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ANIVERSÁRIO DE ITAPIRA

Itapira, parabéns.
Que te engrandeça o Senhor!
Em teu novo aniversário
Marcado no chão em flor!

Tanta grandeza alcançaste
Na inspiração de Jesus
Que te destacas na terra
Por alta mansão de Luz.

Penha esculpida em riqueza,
Torre linda aos céus erguida,
Espalhas brilho, trabalho,
Cultura, bondade e vida.

Templo de ação, Deus te guarde
Em todas as estruturas,
No progresso que realizas,
Na perfeição que procuras.

Companheiros de outro plano,
Com teu povo nobre e amigo,
Unidos para saudar-te
Aqui estamos contigo.

É a romaria de amor
Doando bênçãos de paz.
Vai à frente do cortejo
O Reverendo Ferraz.

O grande Cintra aí segue
Feliz e brioso à frente.
Com ele Antero e Jacinto
Em meio de muita gente.

Junto deles aparece
Por mensageiro de paz
Nosso antigo reverendo
Padre Araújo Ferraz.

Luiz Roque aponta fatos,
Firmino diz que no Além
Somente vale a lembrança
Do que se fez para o bem.

Afonso Celso Vieira,
O grande memorialista
Aperta as mãos generosas
Do nosso Onofre Batista.

Fala-se em Chico Vieira,
Fala-se em Guerra Leal,
Dos clubes que mais se lembra
O recorde é do ideal...

Nosso Cônego Amorim
Pergunta por Ludovino,
Doutor Mário com Bentico
Refere-se ao João Delfino.

Nhô Melo lembra contente
As músicas da Matriz
E João Pereira Machado
Aprova calmo e feliz.

Alguém chega devagar...
Conheço...É o "seu" Alfredinho,
Veio atender aos doentes
Fala em Jesus com carinho.

Sinhô Chagas noutra roda,
Lembra a luta a que se dava,
Queimando miolo e vida
No tempo da imprensa brava...

Jácomo Stávale, o grande
Professor inesquecível,
Escuta Souza Ferreira
Sobre assuntos de alto nível...

Eis que um rapaz se aproxima
Em luz semelhante ao sol...
Percebo agora...já sei...
É o poeta Ferraiol.

Este grupo de Itapira,
Que entre os homens não se vê,
Parece com minha gente
Nas salas de Tietê...

Batista Júnior comigo
É tanto amor a vibrar!...
Diz ele: "Saudade é dor
Que fere em qualquer lugar!..."

Diz ele ainda: "Saudade?!...
Não sei onde é mais sofrida,
Se no mundo ao pé da morte
Se no Além, perante a vida!"

Nosso caro " João Fiaca"
Começa a me enternecer,
A memória já me falha,
Não mais consigo escrever...

"Itapira, Deus te guarde!"
termino com emoção,
terra irmã de minha terra,
terras do meu coração!...

Solenidade Comemorativa no Instituto Américo Bairral
Itapira - São Paulo 09.01.1974
Fonte: Livro "Marcas do Caminho"
Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Espíritos diversos

ASSUNTO DE AMOR

Na Terra, o amor paga imposto,
Como exige a Natureza:
Por dois anos de alegria,
Paga quatro de tristeza.

No mundo, a união em dupla,
O epílogo é sempre assim:
Se o enfado chega aos dois,
O grande amor chega ao fim.

O beijo mais cativante,
Segundo conceitos sábios,
É um sonho maravilhoso
Que deve ficar nos lábios.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Livro: Saudação do Natal

CADA QUAL CORRE MAIS

Era Nhá Nica, a esposa de Nho Tato,
Muito feliz na Roça do Fundão,
Mas dizia ao marido: "Filho, não!...
Que não quero feiúra em meu retrato".
Teimosa, ela bebia chá do mato
E tanto fez aborto sem razão,
Que, um dia, enfraqueceu, de supetão,
E morreu num cubículo sem trato.
Noutra vida, Nhá Nica chora em luta..
E' só grito e gemido que ela escuta ...
Cansada de sofrer, quer novos pais.
A pobre pede corpo a toda gente,
Mas onde vai faz frio de repente
E quem sente esse frio corre mais...

(Soneto recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier,
em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã, na noite de 2/5/70, em Uberaba, Minas)
Fonte: Reformador - julho/1970 - pg. 146

CONVITE GERAL

Tempo velho, tempo novo...
Cada dia é diferente;
Por isso, o Céu nos avisa:
- "Olha o tempo, minha gente."

A fim de servir à vida,
É que Deus no-la consente;
E a vida lembra, apressada:
- "Olha o tempo, minha gente."

Do Sol ao barro na Terra,
Tudo vibra, tudo sente...
E a Natureza proclama:
- "Olha o tempo, minha gente."

Entre pedras e espinheiros,
Não te agaste, segue à frente...
Eis o caminho a gritar-nos:
- "Olha o tempo, minha gente."

Problemas e provações
Surgirão, constantemente...
A luta exige, onde estejas:
- "Olha o tempo, minha gente."

Trabalha, serve, constrói...
Não te faças descontente.
A esperança roga em tudo:
- "Olha o tempo, minha gente."

Falamos na Lei de Deus
- O Estatuto Permanente -
Pois a Lei nos pede a todos:
- "Olha o tempo, minha gente."

Chico Xavier - Livro - Estrelas no Chão

FAMA

A fama é uma taça linda
De precioso licor,
No começo, é aplauso e festa,
No fundo, é cansaço e dor.

MORTE E REPOUSO

- "Quero morrer, meu Deus, e ver se alcanço
Estar no Espaço, ao lado de meu guia!..."
Tanto rogou Cocota de Lilia
Que morreu numa queda atrás de um ganso.

Mas não achou a paz que ela queria,
Nem o Céu, nem a rede de balanço...
Acompanhava o guia sem descanso,
Trabalhando e servindo, noite e dia.

Afadigada em tanto movimento,
Reclamava chorando: "Não agüento!..."
E renasceu na roça em Vila Bela...

Hoje é feliz, no Sítio da Moenda,
Destoca terra e serve na fazenda,
Carregando comida na gamela.

Chico Xavier - Livro - Estrelas no Chão
(Página aos irmãos que, às vezes, desejam a desencarnação para repousar)

NA PROVA DA FÉ

"Irmãos, guardai a fé por luz divina!...
Pregava Nhô Tatão em Terra Branca -
"Temos na fé a lúcida alavanca
Que nos garante a força da Doutrina!...

É pela fé que o mundo nos ensina
A viver na verdade doce e franca!..."
Nisso, a chuva horrorosa se destranca
E cai da noite, estranha e repetida...

O teto oscila... O medo a tudo invade...
NhÔ Tatão silencia... É a tempestade...
O povo reza à luz de vela acesa!...

Quase findo o aguaceiro inesperado,
O povo busca o pregador, ao lado,
E vê Tatão tremendo sob a mesa...

Psicografia Chico Xavier - Espíritos Diversos - Livro Servidores no Além
Digitação - Luciane Bortoluzzi

CONFLITO

"Dai, meus irmãos - pregava Nhô Cirino,
Na Roça do Tatu Caramundé -,
Dai tudo o que tiverdes, dai até
Que tudo em vós se faça Dom divino. . .

Demonstra a caridade tal qual é,
É preciso ajudar!. . . nenhum ensino
A caridade é a luz de nossa fé,
A luz renovadora do destino!. . ."

Nisso, entra na sala o João Monteiro
E roga ao pregador algum dinheiro,
Quer curar as feridas que ele tem. . .

Cirino muda a voz e diz: "cai fora!. . .
Isto aqui não te cabe, vai-te embora,
Não sou burro de carga de ninguém. . ."

Livro Encontro de Paz - Psicografia Chico Xavier

PAIXÃO DE "SA" BILUVA

João da Mata espichou no boqueirão.
Tirava pau no Morro do Esqueleto
Para o serviço novo do coreto,
Caiu, gritou. . . morreu de supetão.

"Sa" Biluva na Roça do Pilão.
Magrela de paixão que nem graveto,
Vivia de clamar, toda de preto:
- "Quero ver João, meu Deus! Quero ver João!. . .

O espírito de João com dó da viúva,
Veio uma noite e disse: - "Sa" Biluva,
Não chore, minha velha! Eu não morri!. . .

Mas, Biluva assungando a cruz de ferro,
Rebolou o colchão, soltando um berro:
- "Te arrenego, capeta! Sai daqui!. . .

Soneto recebido pelo médium Waldo Vieira
Anuário Espírita - 1965

SURPRESA

Entre os homens diz Jesus
Ter vindo para os doentes
E, ao servi-los, faz-se a luz
De todos os continentes;

Mas perguntando, um a um,
Em busca desses irmãos,
Não achou doente algum
Pois todos querem ser sãos.

Chico Xavier - Livro - Estrelas no Chão

TRILOGIA DA VIDA

A criatura com fome
Coloca o estômago em luta...
O consolo fala, fala,
Mas o ventre não escuta.

Um rico e grande avarento
Guardou fortunas luzentes,
Deixando enorme banquete
Para a gula dos parentes.

Caridade praticada
De todos os bens que investe,
Tem os juros da alegria
No câmbio do Lar Celeste.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Livro: Saudação do Natal

PARENTESCO E REENCARNAÇÃO

Você nos pede por carta,
Meu prezado amigo João,
Que a gente escreva no tema:
Família e reencarnação

Assunto vasto, meu caro,
Tão vasto que já nem sei
Andar nesse labirinto
Mesmo andando à luz da lei.

O lar parece uma empresa
De lucro certo e benvindo,
Surge na Terra em dois sócios,
Depois a casa vai indo...

O casal primeiramente
Celebra doces afetos,
Em seguida, ganha filhos
E os filhos arranjam netos.

Logo após é um grupo grande
Ao qual, de forma concisa,
A gente volta em criança
Procurando o que precisa.

A luta chega... Entretanto,
O progresso vale a pena.
É isso aí... Cada berço
Põe a vida em nova cena.

O mundo lembra um teatro,
Cuja função nunca cessa,
Toda casa lembra um palco,
Cada família é uma peça.

O espetáculo é de todos,
A prova é parte comum,
Mas proveito e aprendizado
São coisas de cada um...

Antes do berço rogamos
A luta que nos apraz,
Depois, muito comumente,
Buscamos voltar atrás.

Requesitamos em prece
Inimigos por parentes
E ao revê-los, ombro a ombro,
Reclamamos descontentes.

Às vezes, a filha ingrata
É aquela jovem sofrida
Que abandonamos à rua
Nos prazeres de outra vida.

Filho criando problema,
Tristeza, mágoa, perigo:
Adversário de outrora
Cobrando débito antigo.

Noras cruéis, genros brutos,
Pai tirânico e violento,
São contas do crediário
Resgatado a sofrimento...

Rusgas, brigas e desgostos
Espinheirais do passado,
Pagamento a prestações
De culpas por atacado...

Nossos erros de outras eras,
Ódio, inveja, tentação,
Retornam pela família
Na lei da reencarnação.

Quem amou, quem deu de si,
Sobe de altura e lugar,
Quem fez sofrer vem sofrer,
Quem bateu vem apanhar.

Quem dos outros fez capacho,
Cria resgate severo,
Quem foge ao próprio dever
Vem de novo á estaca zero.

Parentela é escola santa
Sempre que a vemos daqui,
Cada qual encontra em casa
Aquilo que fez de si.

Ame, perdoe, sirva e ajude.
Quanto ao mais, meu caro irmão
Se você sofre em família,
Não reclame, aguente, João.

Cornélio Pires - Retratos da Vida

SUICÍDIO

Suicídio, não pense nisso
Nem mesmo por brincadeira...
Um ato desses resulta
Na dor de uma vida inteira.
Por paixão, Quim afogou-se
Num poço de Guararema.
Renasceu em provação
Atolado no enfisema.
Matou-se com tiro certo
A menina Dilermanda.
Voltou em corpo doente,
Não fala, não vê nem anda.
Pôs fogo nas próprias vestes
Dona Cesária da Estiva...
Está de novo na Terra
Num corpo que é chaga viva.
Suicidou-se à formicida
Maricota da Trindade...
Voltou... Mas morreu de câncer
Aos quatro meses de idade.
Enforcou-se o Columbano
Para mostrar rebeldia...
De volta, trouxe a doença
Chamada paraplegia.
Queimou-se com gasolina
Dona Lília Dagele.
Noutro corpo sofre sarna
Lembrando fogo na pele.
Tolera com paciência
Qualquer problema ou pesar;
Não adianta morrer,
Adianta é se melhorar.

Médium: Francisco C. Xavier / J. Herculano Pires

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