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Marco Polo (Veneza, 1254 - Veneza, 8 de Janeiro de 1324) foi um viajante veneziano do final da Idade Média. Juntamente com o seu pai, Nicolau Polo, e o seu tio, Maffeo, foi um dos primeiros ocidentais a percorrer a Rota da Seda. O seu relato detalhado das suas viagem pelo oriente, incluindo à China, foram durante muito tempo umas das poucas fontes de informação sobre a Ásia no ocidente.

Dirigiram-se à corte do rei mongol Kublai Khan e, a seu serviço, percorreram a Tartária, a China e a Indochina. Depois de regressarem a Veneza, Marco comandou uma galera na guerra contra Génova, acabando por ser feito prisioneiro. Durante o cativeiro, ditou as suas aventuras de viagem a um prisioneiro, Rusticiano de Pisa, que foram traduzidas em latim, em 1315, pelo frei Francisco Pipino. Em 1485, depois de traduzidas em várias línguas, foram impressas. A tradução portuguesa surgiu em 1502.

 

MARCO POLO NA CORTE DE KUBAI KHAN EM 1280

Marco PoloA expansão mongol na maioria do continente asiático ocorreu entre 1215 e 1360, auxiliada pela estabilidade política trazida pelo re-estabelecimento da rota da seda (vis-à-vis Karakorum). Em meados do século XIII, um explorador veneziano chamado Marco Polo tornou-se um dos primeiros europeus a percorrer a rota da seda em direção à China. Os ocidentais obtiveram mais conhecimento do Extremo Oriente quando Polo documentou suas viagens em Il Milione. Ele seguiu os passos de numerosos missionários cristãos que foram para o leste, como William de Rubruck, Giovanni da Pian del Carpini, Andrew de Longjumeau, Odoric de Pordenone, Giovanni de Marignolli, Giovanni di Monte Corvino, e outros viajantes como Ibn Battuta ou Niccolo Da Conti. Bens luxuosos foram comercializados de um revendedor para outro, da China para o ocidente, resultando em altos preços nas mercadorias.

 

ROTA DA SEDA

Quando as técnicas da navegação e da domesticação de bestas de carga foram assimiladas pelo Mundo Antigo, a sua capacidade de transporte de grandes cargas por longas distâncias foi muito melhorada, possibilitando o intercâmbio de culturas e uma maior rapidez no comércio. Por exemplo, a navegação no Egito pré-dinástico só foi estabelecida no século IV a.C., período em que a domesticação do burro e do dromedário começaram a ser instituídas. A domesticação do camelo bactriano e o uso do cavalo como meio de transporte foram feitas em seguida.

Como as rotas náuticas provêm um meio fácil de transporte entre longas distâncias, largos terrenos do interior como as planícies, que permanecem longe do litoral, não se desenvolveram como as rotas costeiras. Em compensação, dispõem de terreno fértil para pastos e água em abundância para as caravanas. Estes terrenos permitem a passagem de caravanas, mercadores e exércitos sem precisar envolver-se com povos sedentários, além de fornecer terras para a agricultura. Da mesma forma, também os nômades preferem não ter que atravessar longos descampados.

Enquanto isto, cargas, especiarias e idéias religiosas eram propagadas por todos os cantos, contrapondo a idéia antiga da troca que, provavelmente, conduzia-se somente por uma rota pré-determinada. É improvável que a rota da seda fosse transcorrida somente por terra, visto que percorre a África, a Europa, o Cáucaso e a China.

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