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Marcus de Mario

Marcus de Mario

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Dois caminhos a serem observados quando o assunto é sobre o direito de viver.

Temos dois caminhos para tratar do assunto direito de viver. O primeiro, é tomar esse direito como individual, sem nenhuma cogitação social. O segundo, é tomar esse direito como coletivo, a todos pertencendo. E mais: nossa visão sobre a vida é materialista ou espiritualista? Ou seja, todo o debate depende de acreditarmos ou não na alma imortal, e se o direito de viver pertence ou não a todos os indivíduos. Se não acreditamos no direito coletivo à vida e na alma imortal, pouco nos importará a vida do outro, e mesmo a nossa, diante de circunstâncias difíceis que acarretam dor e sofrimento. Contudo, se acreditamos na alma, o nosso verdadeiro eu, a vida terá importância superlativa. E toda luta pela preservação da vida, seja de quem for, será realizada num nível superior de consciência.

O Cristianismo é uma doutrina espiritualista que apóia-se na existência de Deus e na imortalidade da alma. São pilares que sustentam a fé e a vida e independem da forma como configuramos Deus e a alma. Então, por princípio, todo cristão é um legítimo defensor da vida, opondo-se contra o aborto, o suicídio, a pena de morte e a eutanásia, pois o cristão sabe da transcendência da vida.

Os espíritas, porque cristãos, e adeptos da vida após a morte e da reencarnação, em tese nenhum questionamento precisam realizar quanto ao direito de viver de todo ser humano, mas colocamos em tese porque cada pessoa está num determinado grau de evolução espiritual e, portanto, possui seu próprio entendimento sobre a vida, daí termos inúmeros pontos de vista sobre a questão por parte dos espíritas. Mas, fique bem claro, pontos de vista individuais, de cunho pessoal, não representam necessariamente o pensamento do Espiritismo, doutrina de princípios estabelecidos, que afirmam que a vida pertence a Deus, que somente Ele pode dispor; que todo ato humano contra a vida é uma transgressão à lei natural (divina); que o espírito - alma imortal - possui o direito de viver.

Se temos o livre-arbítrio, exercendo a vontade de pensar, escolher e fazer, lembremos que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória, ou seja, respondemos sempre pelas nossas obras, pelos nossos atos. A lei divina é lei de conseqüência.

Seja um ser que ainda está no ventre da mãe ou um malfeitor com extensa ficha criminal; seja uma pessoa com grave enfermidade ou alguém em desespero diante dos acontecimentos da existência; todos, sem exceção, possuem o direito sagrado de viver.

Lembre-se: somos almas imortais, filhos de Deus, e a vida terrena é benção que recebemos para continuar nossa marcha rumo à perfeição. Se eu tenho o direito de sonhar, de aprender, de fazer, porque o outro, meu irmão, não terá esse mesmo direito?

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