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Artigo do Jornal: Jornal Fevereiro 2017

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

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O intempestivo costuma opinar sobre tudo. “Mas é claro que não sou intempestivo”, logo ele retruca.

E se o assunto for mais específico, o hábito leva a justificativas: “Eu só falo do que sei, do que tenho certeza”; “Sei disso desde pequeno” ...

Já foi dito, repetido e segue sendo quase um refrão dizermos que o Espiritismo é uma filosofia, com cunho científico e apresentando conclusões morais. Só que dizer e saber disso não diminui nossa intempestividade. Daí vermos e sabermos de pessoas, e até mesmo instituições, se pronunciando intempestivamente sobre assuntos que pediriam melhor ponderação.

“O passe espírita é apenas imposição de mãos”. Essa frase é dita com uma veemência estrondosa, pois faz-se ouvir até nos mais distantes núcleos do chamado movimento espírita. – E, infelizmente, isso é de uma intempestividade absurda!

Se observarmos como os antigos tratavam as energias e os fluidos, em toda e qualquer parte do globo, facilmente perceberemos que o que mais imperava – e impera – são os movimentos, muitas vezes muito rápidos e cadenciados. E a lógica rapidamente os apontaria em erro se negativos fossem os resultados.

A se destacar o que as benzedeiras executam em crianças, muitas delas recém-nascidas. Movimentam mãos, segurando plantas, e com isso renovam os ciclos energéticos que ali se encontravam congestionados; desobstruem os conhecidos centros vitais, verdadeiros vórtices energéticos, os quais são responsáveis pela manifestação dos circuitos vitais dos seres. É certo que, em dados momentos, elas fazem imposições, pois uma terapia energética pede conjugação e combinação de atitudes, de movimentos específicos.

Muito embora ainda não se saiba em profundidade como se dá a riqueza dos chamados passes dispersivos, fato incontestável é que seus resultados sempre indicam fazerem parte indissociável de uma terapia que se pretenda resolver problemas fluídicos.

Quanto mais largos e rápidos sejam os movimentos, mais eficientes são os resultados esperados dos dispersivos. Só que isso não se limita a um simples movimentar de braços e mãos, mas de uma afinidade entre os movimentos e a combinação energética com o paciente – chamado de relação magnética entre magnetizador e magnetizado.

Para que se tenha uma ideia dos efeitos das técnicas dispersivas, eles vão muito além do que retirar fluidos densos ou espalhar congestionamentos. Os dispersivos mudam as frequências em que vibram os fluidos que congestionam os centros vitais dos enfermos (normalmente tornando-os menos densos), direcionam as energias acumuladas no paciente para os pontos aonde elas estão carentes, dissipam núcleos energéticos em formação (geralmente oriundos de mono ideias negativas), ajudam vigorosamente no “arrastamento” de dores e infecções, notadamente quando intercalados com imposições localizadas, e ainda se apresentam como verdadeiras “máquinas de diálise energética”, fazendo com que as energias estacionadas no paciente circulem pelo organismo do magnetizador e ao paciente retornem em padrões reajustados para as suas necessidades.

Querer tirar dos passes sua melhor parte, que é a da dispersão dos fluidos, é sim uma grande intempestividade, com consequências que, se não infelizes, no mínimo são ladras da eficiência que tanto se busca.

Só para recordar, quando Mesmer , o grande criador do conhecimento acerca do Magnetismo Animal , estabeleceu que o início das terapias magnéticas implicava no agravamento das crises a serem tratadas, certamente ele se fundamentava na observação do que vinha ocorrendo. Hoje, revendo sua metodologia, fica bem presente que ele fazia muito pouco uso dos dispersivos, já que sua matriz de raciocínio era de que as curas se davam por uma transmissão de fluidos de um para o outro, sem perceber a necessidade de uma permuta ou circulação entre os pares terapêuticos. Com a vinda de Deleuze ao cenário do magnetismo clássico, introduzindo as “grandes correntes rápidas” – hoje conhecidas como longitudinais dispersivos – e os perpendiculares, tudo mudou enormemente e novos e grandes avanços foram confirmados em todos os lugares onde o Magnetismo era empregado.

Atualmente, com um número já bem crescente de espíritas voltando a praticar o Magnetismo, os dispersivos ganham terreno, promovendo melhoras e bênçãos antes inimagináveis.

Isso tudo me leva a fazer uma sugestão, principalmente aos intempestivos; se é de ficar repetindo fórmulas sem saber a razão, estudem; e se é de ficarem fazendo apenas imposições e levando algumas pessoas a se sentirem mal, ou mesmo a se afastarem das terapias com passes, experimentem inserir em suas práticas os movimentos das mãos, de forma dispersiva, e depois computem os resultados. Mas lembrem-se sempre da oração, da vontade de servir e do estudo inadiável e intransferível, sob pena da intempestividade seguir norteando coisas vãs.

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