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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2018

Sobre o autor

Pedro Valiati

Pedro Valiati

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Veio, então, adentrar Ele mesmo, o excelso semeador, preparar o terreno das almas humanas. Soube aguardar o momento azado do Pai Maior, para que saísse a semear. Buscou homens acima de tudo de boa vontade, já na intenção de perpetuar a sementeira através da multiplicação.

A samaritana, de sentimentos confusos e frágeis, coração abandonado, semeou acerca da água da fé, a qual não permite que o indivíduo tenha sede novamente.

Desviou caminho até Naim, pois havia lá coração materno destroçado, pela separação física imposta pelo fenômeno da morte do corpo. Semeou, com grande alegria, a vida, pois o ato de semear jamais deve ser fardo ou motivo de lamúrias, outrossim, matéria de profunda satisfação interior.

A cortesã experimentou altas doses da sementeira, para que entendesse que a melancolia a qual lhe absorvia os dias advinha do exercício com a luxúria e descompromisso para com a própria existência.

Por fim, para que não nos delonguemos, ao soldado agressor, retribuiu a estocada fatal com a cura da visão, então determinante para que se lhe acendesse a dúvida da fé, a qual, novamente interpretada, resultou na cura do espírito.

Compreendamos que a semente da palavra cristã é imperecível, aguarda a fertilidade do solo do coração adrede preparado, no arado do tempo e adubo das experiências, através dos sofrimentos expiatórios. Cedo ou tarde, a seu turno e tempo, adentra ao coração de todos os homens.

Proporciona o Sublime Senhor, pela Sua bondade, a oportunidade a alguns, os escolhidos que se deixaram escolher, de carregar e depositar as sementes aos corações alheios, na insistência diária das situações da vida.

Não conseguimos ainda entender, avaliar, o poder das sementes plantadas com o abraço fraterno acompanhado da palavra amiga e confortadora; Menos ainda compreendemos a força das sementes do exemplo da tolerância e do perdão.

O Cristo semeava junto a necessidade, distribuindo o pão que se multiplicava e colhendo corações renovados.

Vive, cada habitante deste planeta, oportunidade sublime, na semeadura de seus propósitos.

Observemos irmãos saudáveis e melancólicos, outros debilitados e cansados; Corações que desperdiçaram a vida e outros que choram as perdas da morte do corpo.

Acolhamos a todos, semeemos, nos escaninhos das extremas dificuldades, as sementes se acomodam e frutificam.

Vive, este planeta carente do amor, momento novo, expande-se em ações multiplicadoras da fraternidade, por mais que silenciosa, aumentando o alcance das sementes. Portanto, cultivemos a gratidão, é impossível ser semeador sem o adorno da gratidão ao coração. Roguemos aos céus, a fé e a força para prosseguirmos, em nome do Semeador maior.

Atenção aos pensamentos, disciplina nos estudos, análise aos sentimentos, para que as sementes do amor não se transformem em sementes de joio.

Compreendamos que as sementes dos trabalhadores, por mais que germinadas, devem evoluir, a tornar-se árvore de bons frutos, avançar até que se convertam as sementes em luz, ao tempo e esforço de cada um.

Ânimo irmãos, semear nos afasta o pensamento das dificuldades, as quais todos possuímos. Diante da fraqueza que, por ventura, nos acometa, busquemos, sem reclamações, o trabalho e encontraremos não somente o acolhimento, mas o consolo na observação do sofrimento alheio.

O trabalho é o maior veículo de consolação e fraternidade.

Todos os semeandos, tal como na época do Cristo, serão futuros semeadores, por isso o cuidado com a qualidade da semente. Os semeandos serão tão capazes de conduzir o legado do Cristo quanto for elevada a qualidade da semente a ele atirada.

Portanto, cuidem da sementeira íntima.

Paz a todos.

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