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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2016

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

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Atualmente, muita gente tem procurado o Magnetismo como se este fosse uma espécie de receituário pronto para as infinitas variantes das necessidades humanas. Como se houvesse uma “receita de bolo” para se curar todo tipo de enfermidade.

       De uma forma muito pessoal, o volume de correspondências (e-mails, principalmente) que recebo pedindo procedimentos ou indicação de Casas e/ou pessoas que atendam magneticamente para curar determinadas patologias é algo quase descomunal. Se por um lado isso retrata a urgente necessidade de se buscar soluções onde se acredita que elas devam existir, por outro se patenteia que o descaso em que deixamos essa ciência apresenta sua feição menos feliz: a de que não temos desenvolvido (ainda) as soluções devidas.

       Muito embora algum conhecimento técnico básico já esteja bem evidenciado, indicando caminhos seguros para se obter sucesso em vários casos, não existe padronização – e isso por motivos os mais diversos; as capacidades individuais dos magnetizadores são muito diferentes; a combinação fluídico-energético entre os pares, magnetizador/magnetizado, são extremamente peculiares e incomparáveis entre si; a assimilação, a captação e a repercussão dos fluidos em cada paciente são diferentes de pessoa para pessoa; os fatores de fé e vontade em cada participante de uma terapia interferem nos potenciais de cura; e por aí se seguem as variações, dificultando muito a que se obtenha padrões universais, salvo quando se encontra pontos convergentes, seja no princípio magnético, seja na partida do sistema que provoca o distúrbio, a síndrome, a patologia enfim.

       Algumas pessoas que me procuram costumam apontar o fato de termos descoberto um procedimento quase padrão para se trabalhar – e se vencer – a depressão e seus correlatos, daí implicando que idêntico modelo ou método deveria existir para todos ou quase todos outros casos.

       Conforme está muito bem explicado em meu livro A Cura da Depressão Pelo Magnetismo, nessa enfermidade foi detectado um ponto comum de forte ponderação, que é a principal zona em desarmonia, a qual gera uma série enorme de distúrbios: falo da região (ou o centro ou o cinturão) esplênica. Descobrimos que, mesmo considerando as variadas formas em que a depressão se expressa, bem como suas possíveis causas, todas interferem ou repercutem sobre a região esplênica. Isso redunda num grave bloqueio energético dessa/nessa “usina”, levando esse centro vital a descompensar outros e mais outros, até se atingir uma falência dos circuitos de energias (fluidos) do ser. Em cima dessa evidência foi que estruturamos um procedimento extremamente feliz, mas que, ainda assim, vem sendo aprimorado a cada dia, a todo tempo.

       Pode ser que outras patologias também tenham pontos de partida comuns, como o que foi detectado nos casos de depressão e outros consequentes e/ou correlatos, mas, embora alguns já comecem a ser vislumbrados, estes ainda não foram “universalmente” confirmados.

       Na verdade, estamos vivendo um período de retomada das pesquisas nessa área fecunda, o Magnetismo, porém tudo isso ainda se encontra em fase historicamente inicial.        Ademais, além de contar com dificuldades muito grandes inerentes à própria pesquisa, não se conta com apoios governamentais, econômicos, medicinais, universitários, laboratoriais, e ainda temos que enfrentar um ceticismo muito vigoroso e um muito forte e injustificável descaso do meio espírita, que deveria funcionar como uma mola propulsora desse novo mundo de bênçãos, ao contrário do que vemos, sabemos e sentimos.

       Feliz ou infelizmente, o Magnetismo ainda não nos oferece “receitas prontas” para a grande maioria das patologias do mundo. Mas em vez disso nos decepcionar ou nos prostrar, tomemos sobre os nossos próprios ombros a necessidade de nos movimentarmos em direção a novos aprendizados, em mais avançadas pesquisas e nos empenharmos nos esforços das grandes descobertas, que favoreçam a que nossa humanidade viva mais harmoniosamente e feliz.

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