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Artigo do Jornal: Jornal Dezembro 2018
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       O mundo da diversidade está em nosso cotidiano. Constantemente, encontramos diferentes opiniões, hábitos, comportamentos, culturas. Nós mesmos nos diferenciamos de nós mesmos ao longo do tempo, na vivência das etapas de desenvolvimento do ciclo da vida desde o nascimento e pela trajetória evolutiva.

       O estudo, a observação, a análise, a meditação e autoeducação são importantes elementos para o (auto)conhecimento, a modificação e aperfeiçoamento de todos nós. Esta condição é bastante saudável, pois contribui para o crescimento e amadurecimento de cada um, uma vez que é preciso ser feito o exercício do discernimento e da compreensão, entre tantos valores a serem apreendidos e aprendidos.

       Contudo, o convívio com a diferença parece ser uma tarefa muito difícil para muitos, porque diariamente presenciamos conflitos violentos, atos de exclusão e verdadeiros choques de intolerância. Incoerentemente, somente nós queremos ser acolhidos, mas somos resistentes em nossas fixações e não aceitamos o próximo quando ele está em outra rota ou faz a opção por algum caminho ou forma de ser.

       A união, em vários aspectos, assume proporções de superficialidade e inconsistência. A causa para isto pode se encontrar na cadeia formada pelo orgulho, vaidade, medo, ignorância e melindre, em que insistimos ficar presos, assim como na negligência ou no pequeno esforço que fazemos para nos melhorarmos como seres humanos.

       Falamos em mudança, reforma íntima, porém esperamos que tudo isto venha a partir dos que se encontram conosco na família, no trabalho, na escola, na sociedade, nas redes sociais ou antissociais...

       Estabelecemos nossos limites e horizontes e nos mantemos acomodados neste espaço, sem a mínima preocupação em ampliarmos a inteligência, ponderação e bom senso. Com facilidade nos esquecemos de que esta é a nossa tarefa, intransferível. No entanto, terá sido esta a mensagem de Jesus? Não! Seu ministério e sua obra foram de inclusão, um convite ao entendimento entre todos. Desde o seu nascimento até sua pós-crucificação, o Mestre jamais ensinou o preconceito e o desamor, a predileção e a conivência, o egoísmo e a inércia. Sua palavra se direcionou a todos, ultrapassando estereótipos sociais, tempos, raças e nações.

       Seus ensinamentos e passos transpõem até hoje barreiras, desalentos, inconformidades. E pelo menos nossas atitudes... como são? Sim, não temos a autoridade moral do Cristo, mas esta é uma desculpa bastante frágil para nosso continuísmo no estado de repouso evolutivo. A justificativa do ritmo e do grau evolutivo será suficiente e (des)motivacional até quando para nossa indiferença?

       Fraternização, solicitude e caridade são atitudes para todas as épocas, não somente para o período de Natal!

       Jesus não foi e não é Papai Noel. É sim um irmão amoroso, guia e modelo.

       Que possamos todos fazer boas reflexões e adotar iniciativas alinhadas com a mensagem Cristã e Espírita para além das festividades de final de ano.

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