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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2018
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O CVV – Centro de Valorização da Vida, uma entidade sem fins lucrativos que atua gratuitamente na prevenção do suicídio desde 1962, está engajada e promovendo atividades neste movimento iniciado há três anos no Brasil, chamado Setembro Amarelo. A idéia é divulgar a causa intensamente durante o mês, já que no dia 10 é celebrado o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, tendo como parte fundamental a iluminação ou coloração de amarelo de locais, construções ou monumentos e, ainda, a colocação de laços amarelos nas fachadas de prédios públicos e privados para lembrarmos que devemos, sim, falar sobre a prevenção do suicídio.

O jornalista, escritor e expositor André Trigueiro, grande colaborador do CVV, esteve mais uma vez no Teatro Vannucci, no Shopping da Gávea, na noite da quarta-feira, dia 5 de setembro de 2018, para falar de seu livro Viver é a Melhor Opção cuja totalidade dos direitos autorais é destinada ao CVV, cuja obra lançada em maio de 2015, pela Editora Correio Fraterno, já chegou a 50 mil exemplares editados.

Durante 70 minutos, Trigueiro, falando para um público em torno de 220 pessoas, mostrou que existe prevenção em mais de 90% dos casos segundo a Organização Mundial de Saúde.

O suicídio é considerado um problema de saúde pública e mata um brasileiro a cada 45 minutos e uma pessoa a cada 45 segundos em todo o mundo. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Pelo menos o triplo de pessoas tentaram tirar a própria vida e outras chegaram a pensar em suicídio. Apesar de números tão alarmantes, o assunto ainda é tratado como tabu. Evita-se o assunto, o que só colabora para seu aumento dos casos, pois as pessoas muitas vezes não sabem que podem procurar ajuda.

Mas como buscar ajuda se sequer a pessoa sabe que ela pode ser ajudada e que o que ela passa naquele momento é mais comum do que se divulga e ela imagina? Ao mesmo tempo, como é possível oferecer ajuda a um amigo ou parente se também não sabemos identificar os sinais e muito menos temos familiaridade com a abordagem mais adequada?

O jornalista pontuou que da mesma forma que se enfrenta a dengue, Aids, malária, também é com informação que devemos enfrentar o problema do suicídio. Em 90% dos casos, ele pode ser prevenido, já que é associado, normalmente a patologias de ordem mental diagnosticáveis e tratáveis, como a depressão – citou.

O autor listou os principais fatores que podem levar uma pessoa a cometer suicídio, entre eles, doenças como a depressão, e a dependência de drogas. Além disso, ele citou os grupos que estão mais expostos a essas causas, como mulheres, homossexuais e idosos – pelo fato de não se sentirem totalmente aceitos em determinadas situações. Para ele, um dos primeiros passos, é compreender a diferença entre estado depressivo e depressão. O primeiro faz parte da vida. São momentos de tristeza pelos quais qualquer pessoa passa às vezes. Já a depressão é uma patologia, um transtorno que altera o funcionamento normal do cérebro e muda nossas reações a atividades do dia a dia. Quem tem depressão precisa de ajuda – alertou.

De acordo com o jornalista, cada pessoa é uma espécie de “esponja ambulante”, que sofre influências do ambiente em que está. Por isso, é importante escolher bem o tipo de programas de TV e rádio e literatura. Muitos assuntos negativos, notícias sobre violência, tudo isso afeta nossa mente e acaba determinando nossas emoções, como humor ou mau humor, saúde ou doença – disse.

Ao final da palestra, diversos dos presentes procuraram o jornalista para um agradecimento sobre o excelente conteúdo que levavam para oportunas reflexões.

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