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EM PLENA ALVORADA

Mocidade cristã,
Abre os braços à glória da manhã,
Na sublimada fé que te conduz.
Ara a terra da vida, enquanto é cedo,
Decifrando o segredo
Da verdade e da luz.

Mãos no trabalho milagroso e santo,
Faze ouvir o teu canto
Belo e primaveril
Do Grande Entendimento claro e novo,
Ao sol de bênçãos mil.

A luta humana é luminoso prélio.
Corre em busca das láureas do Evangelho
Para o teu campo em flor...
Não te prendas à carne inquieta e escura,
Toda ilusão é sombra que procura
Desencanto e amargor.

Abre o teu peito a quem te bate à porta,
Esperando à bondade que conforta
No roteiro cristão.
Todo aquele que chora, longe ou perto,
De coração cansado e passo incerto,
Em qualquer parte, é sempre nosso irmão.

Juventude do bem que regenera,
Enquanto o mundo aguarda a nova era
Sob a noite do mal,
Ilumina com Cristo o chão da prova,
Estendendo os clarões da Boa Nova
Para a Vida Imortal!...

Psicografia Chico Xavier - Espíritos Diversos - Livro Servidores no Além
Digitação - Luciane Bortoluzzi

IDE E FAZEI

Ide e fazei o bem, enquanto é dia!...
Bendita a mão que ara e que semeia
Enquanto a Terra canta e brilha, cheia
De beleza, de luz e de alegria.

Não vos pese seguir, de pés sangrando,
Na caminhada sobre o pedregulho...
Como o Sol, trabalhando sem barulho,
O amor segue servindo, forte e brando.

Infortunado é aquele que descansa,
Que, por temer a dor, escapa e dorme;
Mais tarde, lutará, por tempo enorme,
Sem alívio, sem paz, sem esperança...

Somente o lavrador que se desvela,
Enriquecendo a terra sem canseira,
Seguirá, do suor da sementeira,
Para a seara milagrosa e bela.

Ide e fazei o bem que vos resguarde
Contra o inverno cruel, triste e vazio,
Pois no vale da morte, escuro e frio,
Há quem clame e padeça muito tarde.

Centro Espírita Amor e Caridade
Belo Horizonte - MG 20.01.1951
Fonte: livro "Marcas do Caminho"
Psicográfia: Francisco Cândido Xavier - Espíritos diversos

NA NOITE DE NATAL

Ao desalento atroz, Noite de paz e 'amor! Repicam sinos,
Doces, harmoniosos, cristalinos,
Cantando a excelsitude do Natal!...
A estrela de Belém volta, de novo,
A brilhar, ante os júbilos do povo,
Sob a crença imortal.
De cada lar ditoso se irradia
A glória da amizade e da harmonia,
Em festiva oração;
Une-se o noivo à noiva bem-amada,
Beija o filho a mãezinha idolatrada,
O irmão abraça o irmão.
Dentro da noite, há corações ao lume
E há sempre um bolo, em vagas de perfumes,
Sob claro dossel. ...
Nascem canções e flores de mansinho,
Em édenes fechados de carinho,
De esperança e de mel.
Mas, lá fora, a tristeza continua . . .
Há quem chora sozinho, em plena rua,
Ao pé da multidão;
Há quem clama piedade e passa ao vento,
Ralado de tortura e sofrimento,
Sem a graça de um pão.
Há quem contempla o céu maravilhoso,
Rogando à morte a bênção do repouso
Em terrível pesar!
Ah! como é triste a imensa caravana,
Que segue, aflita, sob a treva humana,
Sem consolo e sem lar. ..
Tu, que aceitaste a luz renovadora
Do Rei que se humilhou na manjedoura
Para amar e servir,
Volve o olhar compassivo à senda escura,
Vem amparar os filhos da amargura,
Que não podem sorrir.
Desce do pedestal que te levanta
E estende a mão miraculosa e santa
Para unir-nos no Amor, fraternalmente,
Desceu Jesus do Céu Resplandecente
E imolou-se por nós.
Vem medicar quem geme na calçada!...
Oferece à criança abandonada
Um velho cobertor;
Traze a quem sofre a lúcida fatia
Do teu prato de sonho e de alegria,
Temperado de amor.
Visita as chagas negras da mansarda
Onde a miséria súplice te aguarda
Em nome ,de Jesus.
Há muita crença enferma, quase morta,
Que só pede um sorriso brando à porta,
Para tornar à luz.
Natal!... Prossegue o Mestre, de viagem,
Em vão buscando um quarto de estalagem,
Um ninho pobre, em vão!...
E encontra sempre a cruz, ao fim da estrada,
Por não achar socorro, nem pousada
Em, nosso coração.

(Poesia recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier,
em Dezembro de 1949, em Pedro Leopoldo, Minas).
Fonte: Reformador nº12 - Dezembro/1950
Responsável pela transcrição: Wadi Ibrahim

PALAVRAS AOS AMIGOS

Vinde, amigos, ao Cristo, enquanto o dia
Fulgura ao sol de doce primavera!...
A multidão cansada vive à espera
Da mensagem da paz e da alegria.

Vinde ao tronco robusto da verdade,
Buscar-lhe a seiva dos celestes ramos,
Cultivando na estrada em que marchamos
As flores da união e da amizade.

A Terra é o campo dadivoso e lindo,
Onde o trabalho é o dom consolador
E onde as mãos do Divino Semeador
Continuam plantando e redimindo...

Mas o Excelso Pastor que nos governa
Pede concurso amigo que lhe estenda
A milagrosa e fúlgida oferenda
Do amor que brilha para a Vida Eterna.

Vinde, pois, ao serviço em plena aurora!...
Na alma do mundo, há treva e sofrimento,
Reclamando o divino entendimento
Da bondade que auxilia e aprimora.

Trazei convosco o júbilo sublime
Da ação que regenera e aperfeiçoa,
Conduzindo a esperança humilde e boa
Onde a amargura em lágrimas se exprime.

Construir entendendo é o nosso lema
Pela bondade generosa e franca...
A caridade é a mística alavanca
Que eleva o mundo inteiro à paz suprema.

Estendamos a fé que nos socorre
De alma feliz, esperançosa e crente!...
No serviço do amor a toda gente,
Jesus conosco é a luz que nunca morre.

Chico Xavier - Livro - Estrelas no Chão

POR ONDE VÁS

Por onde vás
Recorda, meu irmão,
Se desejas contigo o amor e a paz,
Usa a Prece e o Perdão.
Não te firam as pedras do caminho,
Quem leva por sinal
Um gesto permanente de carinho
Supera a sombra e o mal.
Não enxergues no próximo o defeito,
A chaga ou a cicatriz.
Quem somente procura o Bem Perfeito
Vive sempre mais nobre e mais feliz.
Usa a Prece e o Perdão estrada afora
Procurando ajudar.
E serás nova luz na Eterna Aurora
A fulgir com Jesus no Eterno Lar!..

Informativo Espírita - Junho/2000

VERSOS A JUVENTUDE

Juventude,
O Caminho do Céu é longo e rude...
Guarda o próprio valor,
Ninguém consegue a paz ambicionada
Sem devotar-se na sublime estrada
Ao trabalho do amor.

Mas, o amor que edifica e aperfeiçoa
Nunca foi sensação que se esboroa
No sepulcro abismal.
É holocausto da própria vida ao Mestre,
Por secar toda lágrima terrestre
Na bondade real.

Mocidade,
Cultiva a bênção da imortalidade
Pelo dom de servir...
Não descanses em pétalas de flores,
Que a ilusão tem mil braços tentadores
Conturbando o porvir.

Se procuras o Cristo Soberano,
No ilimitado sofrimento humano,
Não desprezes a cruz!
Ama, aprende e trabalha, cada dia,
E alcançarás o reino da alegria,
Na vitória da Luz

Chico Xavier - Livro - Estrelas no Chão

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