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Sobre o autor

Saulo de Tarso

Saulo de Tarso

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"Temos que plantar a árvore da justiça social. A semente é a verdade; a árvore é a justiça e os frutos é o amor.” Nazareno Tourinho

Nazareno Tourinho
Natural de Belém/PA, Tourinho foi casado com Miryan e pai de três filhos: Helena Lúcia, Emmanuel e Tânia Regina.

O escritor e dramaturgo paraense Nazareno Bastos Tourinho faleceu na mesma cidade onde nasceu, por volta das 16h de sexta-feira (19), após sofrer infarto agudo do miocárdio na casa de uma prima e ser levado, às pressas, até a UPA da Sacramenta, em Belém.

O corpo do paraense vai ser velado na Casa Espírita do Nazareno, na travessa Campos Salles, bairro da Campina, até as 15 horas deste sábado (20). Seu corpo será cremado.

Nazareno tinha na secretária Clélia Cunha e nas cuidadoras Maria da Paz e Wirlany Rodrigues companhias constantes. "Ele sempre foi uma pessoa muito sensível aos pobres e oprimidos, os quais sempre abordou nas obras", afirmou Clélia. Ela contou que Nazareno manteve-se lúcido e ativo até a morte: "Ele dava palestras na casa espírita; na terça e na quinta-feira sempre estava lá, e não deixava de escrever", relatou. Nazareno garantiu a distribuição de café da manhã e sopão aos pobres há mais de 25 anos. Nazareno deixou artigos inéditos sobre o Espiritismo para publicação.”

Como autor teatral, escreveu: Nó de Quatro Pernas,Lei É Lei e Está Acabado, Severa Romana,O Herói do Seringal, Fogo Cruel em Lua-de-Mel,Amor de Louco Nunca É Pouco, A Greve do Amor,Pai Antônio, A Estranha Loucura de Lorena Martinez e Uma Caprichosa Manifestação de Espíritos.

Algumas de suas peças, como Nó de Quatro Pernas e Fogo Cruel em Lua-de-Mel, foram encenadas, no Rio de Janeiro e São Paulo, por companhias profissionais, dirigidas por figuras famosas do teatro brasileiro e da televisão, como Cláudio Corrêa e Castro e Wolf Maia.

Como escritor espírita, publicou mais de vinte obras, dentre as quaisGotas de Espiritismo, O Cristo,Poder Fantástico da Mente (em parceria com Carlos Imbassahy),Surpresas de uma Pesquisa Mediúnica,Curiosidades de uma Experiência Espírita,Edson Queiroz: o novo Arigó dos espíritos,A ética Espírita sem Misticismo, A Dramaturgia Espírita,O Trabalho dos Mortos e A Tolice dos Vivos,Relações Humanas nos Centros Espíritas,Kardec, Jesus e a Filosofia Espírita,Carlos Imbassahy: o homem e a obra,Crítica e Reflexões em Torno da Moral Espírita e Uma Nova Visão da Mediunidade.

Humanista, detentor de uma visão livre e comprometido com a libertação de homens e mulheres do jugo da exploração e da opressão, ele dá o exemplo de desprendimento e de solidariedade ao abrir mão dos direitos autorais de quase todas as suas obras em prol de causas sociais e populares.

Foi eleito para a Academia Paraense de Letras antes de completar 35 anos. Nessa época já havia produzido dezenas de livros. Ocupou, desde o ano de 1969, a cadeira número 2 da APL. Recebeu vários prêmios em concursos de peças teatrais, tendo sido agraciado com diploma de Honra ao Mérito, concedido pela Câmara Municipal de Belém; com a Medalha Olavo Bilac, concedida pelo Conselho de Cultura do Estado do Pará; a Medalha Paulino de Brito, concedida pela Secretaria de Educação do Estado do Pará; e diploma do Dia do Legislativo, concedido pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará.

Foi membro-fundador da Associação Brasileira de Jornalistas e Escritores Espíritas, seu primeiro diretor para a região Norte e fundou, em Belém/PA, a Casa Espírita de Allan Kardec.

Nos últimos dois anos, havia firmado parceria com a Editora Lachâtre, para republicação de suas obras. Durante esse período, foi também articulista do jornal Correio Espírita, apresentando de forma muito clara sua opinião sobre a pureza doutrinária. Foi de fato um seguidor legítimo dos postulados kardecianos. Quando falava com o editor do jornal, mostrava sua preocupação em deixar muitos artigos para o jornal, pois pressentia que seu corpo físico já estava cansado. Assim o fez: deixou para o jornal Correio Espírita mais de cem artigos e outros em preparação para digitação e envio pela Erica, sua diagramadora particular.

O jornal Correio Espírita se solidariza com a família e amigos de Nazareno Tourinho, reconhecendo em sua obra literária, espírita ou não, o valor de seus ensinamentos culturais e doutrinários que muito contribuirão para uma sociedade mais culta e harmônica.

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