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Artigo do Jornal: Jornal Março 2018

Sobre o autor

Pedro Valiati

Pedro Valiati

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Veio, então, o Mestre de todos os tempos, nascendo em ambiente rústico em meio a população inóspita. Povo arraigado em diretrizes de manifestação externa, renitente, seguidores de leis e letras, quase nunca, do coração. Ciente, o Cristo, que tantos Lhe acompanhavam os passos apenas para aproveitarem-se ou persegui-Lo. Contudo, era o Mestre, acima de tudo, o Excelso Mensageiro, enviado divino direto, portador da Boa Nova imortal, a qual deveria, por determinações divinas, estacionar definitivamente no plano e corações terrenos.

Por séculos a fio esteve, é bem verdade, latente ou falseada, servindo a interesses diversos, aquém da expectativa espiritual. Corrompiam, violavam, roubavam, invadiam, expulsavem famílias de seus lares, empunhando o símbolo da cruz, desejando demonstrar que investidos estavam, tais atos, da corroboração da mensagem do Mestre. Infeliz engano, o qual em menor intensidade, se comete até os dias de hoje.

Alguns poucos enviados contrapunham a sanha orgulhosa da massa equivocada, intitulada Cristã, relembrando, em coração humilde e voz compassiva, as maravilhas dos reinos de Deus, bem como a promessa aos homens de boa vontade. Recordaram, pelo exemplo, as fraternidades nos moldes cristãos, remontaram as atividades do amor e encheram-se, novamente, o coração de alguns de esperança e saudades. Pois bem, cá estamos, participando do soerguimento da Nova Era, em ambiente muito parecido ao encontrado pelo Cristo em Sua passagem terrena. A mesma turba de desequilibrados, descontrolados, orgulhosos, afeitos aos hábitos externos, cultivadores do prazer sem limites. A ansiedade e a melancolia já batem-lhe às portas, como consequência das buscas insensatas de reencarnações a fio. Em muito breve, estarão ávidos por recomeçar, seja golpeados nos seus interesses, seja abatidos por suas escolhas. Desejarão reuniciar o processo do espírito, de forma a libertarem-se das agruras construídas contra si, por reencontrar a mensagem que lhes refaça a esperança.

Não por acaso, como que coincidindo com este tempo de incúria e desesperança, surgem as bases da regeneração, a relembrar a mensagem trazida dois mil anos atrás.

Junto à mensagem, devem vir os mensageiros.

Se acreditas que o amor deve vencer as barreiras do ódio e vício humano, és mensageiro;

Se crês que a vida não se encerra na crise da morte e que renasceremos com a finalidade de libertar o espírito de sentimentos menores, és mensageiro;

Se a palavra do Cristo te consola e deseja espalhar a alegria do amor e da fraternidade, és mensageiro;

Se desejas amparar, através do auxílio desinteressado, corações sofridos, apesar de tuas próprias dores, és mensageiro;

Talvez, por vezes, enquanto choras, enxugues as tuas lágrimas e disfarce o sofrimento, diante do irmão destituído da menor fagulha de esperança, és, portanto, mensageiro;

Se és mensageiro, o calendário e o relógio talvez não te favoreçam as vontades e interesses.

O mensageiro não tem fronteiras às ações, não se veste a toga de servo do Cristo apenas ao cruzar determinadas portas. O verdadeiro mensageiro o é no lar atribulado, no trabalho intenso, nas redes sociais fantasiosas e descontroladas, nos lugares públicos diversos.

Mensageiro não tem expediente.

O Mensageiro do Cristo não escolhe tarefas, aceita desafios de ascensão sobre si, para o próprio aperfeiçoamento, o Mensageiro é um ser em plena evolução, apenas conscientizou-se da necessidade de alterar gradativamente o rumo do espírito, sob as bases da caridade.

Mensageiros, não temais!

Avante aos corações aflitos!

Avante a miséria humana!

Avante a mensagem Cristã em todas as almas, sem olvidar da própria!

Deus e o Cristo vos abençoarão com a graça da oportunidade.

As estradas não serão cobertas de petalas, em verdade, não faltarão espinhos. Porém, às margens haverá as rosas, como que sinalizando o que a jornada reserva aos filhos do Pai, a todos, cedo ou tarde.

O Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Sejamos, pois, o veículo de divulgação do amor, seja pelo exemplo, ações ou palavras, a despeito das próprias imperfeições e limitações. Portemos a Boa Nova e a boa vontade e, por tão somente, seremos mensageiros.

Paz a todos!

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