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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2018
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Léon Denis, em sua obra O Espiritismo na Arte, escreveu que:

"A música desperta na alma impressões de arte e de beleza, que são o júbilo e a recompensa dos espíritos puros, uma participação na vida divina em seus deleites e seus êxtases. 

A música, melhor do que a palavra, representa o movimento, que é uma das leis da vida; por isso ela é a própria voz do mundo superior. 

É necessária a beleza suprema da forma para se exprimirem os esplendores da obra universal. 

(...) Entretanto, apesar da carência estética dos tempos atuais, é preciso reconhecer e louvar os esforços de alguns autores que, em suas tentativas, buscam aproximarem-se da perfeição e conseguem realizar obras onde passa um sopro, uma radiação da soberana beleza.  

(...) Que forças, que luzes, que consolações, que esperanças podemos passar às outras almas se não temos em nós próprios senão obscuridade, dúvida, incerteza e fraqueza? O que se poderia esperar de espíritos céticos, fechados a qualquer impressão elevada, surdos a quaisquer vozes, a quaisquer ecos do além? A miséria estética de nossa época explica-se pela impotência da alma contemporânea em se criar uma fé esclarecida, uma mais ampla e mais alta concepção da beleza universal.

Por conseguinte, devem-se apreciar as exceções que são produzidas e os impulsos dos raros autores que se esforçam por conduzir a opinião às regiões do ideal. 

A voz humana possui também, quando é verdadeiramente bela, entonações de uma flexibilidade e de uma variedade que a tornam superior a todos os instrumentos. Ainda melhor do que isto, ela pode expressar todos os estados de espírito, todas as sensações da alegria e da dor, desde a invocação de amor até as entonações mais trágicas do desespero. É por isso que a introdução dos coros na música orquestrada e na sinfonia enriqueceu a arte de um elemento de encanto e de beleza.”

Foi um pouco dessa beleza musical, descrita por Léon Denis, que o Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade (CEFEC) promoveu, no final de semana, em Campos, dia 22 de setembro, e em Nova Iguaçu, no domingo de 23 de setembro, no Hotel Mercure, com a Décima Edição do Unificarte - Mostra de Arte da Unificação Espírita em Nova Iguaçu.

O Correio Espírita esteve em Nova Iguaçu e presenciou um público, em torno de 350 pessoas, interagir com o Grupo Acorde Luz, que contou a com participação especial de Maurício Keller do Grupo Arte Nascente (GAN), Thiago Brito e Gutemberg Paschoal; Tim & Vanessa e encerrando o encontro, Anatasha Meckenna.

Com transmissão pela internet pelo Espiritismo.net, Web Rádio Fraternidade entre outras, o evento contou com acesso de diversas cidades brasileiras e de vários países.

Inicialmente, foi prestada homenagem à Castorina Fernandes Campos, a embaixatriz dos palcos iguaçuanos, conhecida carinhosamente como Dona Zezé Campos, patrona do Unificarte 2018. Foi entregue à sua filha, presente ao evento, um buquê de flores simbolizando a homenagem à "Pioneira da Animação Cultural" de Nova Iguaçu.

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