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Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

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Folheando antigos recortes de jornais da década de setenta, em meio aos meus guardados, me deparei com uma reportagem chamada Carta a um menino tímido que vi na TV, de autoria do colunista e escritor Artur da Távola.

       No artigo, o cronista percebe nos olhos de um menino, mostrado em uma reportagem sobre educação, todo o medo e a agonia no primeiro dia de aula em uma escola nova, o chamado “Bullying” que tão bem conhecemos na atualidade de nossos dias.

       Artur da Távola, pseudônimo de Paulo Alberto Artur da Távola, era um cronista que, através de seus textos, enveredava pelo universo humano. Falou sobre o crescimento entre pais e filhos, sobre os diferentes, sobre os tímidos, sobre as questões do sentimento e das dores da alma.

       Até os doze anos de idade, fui extremamente tímida. Logo depois, ingressando por minha própria vontade em um grupo de teatro amador, comecei a superar o problema, até tornar-me palestrante e divulgadora de literatura espírita. Mas, até aqui, foi um longo processo de cura e autocura.

       Nos dizem os especialistas que a timidez é um mecanismo de defesa ao qual apelamos quando nos sentimos inferiores ou impotentes para superar qualquer situação, e todos nós, homens e mulheres, crianças e adolescentes, temos até certo ponto um pouco de timidez.

       Para todos aqueles que sofrem a longa dor da inadequação, tudo soa diferente e ameaçador. A timidez esteve tão presente em minha vida que escrevi um livro sobre o tema. O título do Livro é Minha Escolha é Viver (*), foi publicado pela Editora EME e trata do assunto à luz da Doutrina Espírita.

       Na história, temos dois irmãos, um tímido, outro extrovertido e, durante sua convivência, é traçado um paralelo de tudo que advém dessa comparação. Um romance para jovens de oito a oitenta anos.

       A palavra timidez se origina do latim timere, que quer dizer “ter medo”. Muitas pessoas apresentam algum tipo de timidez, ou seja, condutas consideradas tímidas que ficam ressaltadas em meio a outras pessoas. Primeiro dia de aula, adaptação ao primeiro emprego, conhecendo pessoas novas.

       Os especialistas nos mostram que ninguém nasce tímido, nem se sente tímido o tempo todo. As pessoas sentem timidez quando são colocadas em situação de inferioridade ou vulnerabilidade.

       A timidez é um problema oriundo da comunicação e pode ser corrigida e trabalhada. Podemos considerá-la também como uma falha de aprendizagem, já que a pessoa reage timidamente porque não aprendeu a se relacionar corretamente com as outras pessoas.

       Essa aprendizagem falha faz com que a pessoa formule ideias erradas sobre si próprio e sobre os outros, adquirindo preconceitos que se transformam em crenças, levando o envolvido ao silêncio ou a submissão quando precisa se comunicar em público, com outras pessoas.

       Uma fórmula que nunca falha e que muito me ajudou ao longo da vida: comece a imaginar com todas as forças de seu coração aquilo que deseja alcançar, autorize seu cérebro a pensar positivo, crie e trabalhe a sua autoestima.

       Sorria sempre, sinta-se bem, afinal, somos todos filhos especiais de Deus e estamos na Terra para crescer, evoluir e oferecer o melhor de nós aos nossos irmãos de caminhada.

 

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MOURA, Fátima. Minha Escolha é Viver - Editora EME, Capivari, São Paulo, 2010.

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