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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2018
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Maio, mês em que se comemora o Dia das Mães; o também chamado mês das noivas, muitas das quais virão também a se tornar mães... E todos nós nos fixamos nessas comemorações, com os corações repletos de ternuras, gratidão e alegrias – e às vezes de saudade...

Mas existe uma outra comemoração no mês de maio: a do dia 1° de maio, Dia Internacional do Trabalho! E para essa comemoração foi escolhido justamente o mês de maio. Essa “coincidência” me parece bastante coerente, porque afinal atualmente as mães em geral e muito frequentemente encaram diariamente duas e até três jornadas de trabalho: o cuidado e a educação dos filhos, a administração da casa e suas múltiplas tarefas domésticas e seu trabalho profissional, seja qual for. As dificuldades de manutenção de condições de vida minimamente adequadas hoje exigem que não apenas o homem seja encarregado da sustentação do lar – isso quando existe a figura masculina na família, pois em muito casos é a mulher sozinha que mantém a família...

Contudo, quantos de nós efetivamente temos o claro entendimento da importância do trabalho? Para muitos de nós, eu diria que praticamente a maioria, o trabalho é encarado como uma obrigação muitas vezes penosa, desagradável, apenas suportável por não poder ser evitada, de uma forma ou de outra. Mas a nossa doutrina, e mesmo outras tantas, há muito tempo vêm demonstrando a necessidade e o valor, não só material, mas sobretudo espiritual do trabalho. Qual foi a resposta de Jesus ao ser perguntado acerca de trabalhar? “Eu trabalho incessantemente e meu Pai trabalha também”.

O Livro dos Espíritos, em seu Livro Terceiro, As Leis Morais, destinada explicitamente a nos esclarecer sobre os ensinos morais, no Capítulo III – item II, discorre sobre uma das leis naturais, consequentemente divinas, a Lei do Trabalho. Logo à primeira questão, a 674, os Espíritos Superiores nos asseguram que “o trabalho é uma lei da natureza, e por isso mesmo é uma necessidade”; na 676 afirmam que “sem o trabalho o homem permaneceria na infância intelectual”; e na 677, “que entre os homens tem um duplo objetivo: a conservação do corpo e o desenvolvimento do pensamento, que é também uma necessidade, e que o eleva acima de si mesmo”.

Portanto, nós espíritas, de posse de tais ensinamentos, já temos condições de analisar e encarar de forma melhor a necessidade de trabalhar, de uma forma ou de outra, quer de modo material, braçal ou apenas intelectual. Todo tipo de trabalho é digno e respeitável e nos proporciona situações de aprendizado valioso.

Entretanto, há um outro aspecto importantíssimo a ser considerado em relação à condição do espírito em situação feminina e materna. No Capítulo XI sobre a Lei de Justiça, Amor e Caridade – item IV, Allan Kardec e a Espiritualidade dissertam sobre o amor maternal. Na questão 890 Kardec pergunta se o amor maternal é uma virtude ou um sentimento instintivo – e os Espíritos respondem que “é uma coisa e outra. A natureza deu à mãe o amor pelos filhos, no interesse de sua conservação (...) ele persiste por toda a vida e comporta um devotamento e uma abnegação que constituem virtudes; sobrevive mesmo à própria morte, acompanhando o filho além da tumba.”

E inúmeros são os testemunhos desse devotamento e abnegação: mães à entrada de presídios submetidas a situações vexatórias para poderem ver seus filhos, abraçá-los; mães que em condições de miséria se privam de alimento a benefício dos filhos; mães relegadas ao abandono em asilos ou nas ruas ou mesmo em residências luxuosas, mas que nem por isso deixam de amar os filhos que as abandonaram... Poder-se-ia citar outros tantos, muitos que todos conhecemos...

Porém, sabemos ainda que maternidade, assim como paternidade, constitui missão relevante, o que transforma o trabalho ou a dificuldade que essa missão possa acarretar em grande oportunidade e incentivo, mas também em grande responsabilidade. Que Deus, em seu infinito amor e misericórdia, abençoe com extremado carinho todas as mães deste planeta e do Universo, onde quer que estejam e qualquer seja a sua situação e postura diante dessa maravilhosa missão, inclusive aquelas muito amadas e bem cuidadas pelos seus filhos.

 

Fonte: O Livro dos Espíritos, questões 674, 676, 677 e 890

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