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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2018
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O jovem do século XXI não é coadjuvante, mas é protagonista. Quer debater, questionar, participar com ideias e sugestões. Se não for assim, percebe que seus talentos estão sendo malbaratados, desperdiçados. O espírito questionador dos jovens se ajusta perfeitamente com o convite feito por Allan Kardec, ao apresentar a Doutrina Espírita, quando instigou os neófitos a duvidarem, questionarem e examinarem qualquer informação das obras básicas. Os jovens deveriam ser melhor aproveitados nas rotinas das Casas Espíritas com atividades que extrapolem os dias e horários de Mocidades Espíritas. Eles deveriam participar mais do planejamento da divulgação (ninguém melhor do que eles domina a arte de navegar na internet e nas redes sociais), das palestras (é fazendo que se aprende) e das demais atividades da instituição. 

No encontro com a garotada das mocidades de várias Casas Espíritas do 12º CEU / CEERJ, que aconteceu no domingo, dia 29 de julho de 2018, na Congregação Francisco de Paula (Rua Conselheiro Zenha, 31 - Tijuca, Rio de Janeiro), quando o jornalista André Trigueiro discursou e debateu por duas horas e meia os problemas e desafios que afligem os jovens na atualidade. Pais ou responsáveis não foram autorizados a acompanhar a atividade para que a garotada, cerca de 100 aproximadamente, se sentisse à vontade para expressar suas ideias. Redes sociais, família, drogas, automutilação, escola, bullying e cyberbulllying, sexualidade, preconceito, consumismo e Espiritismo foram alguns dos assuntos debatidos.

Na parte final, por aproximadamente uma hora, os jovens manifestaram livremente suas opiniões, compartilhando problemas e soluções, e ficou evidente que eles estão prontos para fazer mais e melhor nas Casas Espíritas desde que os respectivos dirigentes entendam a importância desse movimento. 

A juventude é o período da existência em que o desejo de mudança flui naturalmente, amparado pelo entusiasmo, pela coragem e pelo sincero propósito de ajustar procedimentos que parecem ineficientes ou defasados. É evidente que os jovens (isso também vale para os adultos) nem sempre tem razão. A questão fundamental é permitir o diálogo e reconhecer o mérito dessa contribuição. Espiritismo sem juventude é doutrina envelhecida e refém de vícios e idiossincrasias que podem comprometer o futuro do Espiritismo. Se tudo no universo evolui, por que o movimento espírita não sofreria mudanças na linha do tempo? E quem melhor do que os jovens para inspirar essas mudanças?  

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