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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2013

Sobre o autor

Pedro Valiati

Pedro Valiati

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mediumdesorientado    Os fenômenos da mediunidade são aspecto de observação e questionamentos desde as épocas mais antigas. Notam-se com clareza as manifestações mediúnicas como ocorrência no antigo Egito, inclusive, através dos papiros encontrados nos túmulos dos respectivos faraós. Na Índia, temos o código de Vedas, a trazer o epílogo do contato com os antepassados. Em Israel, as incríveis manifestações mediúnicas de Moisés, amplamente documentadas no Antigo Testamento. A China antiga, pelas mãos de Lao-Tsé e Confúcio, igualmente pregavam a mediunidade através do culto dos antigos familiares como base para a fé.
    Muitos outros exemplos poderiam ser trazidos à tona como mostra da evolução dos acontecimentos mediúnicos em paralelo à história do orbe. Contudo, mesmo após as contribuições de diversos pensadores e filósofos, a mediunidade continuava a ser tratada como estrada encoberta pela névoa das dúvidas, até que Kardec, através do Livro dos Médiuns, verdadeiro tratado de teorias, comprovações e experiências mediúnicas, ofereceu ao mundo a obra na qual apresentaria a mediunidade em seu caráter científico e aplicação moral.
    Como era de se esperar, os fenômenos mediúnicos continuam a pulular o planeta, sem limites de fronteiras ou escolha religiosa, de forma que nem mesmo as comunicações, hoje instantâneas, conseguem cobrir a frequente ocorrência e demanda. Entretanto, após mais de 150 anos de lançamento do Livro dos Médiuns, como anda a qualidade das manifestações, bem como da prática mediúnica atual?
    Notadamente, o concurso mediúnico, especialmente com a divulgação, estudo espírita e considerável contributo de autores espirituais, vem apresentando gradual evolução quanto à adequação mediúnica as necessidades espirituais e físicas da humanidade, porém, precisamos ter um olhar mais amplo sobre a questão.
    Infelizmente, literaturas ditas espíritas invadem prateleiras e mentes de muitos curiosos e adeptos do fantástico, porém pouco conectados com o comprometimento moral que o manejo mediúnico exige, cerrando nas amarguras da mediunidade desequilibrada, sob consequências de graves ocorrências e complexas soluções, trilha determinante dos processos obsessivos. A prática mediúnica exige estudo e comprometimento moral. Infelizmente, nem todos os candidatos a tal lide estão dispostos a tal oferta.
    Outros, em fenômenos de verdadeira violência mediúnica, expõem-se fisicamente, sob a batuta da ignorância e desconhecimento do aparelho mediúnico, a exposição fanática de "líderes religiosos", em verdadeiro espetáculo de deprimência moral e arrogância espiritual. Como se o Cristo não nos informasse acerca da cura definitiva para os males da obsessão: Jejum e Oração – Mateus 17:21 - ou seja, reforma íntima.
    Trago interessante passagem do livro Das Patologias aos Transtornos Espirituais, do nosso Divaldo, através do espírito de Manoel Philomeno de Miranda e sob a contribuição de outros autores, especialistas da medicina. Importante endereçar tal conhecimento às consequências as quais a prática mediúnica irresponsável e extrema podem causar. Além de complicações de ações físicas, temos psicopatias de alteração do humor e desvio de racionalidade. Não apenas pelas cargas energéticas deletérias sobre os delicados tecidos mediúnicos e neurológicos, mas igualmente pelo agravamento de processos obsessivos, resultado da pouca ou nenhuma ação no campo moral. Nos diz o referido livro no capítulo I – Epilepsia, Pag. 40:
"No citoplasma do neurônio... encontramos uma substância invisível na célula em atividade, reconhecida através de corantes básicos, os Corpúsculos de Nissl... Que tem função de depósito de substâncias elaboradas pelas células... Mas também é depósito de alimento psíquico. Antes das reuniões mediúnicas, as células nervosas recebem o tratamento magnético para que não haja perda do Tigróide – Corpúsculo de Nissl – Necessário ao processo da inteligência... É possível que o quadro descrito por Lucas como paciente lunático (Também descrito em Mateus 17:15) possa ter sido causado pelo desgaste dessa estrutura durante os transes mediúnicos obsessivos..."
    A mediunidade é ferramenta de crescimento moral, provida para o contato e influenciação de espíritos nobres e com vistas ao despertamento moral e construções dignificantes. Entretanto, tal como ferramenta de corte, possui o lado autodestrutivo bem próximo da finalidade útil, sujeitando-se às escolhas de quem a manuseia.
    As experiências mediúnicas através da história não nos deixam dúvidas quanto ao respectivo potencial e existência. Kardec, por sua vez, catalogou-lhe as ocorrências científicas e legou-lhe a devida importância no campo moral. Cabe-nos estudá-la e trazê-la ao convívio confortável cotidiano, através da disciplina moral, a exaurir as possibilidades de contato pernicioso obsessivo.
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