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OS FANTASMAS

 

Por José Carlos Leal

  

      A palavra fantasma deriva do termo grego phantásma que, por sua vez, deriva do verbo pháinesthai cujo sentido é aparecer, daí o significado da palavra fantasma em nossa língua: aparição. Aquilo que surge quase sempre à noite e que nós sabemos que não é deste mundo. A tradição de todos os países, em todos os tempos, está repleta de histórias deste tipo de fenômeno. Assim, em toda a Antiguidade, jamais houve dúvidas de que certos lugares eram assombrados, principalmente em altas horas da noite. Com o passar do tempo, a hora aziaga passou ser a meia-noite, chamada pelos cultores das religiões afro-brasileiras de a hora grande.

        No século XVI, René Descartes (1596-1650) havia, com ênfase, lançado os alicerces do Racionalismo e, com isso, implantou, solidamente, as bases da Modernidade que criou consistência com o Movimento Iluminista, e por fim desaguou no século XIX com o Positivismo Kantiano. Nesse novo modelo de pensamento, não havia lugar para a superstição, para o mito e para o pensamento mágico e, por conseguinte, também para os fantasmas que se tornam produtos da imaginação humana, sem o menor compromisso com a realidade objetiva. Apesar de tudo isso, a crença em fantasmas continua e muitos estudiosos acadêmicos se encontram interessadas nas questões ligadas aos espíritos dos mortos.  

      No estudo dos fantasmas, é comum dividi-los em duas grandes categoriais: as aparições subjetivas e as objetivas. No primeiro caso, a pessoa diz que viu um fantasma (ou que está vendo), porém as pessoas que estão ao lado dela, nada conseguem ver. Embora o vidente afirme que o espírito se encontra no lugar indicado por ele, e fica irritado porque apenas ele vê e ninguém acredita naquilo que ele diz que viu. Um modo de apurar a verdade, neste caso, é pedir à pessoa que está vendo que descreva o objeto de sua visão. Quando o vidente descreve a aparição, em muitos casos, ela (a aparição) costuma ser identificada por uma das pessoas presentes. Isto, entretanto, não nos dá uma total confiabilidade no testemunho da pessoa que vê.

 

      No segundo caso (aparição objetiva), mais de uma pessoa podem ver o fantasma e, no caso do espírito estar materializado, pode-se tocá-lo e até fotografá-lo. As aparições subjetivas podem ser explicadas por delírios, alucinações, efeito de drogas, contudo as objetivas são muito mais difíceis de serem explicadas.

  

     Muitos parapsicólogos de orientação materialista costumam explicar as aparições de espíritos como resultado de alucinações telepáticas, supondo-se que, em certas circunstâncias, um psiquismo poderia explicar outro à distância. Este tipo de fenômeno, segundo afirmam, é muito comum nos sonhos, quando falamos com pessoas desencarnadas, mas que se comportam como se estivessem vivas. Em muitas oportunidades, o sonhador fica admirado porque, mesmo no sonho, tem consciência de que a pessoa está morta.

        Pertencem a esta série de eventos, fatos em que a mãe, por exemplo, vê telepaticamente seu filho correndo perigo de morte; mais tarde, ele fica sabendo que, na hora em que se deu o sonho, o filho passava por perigo mortal: o amigo vê o seu companheiro que se encontra a quilômetros de distância, prestes a se afogar nas águas de um rio ou de um lago e, mais à frente, toma conhecimento de que, no momento de seu sonho, o amigo passara pelo perigo que ele havia visto oniricamente.       Em verdade, a hipótese de Frederich Myers, sobre as alucinações telepáticas, pode explicar alguns casos destes tipos de fatos, mas outros ficaram sem explicação. Para ser exato, de nosso ponto de vista, apenas o Espiritismo pode oferecer uma explicação lógica e coerente, pois encontra-se municiado de um grande número de informações provenientes dos próprios espíritos desencarnados. Estas explicações nos revelaram novas leis antes desconhecidas (mas não sobrenaturais) que, infelizmente, a ciência oficial não valida.                     

                 

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