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Empresa japonesa está desenvolvendo um par de óculos inteligentes com o objetivo de ajudar pessoas disléxicas a ler.
Chamado Oton Glass, o dispositivo tem duas pequenas câmeras e um fone de ouvido montados em sua armação, que convertem texto em áudio para facilitar a compreensão do usuário.

As câmeras rastreiam o tempo todo os movimentos dos olhos e ficam à espera do “gatilho” para ser disparadas – um simples piscar de olhos. Uma vez acionadas, as duas câmeras capturam as imagens das palavras que o usuário deseja ler e compreender para, então, ditar as expressões através do fone de ouvido.

Ajudando pessoas disléxicas
As palavras capturadas são enviadas a um computador Raspberry Pi hospedado na nuvem, que processa o texto e depois o converte em áudio. Se eventualmente o sistema não conseguir identificar e converter palavras, as imagens são enviadas para um funcionário remoto, que pode então decifrá-las ao usuário.

O inventor do par de óculos inteligentes, Keisuke Shimakage, teve um lampejo durante o ano 2012, quando seu pai desenvolveu dislexia após um procedimento cirúrgico. Embora o pai tenha se recuperado do distúrbio, Shimakage acreditou que poderia ajudar outras pessoas disléxicas.
Em 2012, meu pai teve um tumor cerebral e desenvolveu dislexia após sua operação. Felizmente, ele se recuperou completamente após a reabilitação. No entanto, muitas pessoas têm dislexia congênita, independentemente dos sintomas.

Nos dias seguintes, Keisuke Shimakage entrevistou seu pai diversas vezes para identificar os principais problemas que o dispositivo teria de solucionar. Após alguns esboços, resolveu formar uma equipe de engenheiros e designers com a finalidade de elaborar o protótipo.

O Oton Glass poderá reduzir significativamente os casos de dislexia. O distúrbio afeta a aprendizagem da leitura, da escrita e da soletração – pessoas disléxicas têm dificuldade de pronunciar as palavras, ler rapidamente, escrever palavras com o próprio punho ou mesmo compreender aquilo que estão lendo.

Até o momento, Keisuke Shimakage e sua equipe conseguiram arrecadar 1.236.500 ienes (US$ 11,573.64) – o que representa 12% do objetivo pretendido (10.000.000 ienes). Sendo a dislexia um transtorno presente em 10% da população mundial, há, sem dúvida, imenso potencial para futuros investidores.

Fonte: Jornal de Notícias Boas
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