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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2013
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livromatearializacoesluminosas    Materializações Luminosas é um livro muito interessante, escrito por Rafael A. Ranieri. Em 1973, era um comissário de policia do Estado de São Paulo, depois de ter passado grande parte da sua vida na Força Estadual. Foi também o primeiro espírita a se tornar prefeito de uma cidade, de sua cidade natal, Guaratinguetá, a 150 quilômetros de São Paulo. Ranieri se saiu bem como prefeito, e seu sucessor também era espírita. O subtítulo do livro, Depoimento de um comissário de Polícia, parece indicar que o autor do livro não é uma pessoa comum, mas um policial acostumado, portanto, a lidar com fraudes e vigarice.
    Ranieri foi criado no catolicismo e passou a se interessar pelo espiritismo depois da morte de sua filha Helena, aos dois anos de idade. Isso aconteceu em 1945. Em 1948, começaram a acontecer em sua casa fenômenos estranhos e inexplicáveis, principalmente ruídos que pareciam ser feitos por uma inteligência invisível. Como acontece no Brasil, quando alguém passa por um tipo de experiência assim, uma pessoa amiga costuma indicar um centro espírita para resolver o problema.
    No caso de Rafael Ranieri, o amigo foi Francisco Lins Peixoto, mais conhecido como Peixotinho, tido com um dos mais puros e mais irrepreensíveis médiuns brasileiros. O primeiro contato entre Ranieri e Peixotinho se deu em 1948 em um quarto de Hotel em Pedro Leopoldo. Enquanto Peixotinho e alguns amigos se preparavam para dormir, o médium, que era asmático, teve um de seus ataques e, agitado, gemia muito. Pediu então aos amigos que orassem para que os espíritos amigos viessem ajudá-lo. Assim foi feito. Diz Ranieri: "todos nós vimos, então, a faixa de luz verde clara sobre o peito dele. A cama do médium estava entre as duas outras, a de Jair Soares de um lado e a de Inácio Silva do outro, e estes viram perfeitamente o fenômeno".
    Depois deste fato, teve início a sessão formal. Peixotinho recomendou que não bebessem, não fumassem nem comessem carne. Ranieri só conhecia o médium há três dias e não havia discutido com ele qualquer de seus problemas pessoais. Nem mesmo mencionara o caso da filha morta. Durante a primeira sessão, porém, Ranieri presenciou uma sucessão de materializações luminosas, inclusive a de sua filha Helena, que deu ao pai uma flor, ainda úmida de orvalho e lhe dirigiu algumas palavras de consolo.
    Nessa mesma sessão cerca de dez pedras de vários tamanhos foram atiradas violentamente em volta da sala, e cada uma dessas pedras foi cair aos pés das pessoas, cujos nomes haviam sido chamados por uma voz desencarnada. A sala estava completamente escura e, por certo, seria muito difícil atirar as pedras ali sem acertar alguém.
    Na sessão seguinte, materializou-se um espírito conhecido como irmã Sheila, que teria sido uma enfermeira alemã que desencarnou em Berlim, ao fim da Segunda Guerra Mundial. A chegada de Sheila aparecia dentro da escuridão, toda luminosa. O espírito trazia em sua mão algo que parecia uma pedra verde-clara que ela usou para tratar de uma senhora presente que apresentava um problema hepático. O objetivo foi descrito como sendo um transmissor de radioatividade ainda desconhecida na Terra.
   Ranieri observou que a luz que irradiava de Sheila, como das fibras de sua roupa, permitia que as pessoas presentes se vissem, claramente, uma às outras e o próprio médium que se encontrava adormecido na sala ao lado. Era um fenômeno inquestionável cuja autenticidade não se poderia negar facilmente.
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