamente possível avaliar e reconhecer os erros diante da advertência caridosa, passo galgado na direção da humildade. Calar o melindre, falar com equilíbrio diante da contrariedade revelará um novo ser.

Desta forma, o legado do Mestre expandirá, ampliando o apostolado, disseminaremos as vibrações evangélicas nos corações, seremos as pontes da renovação de tantos chafurdados nas desesperanças, e aumentará, portanto, a presença da fé nos montantes de trevas ainda bastante presentes no orbe.

Eis a expect ativa do Mestre a nos ensinar a não colocar a candeia sob o alqueire.

Paz a todos!

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